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Tensões e farpas no governo

Mourão alfineta Olavo de Carvalho e diz que ele deve voltar para a função de astrólogo

Vice-presidente rebateu o guru do bolsonarismo após um vídeo em que Olavo aparece fazendo duras críticas aos militares

22 de abril de 2019
14:47
Hamilton Mourão
Com relação a Olavo de Carvalho, Mourão afirmou que o desconforto é apenas pessoal - Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

O vice-presidente Hamilton Mourão ironizou nesta segunda-feira, 22, as críticas a militares feitas em vídeo pelo escritor Olavo de Carvalho.

Em resposta à divulgação do vídeo, Mourão afirmou que Carvalho deveria se concentrar no exercício da "função de astrólogo" por ser a que ele "desempenha bem".

O vídeo em que Olavo de Carvalho aparece fazendo duras críticas aos militares chegou a ser compartilhado no sábado, 20, pela conta oficial do presidente Jair Bolsonaro no YouTube, mas foi apagado no domingo, 21.

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"Qual a última contribuição das escolas militares à alta cultura nacional? As obras do Euclides da Cunha. Depois de então, foi só cabelo pintado e voz impostada. E cagada, cagada", disse Carvalho.

Segundo Mourão, Bolsonaro teria dito que não viu o vídeo e que ele deve ter sido publicado por outra pessoa. Um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro republicou o vídeo no domingo.

"Em relação ao Olavo de Carvalho, mostra o total desconhecimento dele de como funciona o ensino militar. Acho até bom a gente convidar ele para ir nas nossas escolas e conhecer. E acho que ele, Olavo de Carvalho, deve se limitar à função que ele desempenha bem, que é de astrólogo. Pode continuar a prever as coisas que ele é bom nisso", afirmou Mourão.

Questionado sobre se a série de ataques feitas pelo escritor aos militares gera um desconforto no governo, Mourão afirmou que o desconforto é apenas pessoal. "Olavo de Carvalho perdeu o timing e não sabe o que está acontecendo no Brasil, até porque ele mora nos Estados Unidos. Ele não está apoiando o governo e não está sendo bom para o governo", disse.

De acordo com o vice-presidente, ele não conversou com Bolsonaro ainda sobre o tema. "Até porque acho que ele prefere não dar maior repercussão ao que Olavo de Carvalho vem dizendo", afirmou.

Pedido de impeachment

Além das críticas de Olavo de Carvalho, Mourão também foi alvo de um pedido de impeachment. O vice-líder do governo no Congresso, o deputado federal Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), acusa o general da reserva de "conduta indecorosa, desonrosa e indigna" e de "conspirar" para conseguir o cargo de presidente.

Um dos argumentos sustentados no pedido é uma "curtida" (like) da conta de Mourão no Twitter em uma publicação da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT. "A denúncia por crime de responsabilidade contra Mourão se deu por comportamento indecoroso em várias ocasiões. Exemplo: na medida em que ele curtiu tweet de Rachel Sheherazade, detonando com o presidente Jair Bolsonaro, o louvando como melhor opção para governar o País."

A reforma vai!

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira, 22, acreditar que a reforma da Previdência será aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça, 23, ou quarta-feira, 24.

Ao sair para o almoço no fim desta manhã, o vice-presidente afirmou ter visto, sem especificar onde, que há uma negociação para abrir o sigilo dos cálculos que embasaram a formulação da reforma.

Mourão também não especificou quem estaria negociando. "Sobre o sigilo dos estudos da reforma, foi feito até no intuito de preservar como foi calculado isso daí", disse.

A CCJ deve iniciar a votação da matéria na tarde desta terça-feira, mas a oposição e o Centrão ainda negociam mudanças no relatório do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) para viabilizar a aprovação da reforma.

*Com Estadão Conteúdo.

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