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Veja você o quanto a reforma da Previdência é importante para o país. O governo pode deixar de gastar um dinheirão. A aprovação vai levar meses. Até lá, não duvido, o cenário econômico e político estará confuso e instável.
Svyatoslav Fyodorov era russo. Não estou falando de literatura aqui, embora Fyodorov lembre um personagem obscuro de “Anna Karenina”. Para falar a verdade, penso que nunca vi esse russo, mas devo muito a ele. Graças ao seu talento, estudo e dedicação, as mulheres da minha família passaram a enxergar longe...
As “mulheres” da minha família sou eu e a minha mãe, Dona Maria José.
O ano era 1980. Não lembro o dia nem o mês. Mas não esqueço o sumiço da minha mãe, que saiu cedinho de casa e só voltou à tarde. Porta adentro, ela quase me matou do coração! Bem que tentou esconder um tampão que tinha no olho direito, mas não conseguiu. Então confessou que, naquela fuga matinal, tinha feito uma cirurgia para corrigir sua miopia de 12 graus! Eram tantos graus que o procedimento seria feito em duas etapas, avisou.
Ousada naquele tempo, Dona Maria José ouvira no rádio que um oftalmologista russo estava no Brasil, apresentando uma nova técnica para corrigir problemas na vista (miopia, hipermetropia, astigmatismo) e se candidatou à cirurgia.
Valente como ela (na verdade não sou muito, não), na semana seguinte lá fui eu com os meus 2,75 graus de miopia enfrentar o bisturi de diamante usado no método desenvolvido na antiga URSS pelo Dr. Svyatoslav Fyodorov. Não lembro o nome do “nosso” cirurgião russo, mas duvido que fosse aquela celebridade.
Pelo risco que corremos naquela cirurgia (eu, minha mãe e tantas outras pessoas), fiquei convencida de que todo mundo quer ver direito. E sem óculos!
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Não sei se você usa óculos. Mas, se usa, deve concordar comigo, pois a visão da minha mãe ficou ótima. A minha também, e por muitos anos. Hoje tenho vista cansada. Miopia, nunca mais!
Eu sei, e você também, que a visão é um precioso sentido que temos, como o paladar, o tato, etc. Mas a visão tem um sentido maior. E, desconfio, o mercado financeiro poderá vir a ter essa mesma ideia a qualquer momento.
Seis meses depois da euforia provocada pela vitória de Jair Bolsonaro, o mercado coloca as barbas de molho. E as variações modestas do Ibovespa e do dólar, em abril, são bons exemplos da cautela abraçada por grandes investidores. O Ibovespa subiu 1 por cento, e a moeda americana, 0,2 por cento. Nadinha, não é mesmo? Mas durante o mês sobrou volatilidade, chuvas, trovoadas e árvores no chão.
Você sabe por que o mercado financeiro anda com o pé atrás? É claro que por vários motivos, inclusive, acontecimentos lá de fora. Mas você há de concordar que o presidente Bolsonaro anda aprontando...
Afora a birra que ele tem de modismos e determinados comportamentos, o seu jeito espontâneo de falar tem provocado embaraço geral. Nesta semana mesmo, foi um mal-estar com o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, porque Bolsonaro discordou da afirmação de que haveria aumento de impostos, inclusive para as igrejas. Ao falar sobre juro com o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, Bolsonaro se meteu numa enrascada.
A cada desmentido ou correção de frase do presidente cresce a minha suspeita de que a aprovação da reforma da Previdência talvez não seja suficiente para que seja restabelecida uma sólida confiança dos investidores no Brasil.
Cada vez que o presidente escorrega, todos os olhos se voltam para o ministro Paulo Guedes (Economia). Os meus inclusive, porque foi ele que recebeu, no ano passado, um voto de confiança do mercado.
Nosso ministro da Economia vem se saindo muito bem, apesar do pavio curto. Mas sua paciência com o presidente (e com os políticos em geral) será colocada à prova com a tramitação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, que inicia os trabalhos na próxima terça-feira.
Embora o presidente tenha cometido o deslize de dizer outro dia que o ministro Paulo Guedes aceita uma economia de 800 bilhões de reais com a reforma, Guedes deve insistir em 1 trilhão de reais.
Todo mundo quer saber o impacto da reforma nas contas públicas e os economistas do UBS foram atrás de respostas. A instituição trabalha com um cenário-base de economia entre 800 bilhões de reais e 600 bilhões de reais com a Nova Previdência. No ponto médio de 700 bilhões de reais há uma probabilidade material de manter a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto entre 85 por cento e 75 por cento. Em dez anos, é de 30 por cento a chance de a dívida ficar abaixo de 70 por cento do PIB.
Sem a reforma, por outro lado, haverá uma grave deterioração fiscal. Sem a reforma e com o fim do teto fixado para as despesas públicas, a probabilidade de a dívida ultrapassar 100 por cento do PIB será de 75 por cento, elevando o risco de uma crise financeira antes mesmo que esse nível seja atingido, conta o economista Tony Volpon, que já foi diretor do Banco Central.
Veja você o quanto essa reforma é importante para o país. O governo pode deixar de gastar um dinheirão. A aprovação vai levar meses. Até lá, não duvido, o cenário econômico e político estará confuso e instável. Mas nada de se apavorar!
Vários mercados que não funcionaram ontem devido ao feriado do Dia do Trabalho deverão ajustar os preços dos ativos hoje, após a manutenção da taxa básica pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) entre 2,25 por cento e 2,50 por cento. O Fed cortou de 2,40 por cento para 2,35 por cento a taxa de remuneração aos bancos que depositam excesso de reservas na instituição. O movimento foi técnico e não indicativo de alívio monetário à frente. Ao contrário, Jerome Powell, presidente do Fed, em entrevista não acenou com juro menor ao lembrar que dados de atividade e do mercado de emprego se fortaleceram e a inflação cedeu.
Com Powell, o humor dos investidores piorou em Nova York no fim do dia. Os recibos de ações (ADRs) de empresas e bancos brasileiros recuaram. A tendência deve ser replicada na B3 nesta quinta-feira.
Por aqui, o Ibovespa Futuro abre em queda; dólar e juros sobem. O mercado estará atento à movimentação, em Brasília, em torno da reforma da Previdência, que tem novo ingrediente: as declarações do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade–SP), que mostrou ontem a disposição da legenda em discutir com o Centrão a desidratação da reforma para evitar uma eventual reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.
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