Menu
2019-05-22T12:23:12+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Juro

Campos Neto: Desafio é conduzir política monetária com atividade dando sinais momentâneos de arrefecimento

Presidente do BC volta a acenar estabilidade da Selic e destaca importância das reformas para estabilidade fiscal e para ampliação do financiamento à iniciativa privada

22 de maio de 2019
12:23
Campos Neto
Presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em audiência no Congresso. - Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que o desafio atual da instituição é conduzir a política monetária em um ambiente onde a retomada da atividade econômica mostra sinais momentâneos de arrefecimento e onde o equacionamento da estabilidade fiscal depende da continuidade das reformas.

A frase foi dita na abertura XXI Seminário de Metas para a Inflação, que acontece no Rio de Janeiro. A avaliação sintetiza em poucas palavras toda a mensagem que o BC vem repetindo faz tempo.

Algo como: o BC já fez o que pode para dar sua contribuição, levando a Selic ao mínimo possível respeitando o regime de metas para a inflação. A atividade patina, mas isso decorre da falta de clareza no lado fiscal, e a questão fiscal só se resolve com as reformas, notadamente a da Previdência.

“Tenho certeza que o arcabouço de metas para a inflação, mais uma vez, nos permitirá enfrentar esses desafios, e que, diante de um quadro de continuidade das reformas e ajustes, manteremos a inflação baixa e estável e haverá impactos positivos para a redução da taxa de juros estrutural, viabilizando um processo de recuperação sustentável da economia”, disse Campos Neto.

Em sua fala, o presidente repetiu a mensagem de política monetária expressada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de 8 de maio, reiterada na ata do dia 14, e já reforçada na sua audiência no Congresso, no dia 16.

Essa parte do discurso termina com o já clássico: “Cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de nosso objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas.”

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Autonomia

O presidente também voltou a defender a formalização da autonomia do BC, de acordo com projeto de lei apresentado ao Congresso.

Para Campos Neto, sob autonomia operacional, os ciclos políticos são atenuados, tornando menos relevantes os trade-offs apresentados em discussões tradicionais na literatura econômica, como por exemplo a de regra versus discricionariedade.

Um BC com mandatos não coincidentes com o presidente da República tira todo o ruído que sempre vemos nas eleições sobre quem será o responsável pela política monetária e se ele vai seguir o mesmo modelo de trabalho da gestão anterior.

“Além da redução dos custos de controle do processo inflacionário, a autonomia proporcionaria, diretamente, uma redução de incertezas econômicas e dos prêmios de risco, melhorando as condições para consolidarmos os ganhos recentes e para abrirmos espaço para os novos avanços que o país tanto precisa”, disse.

Mercado para todos

Campos Neto também voltou a enfatizar a necessidade de avançar nas mudanças que permitam o desenvolvimento de mercado de capitais. “Estamos nos dedicando ao desenho de como será o sistema financeiro no futuro, tendo como foco o papel da evolução tecnológica”, disse.

Fazem parte desse projeto os pilares: democratizar; digitalizar; desburocratizar; e desmonetizar.

Segundo o presidente, a modernização do sistema financeiro é condição necessária, com foco em simplificar e desburocratizar o acesso aos mercados financeiros para todos e dando um tratamento homogêneo ao capital, independentemente de sua nacionalidade ou se provém de um grande ou de um pequeno investidor.

Aqui entra um ponto que também fala com as reformas fiscal, que é reduzir a necessidade de financiamento do governo, que por gastar mais do que arrecada demanda dinheiro do mercado e da sociedade, abrindo espaço para o investimento privado.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

avanços no diálogo

G-7: EUA e Japão fecham acordo; Japão vai comprar excedente de milho americano

No entanto, segundo Trump, tarifas de automóveis dos EUA, que as autoridades japonesas queriam ver reduzidas, permanecerão onde estão

libra

Projeto de criptomoeda do Facebook pode sofrer baixa com parceiros

Segundo o Financial Times, são dois os parceiros da empreitada de criptomoeda que disseram ao jornal estar considerando abandonar a moeda digital

crise do clima

G7 quer ajudar o mais rápido possível nos incêndios da Amazônia, diz Macron

Segundo o presidente da França, “tudo depende dos países da Amazônia”, que compreensivelmente defendem sua soberania

roupa remendada

Tasso terá de dar parecer para 130 emendas à reforma

Cabe ao senador, que deve entregar seu relatório na semana que vem, decidir se acata ou não as sugestões de alterações

economia que patina

País deve andar em passo lento, mesmo com reformas

Destruição provocada pela recessão, com empresas indo à falência e milhões de trabalhadores saindo do mercado, forma cenário adverso para o Brasil

seu dinheiro no domingo

Rota do Bilhão: 9 semelhanças dos 10 mais ricos do mundo

Apesar de histórias de vida e negócios diferentes, há pontos em comum entre os maiores bilionários do mundo – são pistas do que pode ter feito a diferença

clima tenso

Europeus se dividem sobre risco ao Mercosul

Decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de obstruir um acordo comercial entre a União Europeia e o grupo Mercosul divide opiniões entre líderes mundiais

no g7

Acordo comercial com os EUA não será fácil, diz primeiro-ministro britânico

Boris Johnson citou carnes bovina e de cordeiro, travesseiros e fitas métricas como alguns dos produtos britânicos que têm entrada dificultada nos mercados dos EUA

um unicórnio entre os jovens

Tiktok: o app que faz sucesso entre a geração Z e fez da sua dona a startup mais valiosa do mundo

ByteDance é considerada a startup com o maior valor de mercado do mundo – são US$ 75 bilhões; estratégia se divide em diversas frentes, incluindo um app que ganha cada vez mais força entre jovens nascidos em meados dos anos 90 para cá

guerra comercial não para

Trump ameaça usar autoridade de emergência contra a China

Anúncio chinês de elevar as tarifas sobre US$ 75 bilhões em importações norte-americanas deixou o presidente dos EUA enfurecido

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements