Menu
2019-08-13T18:19:51+00:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Mercados respiram aliviados

Os EUA tiraram o pé do acelerador na guerra comercial e aliviaram as tarifas à China

O Escritório do Representante Comercial dos EUA tirou alguns itens da lista de importações da China que seriam sobretaxadas e adiou a aplicação das tarifas a outros produtos, medida que foi comemorada pelos mercados

13 de agosto de 2019
11:44 - atualizado às 18:19
Guerra comercial EUA China
Imagem: Shutterstock

A guerra comercial entre Estados Unidos e China, que vinha tirando o sono dos mercados financeiros, teve um novo desdobramento nesta terça-feira (13). Só que, desta vez, o noticiário trouxe alívio às negociações globais por sinalizar uma "trégua" entre Washington e Pequim.

Há pouco, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), anunciou novas medidas a serem tomadas em relação às importações de produtos chineses — e, agora, as diretrizes do governo americano são menos agressivas.

Segundo o órgão, "certos produtos" serão removidos da lista de US$ 300 bilhões em importações da China que serão sobretaxadas em 10% a partir de 1º de setembro — o USTR diz que a medida foi tomada com base na "saúde, segurança nacional e outros fatores". Tais mercadorias, contudo, não foram listadas pela instituição.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Além disso, as autoridades americanas também estabeleceram que alguns artigos eletrônicos — como celulares, laptops, video games e monitores — e de vestuário — como calçados e roupas — passarão a sofrer com as tarifas de 10% apenas a partir de 15 de dezembro.

O anúncio trouxe um forte alívio aos mercados globais, que mostrava-se cada vez mais preocupado em relação à escalada nas tensões entre americanos e chineses — e aos eventuais impactos da guerra comercial à economia global.

Essa melhora do humor foi imediata nos mercados acionários globais: nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York abriram em queda, mas logo viraram ao campo positivo — o Dow Jones (+1,44%), o S&P 500 (+1,48%) e o Nasdaq (+1,95%) fecharam com altas firmes, puxados pelo bom desempenho das ações do setor de tecnologia.

No Brasil, o Ibovespa passou por trajetória semelhante: o principal índice da bolsa brasileira também abriu em queda, mas terminou o pregão com ganhos de 1,36%, aos 103.299,47 pontos, recuperando parte das perdas da véspera.

Por fim, o dólar à vista recuou 0,39%, a R$ 3,9678, após chegar a bater os R$ 4,0125 na máxima (+0,73%). Confira aqui a cobertura completa dos mercados nesta terça-feira.

O que disse Donald Trump?

Logo após o anúncio do USTR, o presidente americano, Donald Trump, foi ao Twitter e voltou a fazer comentários a respeito das tensões comerciais com a China. O republicano não fez nenhuma menção direta ao alívio sinalizado pelo órgão, mas adotou um tom mais moderado em sua fala:

"Como sempre, a China disse que iria comprar 'muito' dos grandes fazendeiros americanos. Até agora, eles não fizeram o que prometera. Talvez agora seja diferente!", escreveu Trump.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Nada de aumento

“Há zero possibilidade de aumentar a carga de impostos”, diz Waldery

Waldery explicou que a meta de déficit primário de 2019 está mantida em R$ 139 bilhões, mas lembrou que o saldo negativo deve ficar abaixo dos R$ 80 bilhões

Contas públicas

Governo central deve fechar 2019 com déficit abaixo de R$ 80 bi, diz Guedes

Guedes voltou a dizer que o sucesso do leilão da cessão onerosa também ajudou a fazer um resultado fiscal melhor, além de permitir um maior repasse de recursos para Estados e municípios. “O ano de 2019 foi interessante, porque conseguimos muita colaboração com Congresso nas reformas econômicas. Também houve muita colaboração do Judiciário”, completou

Novidades na cervejaria

Ambev anuncia Jean Jereissati como presidente da companhia em 2020

A partir de 1º janeiro de 2020, Jereissati Neto acumulará as funções de diretor-presidente e diretor de vendas e de marketing

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Game over? A vida com o dólar acima de R$ 4,20

A primeira vez que o dólar atingiu o patamar de R$ 4,20 foi em setembro de 2015. Eu me lembro de receber a notícia de uma forma bem inusitada, no meio da plateia de um evento voltado a grandes investidores. Enquanto o palestrante da vez tentava injetar alguma esperança sobre as perspectivas da economia brasileira em […]

Olho nos números

BMG não agrada mercado em primeiro balanço após IPO e ações caem

Apesar da queda acentuada dos papéis, ao comentar o balanço do BMG, os analistas do BTG Eduardo Rosman e Thomas Peredo se mostraram mais tranquilos com o resultado e destacaram que os números vieram dentro do esperado pela maioria dos investidores com quem conversaram

Gestoras

JGP segue comprada em bolsa enquanto acompanha guerra de narrativas

Gestora discute tese de que a manufatura e o comércio global estão próximos ao fundo do poço e prestes a se recuperar

Mudança de coleção

Dona da Le Lis Blanc e Dudalina, a Restoque tenta pôr ordem na casa. O mercado está cético

Em meio a um processo de mudança de estratégia, a Restoque reportou mais um conjunto de resultados trimestrais desanimadores, o que fez suas ações chegarem às mínimas em mais de três anos

Mudanças à vista

Desoneração da cesta básica vai acabar, diz Tostes Neto

Para compensar o gasto com tributo, o governo deve devolver dinheiro aos mais pobres como adicional aos programas sociais

Briga de gigantes

Softbank planeja criar rival japonesa para competir com gigantes como Google e Amazon

O grupo anunciou acordo para a fusão de uma de suas subsidiárias conhecida como Yahoo Japan com a empresa Line Corp. Com isso, as duas companhias podem criar mais um “super app”

olho na reforma tributária

Governo confirma que quer tributar dividendos

Plano faz parte do projeto de reduzir imposto de empresas e elevar sobre as Pessoas Físicas; deve entrar em fases posteriores da reforma tributária

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements