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Decisão confirmou a expectativa da grande maioria do mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (19) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,50% ao ano. A taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica iniciada em junho de 1996.
A decisão, unânime entre os diretores do banco, confirmou a expectativa da grande maioria do mercado financeiro. De um total de 69 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam pela manutenção da Selic em 6,50% ao ano - o menor patamar desde que a taxa foi criada, em 1996.
O comunicado, no entanto, diz que os juros baixos poderão estar com os dias contados caso o cenário para a inflação no médio prazo apresente piora.
Vale lembrar que o Banco Central atualizou para cima as principais projeções para a inflação em 2019. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC alterou sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018 de 4,2% para 4,1%. No caso de 2019, a expectativa subiu de 3,8% para 4,0%.
Já no chamado cenário de referência, em que o BC utilizou uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 4,15 nos cálculos, a projeção para o IPCA em 2018 subiu de 4,2% para 4,4%.
Para 2019, o índice projetado aumentou de 4,1% para 4,5% - já acima, portanto, do centro da meta de inflação no próximo ano, de 4,25%. As projeções anteriores constaram na ata do encontro anterior do Copom, divulgada no início de agosto.
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O centro da meta de inflação perseguida pelo BC neste ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).
A poucos dias das eleições presidenciais, o Banco Central reafirmou que a política monetária é pautada pela "evolução das projeções e expectativas de inflação, do seu balanço de riscos e da atividade econômica".
A última decisão do comitê antes das eleições não faz menção, pelo menos diretamente, à disputa eleitoral que se aproxima da reta final. Os diretores explicaram que a atuação da instituição continua pautada pelos efeitos secundários de eventuais choques nos preços.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 30 e 31 de outubro de 2018, apenas três dias depois da decisão eleitoral.
*Com Estadão Conteúdo
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