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Economia que o governo deve obter com a aprovação da reforma da Previdência deve atingir R$ 500 bilhões em dez anos, segundo o Citi
A economia que o governo deve obter com a aprovação da reforma da Previdência deve atingir R$ 500 bilhões em dez anos. A estimativa é do chefe da área de pesquisa econômica do Citi, Leonardo Porto.
Estive hoje pela manhã na sede do banco americano no país, na Avenida Paulista, onde os principais executivos receberam a imprensa para um café da manhã.
O cenário do Citi considera que o governo será bem sucedido em aprovar a reforma da Previdência. "Não se trata de um cenário binário", disse Porto.
O economista do Citi considera, porém, que a proposta que será aprovada terá um ganho semelhante à estimada com a proposta atualmente no Congresso deixada pela gestão de Michel Temer.
Ou seja, o Citi espera que o projeto a ser apresentado pelo governo passe por alguma desidratação durante a tramitação na Câmara e no Senado.
Questionado sobre a crise envolvendo o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, Porto disse que não vê por enquanto ameaça à reforma. "O evento não deve ser minimizado, mas não afeta a perspectiva de aprovação."
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De todo modo, o cenário do banco considera que a economia de R$ 500 bilhões é suficiente para ancorar os ativos nos patamares atuais.
O economista do Citi vê o país em círculo virtuoso para a economia, com inflação sob controle e sem pressões no curto prazo.
Com isso, o banco espera que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) na mínima histórica de 6,5% ao ano em 2019. "O cenário com uma potencial queda dos juros tem se fortalecido, mas ainda não é o mais provável", afirma Porto.
A projeção do Citi é de uma alta de 2,2% para o PIB neste ano. Caso o cenário do banco para a Previdência se confirme, o dólar deve encerrar o ano em R$ 3,64.
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