🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Que bicho é esse?

Marcação a mercado: o “fenômeno” que pode fazer você perder dinheiro ou ter retornos de dois dígitos com renda fixa e fundos

Não entende por que seus títulos públicos valorizaram tanto? Ou então porque o seu fundo de debêntures incentivadas está dando retorno negativo? A marcação a mercado explica

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
16 de março de 2019
5:30 - atualizado às 20:09
Ilustração mostra homem pescando peixes feitos de dinheiro
Marcação a mercado possibilita gestão ativa, mas não deve assustar quem investe passivamente. - Imagem: Pomb

Você abre o seu extrato do Tesouro Direto e percebe que o seu saldo em Tesouro IPCA+ está menor do que na semana anterior. Ué, mas não é renda fixa? Eu já não contratei uma rentabilidade de x% acima do IPCA? Quando pergunta para o seu assessor de investimentos ou faz uma rápida pesquisa no Google, descobre o nome do “fenômeno” responsável pelo resultado negativo: a marcação a mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas afinal, que negócio é esse? Se você ainda não entende o que é essa tal de marcação a mercado de que tanto falam por aí, hoje é o seu dia.

A marcação a mercado é a atualização, normalmente diária, do preço de um ativo de renda fixa ou da cota de um fundo de investimento. Grosso modo, ela permite que você saiba o preço de mercado atual do ativo, isto é, quanto obteria se o vendesse ou o resgatasse hoje.

Embora seja comum a todos os títulos de renda fixa e fundos de investimento, a marcação a mercado fica mais evidente para quem investe em títulos públicos e debêntures prefixados ou atrelados à inflação, bem como nos fundos que aplicam nesses ativos.

Isso porque muita gente se surpreende ao ver seu saldo eventualmente minguar nesses investimentos, uma vez que a maioria das pessoas não espera que seja possível perder dinheiro na renda fixa. Mas é.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Marcação a mercado na renda fixa

Os títulos de renda fixa, públicos ou privados, têm a sua rentabilidade já conhecida no momento do investimento. Eles podem ser pós-fixados, pagando a variação de uma taxa de juros (Selic/DI); prefixados, pagando um percentual pré-determinado; ou uma mistura das duas coisas, pagando uma taxa prefixada e a variação de um índice de inflação.

Leia Também

A marcação a mercado dos títulos pós-fixados atrelados às taxas básicas de juros em geral não gera sobressaltos nos investidores. Como o valor aplicado nesses ativos é atualizado diariamente pela Selic ou pela taxa DI, a tendência é que os preços - e o saldo investido - cresçam diariamente.

Assim, no vencimento, o investidor recebe um valor maior do que investiu, em termos nominais. Mas seu retorno também será positivo caso ele faça a venda ou resgate do papel antes do vencimento. Ao menos é assim que funciona num país em que as taxas de juros são positivas, como no Brasil.

Agora, a marcação a mercado de títulos prefixados e atrelados à inflação pode causar muita confusão nos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estou falando de títulos públicos como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Prefixado (NTN-Bs, LTNs e NTN-Fs), bem como as debêntures, títulos de dívida emitidos por empresas. Ao menos para ficar em exemplos que costumam ser mais acessados pela pessoa física.

A marcação a mercado desses papéis evidencia que seus preços podem tanto subir quanto cair. Isso se deve à maneira como esses títulos de renda fixa são precificados, isto é, como seus preços são calculados.

Eu já expliquei aqui no Seu Dinheiro a lógica de precificação dos títulos públicos e privados de renda fixa, caso você ainda não esteja familiarizado com ela.

Mas, resumidamente, os preços atuais desses títulos são determinados pela remuneração que eles pagam; esta, por sua vez, é influenciada pelas expectativas do mercado para as taxas de juros - notadamente a taxa DI - até a data de vencimento de cada título.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estes papéis já pagam uma quantia definida no vencimento. Seu preço de mercado atual consiste no seu preço futuro descontada a sua remuneração no vencimento.

Assim, se a expectativa é de uma taxa de juros mais alta, as remunerações dos títulos tendem a subir, e seus preços atuais tendem a cair; quando a expectativa é de queda nos juros, as remunerações dos títulos tendem a cair, e seus preços atuais sobem.

A marcação a mercado é simplesmente o processo que atualiza diariamente essas perspectivas de mercado nos preços dos títulos.

Se você ficar com um título prefixado ou atrelado à inflação até o vencimento, receberá exatamente a rentabilidade acordada na hora da compra. Mas se o vender antes do final do prazo, pode receber um retorno maior ou menor - em certos casos, até negativos. Afinal, o título é vendido sempre pelo seu preço de mercado atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa volatilidade dos papéis de renda fixa permite que os investidores possam ter não só retornos passivos, como também negociar os títulos ativamente, obtendo retornos dignos de bolsa. Nesta outra matéria, eu falei sobre a hora certa de comprar títulos públicos.

Em suma, sua carteira de títulos de renda fixa será marcada a mercado. Mas se sua intenção for ficar com os papéis até o vencimento, você não precisa se preocupar muito com isso.

Marcação a mercado dos fundos de investimento

Os fundos de investimento têm seu patrimônio dividido em cotas, pedacinhos que são comprados pelos investidores, os cotistas.

Assim como os títulos de renda fixa, as cotas dos fundos de investimento também sofrem marcação a mercado, para que os cotistas sempre recebam a remuneração correta no resgate, sem que haja transferência de lucro ou prejuízo entre eles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A marcação a mercado, portanto, garante que as cotas dos fundos sejam sempre negociadas pelo seu valor de mercado.

O preço da cota de um fundo numa determinada data reflete o preço de mercado de todos os ativos que compõem a carteira do fundo naquele dia. Basicamente, o preço da cota é o resultado da marcação a mercado da carteira do fundo.

Assim, somam-se os valores diários de todos os ativos da carteira, e este resultado é dividido pelo número de cotas. Vem daí o desempenho positivo ou negativo dos fundos de investimento.

Os preços de mercado diários de alguns ativos são divulgados publicamente. É o caso dos preços dos títulos públicos, divulgados diariamente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Ou ainda dos preços das ações, baseados nos valores médios diários de negociação dos papéis, divulgados pela B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundos que investem em outros fundos tomam por base os preços das cotas dos fundos nos quais investem. Já os ativos que não são negociados em mercado regulado ou que não tenham liquidez devem ser precificados pelo administrador do fundo.

A marcação a mercado das cotas de um fundo de ações, por exemplo, é mais intuitiva para os investidores, uma vez que todos estamos acostumados a ver os preços das ações subirem e descerem todos os dias.

O preço da cota de um fundo de ações em determinada data simplesmente resulta da valorização ou desvalorização das ações que compõem sua carteira naquele dia.

Já os fundos de renda fixa e os multimercados que investem em títulos de renda fixa prefixados e atrelados à inflação sofrem a flutuação típica dos preços desse tipo de ativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É o caso dos fundos IMA-B, também chamados de fundos de inflação, ou dos fundos de debêntures incentivadas, cada vez mais populares entre as pessoas físicas.

Alguns desses fundos focam em lucrar com a valorização dos papéis da carteira, fazendo gestão ativa dos títulos; outros focam em lucrar com a rentabilidade contratada, levando os títulos até o vencimento. Mas mesmo estes últimos precisam passar pela marcação a mercado, tendo o preço das suas cotas atualizado todos os dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

É A VEZ DO CRÉDITO

Adeus, poupança. Olá, debêntures! Como as mudanças na renda fixa mexeram com investimentos e crédito às empresas

22 de dezembro de 2025 - 14:32

Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos

RENDA FIXA

Banco ABC Brasil lança LCIs e LCAs com pagamento de juros mensais — entenda a novidade nos títulos isentos de IR

16 de dezembro de 2025 - 17:45

Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado

RENDA FIXA

Como garantir retorno de 1% ao mês antes do corte da Selic? Veja simulações de taxas e títulos de renda fixa

11 de dezembro de 2025 - 6:02

O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo

CARTEIRA RECOMENDADA

Última chamada do ano para maiores retornos na renda fixa: carteira de dezembro vai de CRAs da Minerva a CDB prefixado de 14% ao ano

8 de dezembro de 2025 - 14:58

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Ambipar (AMBP3) não é Americanas (AMER3): as lições dos calotes de 2025 no mercado de crédito privado para avaliar o risco da sua carteira

5 de dezembro de 2025 - 18:09

Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente

TEMOR NÃO SE CONFIRMOU

A onda de resgates foi só uma marolinha: para gestor da ARX, fundos de crédito isentos de IR continuarão bombando em 2026

27 de novembro de 2025 - 6:01

Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade

TEMPO LIMITADO

CDB que rende 150% do CDI é a aposta de investimento do Mercado Pago para a Black Friday

17 de novembro de 2025 - 19:32

O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes

RENDA FIXA

Órfão dos CDBs de 120% do CDI do Banco Master? Confira as opções mais rentáveis com outros emissores e indexadores

17 de novembro de 2025 - 6:09

Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”

ANBIMA DATA

Tesouro Direto: Prefixados disparam e lideram retorno da renda fixa — e tendência deve se intensificar até 2026

15 de novembro de 2025 - 17:05

Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa

ESTRATÉGIA DOS GESTORES

O prêmio voltou: gestores viram a mão nas debêntures isentas de IR, mas ainda apostam em retorno melhor à frente

12 de novembro de 2025 - 18:51

A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco

RENDA FIXA

Tesouro Direto: prefixado curto dá adeus aos 13% ao ano — atrelados à inflação começam a perder taxa de 7%

11 de novembro de 2025 - 14:01

Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)

CARTEIRA RECOMENDADA

Renda fixa para novembro: CRAs da Minerva e CDB que paga IPCA + 8,8% são as estrelas das recomendações do mês

7 de novembro de 2025 - 14:21

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar