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Parlamentares que apoiam o governo reagiram a críticas e xingamentos feitos por oposicionistas ao ministro da Educação
Após mais de cinco horas de audiência pública em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, é ouvido e questionado por deputados na Câmara, uma confusão generalizada tomou conta do plenário. Parlamentares que apoiam o governo reagiram a críticas e xingamentos feitos por oposicionistas ao titular da pasta.
Em discurso, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) afirmou que o ministro demonstrou "profundo desconhecimento" sobre a pauta da Educação no País e chamou Weintraub de "debochado" e "incompetente". Assim que desceu da tribuna, deputados governistas começaram a tirar satisfações.
A discussão levou o primeiro-vice-presidente da Casa, Marcos Pereira (PRB-SP), a suspender a sessão por cinco minutos. Diante da gritaria, ele chegou a ameaçar encerrar a sessão naquele momento. Ela está marcada para acabar às 21h.
Momentos antes, outro bate-boca já havia tumultuado a reunião. Ao iniciar sua fala, o deputado André Janones (Avante-MG) cobrou atenção de Weintraub. "Olha para mim enquanto eu estou falando, seu covarde, seu debochado. Eu prestei atenção no senhor durante três horas, agora preste atenção em mim", afirmou.
Ele também cobrou do ministro para "descer do pedestal" e disse que ele não merecia respeito. "O senhor é um moleque, não sabe o que é viver em uma democracia", completou. Enquanto isso, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) gritou, fora do microfone: "respeita o ministro, seu palhaço".
Janones disse ainda que o governo Bolsonaro comete erros e acertos, mas classificou a indicação de Weintraub para o cargo como um "grande erro". Ele também afirmou que as universidades não são patrimônio nem da esquerda e nem da direita, "mas do Brasil".
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Mais cedo, Weitraub afirmou que convidou a deputada Tábata Amaral (PDT-SP) para uma visita ao MEC, mas disse que ela recusou. A deputada afirmou que nunca recebeu tal convite. Nos bastidores, o ministro e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), pediram a assessores para localizarem o documento.
Em seguida, Weintraub reafirmou no microfone que o convite foi feito, mas Tábata poderia não tê-lo recebido. Ele afirmou que seria um grande prazer recebê-la para conversar.
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