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Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Eleições 2018

Paulo Guedes foi à rádio explicar a polêmica sobre a CPMF e deu pistas sobre a economia de um eventual governo Bolsonaro

Economista da campanha do PSL disse que o tema da volta da CPMF “foi um equívoco enorme”

9 de outubro de 2018
15:13 - atualizado às 19:23
Paulo Guedes disse que polêmica sobre CPMF era um equívoco enorme - Imagem: Nilon Fukuda/Estadão Conteúdo

Depois de Fernando Haddad (PT) falar sobre responsabilidade fiscal, o economista Paulo Guedes voltou a dar pistas sobre os planos que a equipe de Jair Bolsonaro (PSL) tem para a economia em um eventual governo. Responsável pela parte econômica da campanha, Guedes tentou consertar nesta terça-feira, 9, sua fala sobre a criação de uma nova CPMF. Ele afirmou que a polêmica envolvendo a volta do imposto "foi um equívoco enorme" e que, na verdade, eles estavam estudando a convergência de impostos.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Guedes citou a proposta do economista Marcos Cintra de eliminar os impostos indiretos, os chamados regressivos. Para substituir essas taxas, haveria um imposto único, cuja cobrança poderia ser sobre o valor agregado ou utilizando um modelo nos moldes da CPMF.

O braço direito de Bolsonaro na área econômica acrescentou que a polêmica é reflexo da elevada "paixão política". Ele disse que Cintra irá, mais adiante, dar esclarecimentos sobre a proposta de imposto único.

Liderança em primeiro lugar

Guedes defendeu que Bolsonaro teve votação forte no primeiro turno por causa da sua liderança e da defesa de valores familiares. "Economistas no Brasil se têm às dúzias. O importante é ter liderança", disse, pedindo para que se pare de criticar Bolsonaro por causa da economia.

Na entrevista, ele também acrescentou que programas sociais vão ser mantidos e que a economia do Brasil é "muito fechada" e "um curral para a exploração do consumidor". Nesse sentido, a proposta de Guedes é a revisão do excesso do gasto público.

"Esse descontrole corrompeu a economia. Vamos precisar olhar esse excesso de gastos", disse, destacando o período do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ainda, sobre o mercado de ações, o economista disse que a bolsa brasileira ficou "rica". "Mas serve a menos empresas", ponderou.

E você leitor, o que achou das propostas de Paulo Guedes? Comente aqui embaixo.

*Com Estadão Conteúdo.

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