Menu
2019-07-30T07:12:18+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
a bula do mercado

Investidores à deriva à espera do Fed

Negócios seguem de lado à espera da decisão da autoridade monetária dos EUA

30 de julho de 2019
7:10 - atualizado às 7:12
selo bula do mercado
Imagem: Seu Dinheiro

Investidores de todo o mundo mantêm hoje um pé atrás antes de assumir posições mais arriscadas enquanto observam os sinais que antecedem a decisão de política monetária do Federal Reserve Bank dos Estados Unidos, que será anunciada apenas amanhã à tarde.

Assim como aconteceu ontem, os negócios no Ibovespa, no mercado de câmbio e nos contratos de juros futuros devem ser marcados pela cautela, com movimentos pontuais e muita atenção a sinais de como o Fed se manifestará diante dos sinais de desaceleração econômica nos Estados Unidos.

Desde a semana passada, quando o Banco Central Europeu (BCE) optou pela manutenção de sua política monetária, todas as atenções do mercado em relação a um iminente alívio monetário voltaram-se para o Fed.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

BoJ mantém juro negativo

Na madrugada de hoje, o Banco do Japão (BoJ) confirmou a manutenção de sua política monetária de juro negativo nos mesmos patamares de antes e sinalizou a intenção de seguir assim pelo menos até a virada do primeiro para o segundo trimestre do ano que vem.

A maioria dos agentes do mercado dá como certo o início, amanhã, do primeiro ciclo de corte de juros pelo Fed em dez anos. A dúvida é se o corte na taxa de juro de referência será de 0,25 ponto porcentual (pp) ou se os diretores da entidade cederão às pressões públicas do presidente norte-americano, Donald Trump, por um corte maior.

Dadas a cautela e a resistência da diretoria do Fed à hostilidade e aos interesses de Trump, a maioria dos players do mercado aposta em um corte de 0,25 pp. Antes da abertura dos mercados, os dados sobre renda e consumo pessoal nos EUA ajudará os investidores a terem mais clareza sobre a postura do Fed.

Espera pelo Copom reforça cautela nos negócios locais

Por aqui, os investidores têm um motivo a mais para manter a cautela, já que seguem à espera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), cuja decisão sobre a taxa Selic será conhecida apenas algumas horas depois do posicionamento do Fed.

A expectativa é de que o Copom leve a Selic a um novo piso histórico, uma vez que um corte de pelo menos 0,25 pp na taxa Selic já está precificado. Na manhã de hoje, uma esperada desaceleração do IGP-M deve surgir como um argumento a mais para a ação do Banco Central.

Desde março do ano passado, a taxa de juro de referência no Brasil encontra-se em 6,5% ao ano. No decorrer dos próximos meses, porém, a Selic deve cair ainda mais. Os contratos de juros futuros projetam cortes mais acentuados na taxa de referência até o fim do ano.

Balanços, guerra comercial e Brexit no radar

Sem o poder de acelerar os relógios para o Fed e para o Copom, os investidores monitoram a temporada de balanços em busca de outros drivers para os negócios. O resultado da Embraer no segundo trimestre deste ano será divulgado antes da abertura do Ibovespa, enquanto os balanços da CSN, da Renner e da TIM são esperados para depois do fechamento. No exterior, o resultado trimestral da Apple pode mexer com Wall Street.

Enquanto isso, a expectativa com a retomada das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, hoje em Xangai, disseminou um otimismo moderado nos mercados asiáticos de ações, que fecharam quase todos em alta. No entanto, a perspectiva de um acordo bilateral no curto prazo é baixa.

Na Europa, as principais bolsas de valores operam em queda, enquanto a libra esterlina derretia, em meio a temores de um Brexit mais brusco agora que o governo do Reino Unido está nas mãos de Boris Johnson, que na semana passada sucedeu Theresa May em meio às dificuldades para uma saída negociada da União Europeia.

Enquanto isso, os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em queda em Wall Street.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

crise do clima

G7 quer ajudar o mais rápido possível nos incêndios da Amazônia, diz Macron

Segundo o presidente da França, “tudo depende dos países da Amazônia”, que compreensivelmente defendem sua soberania

roupa remendada

Tasso terá de dar parecer para 130 emendas à reforma

Cabe ao senador, que deve entregar seu relatório na semana que vem, decidir se acata ou não as sugestões de alterações

economia que patina

País deve andar em passo lento, mesmo com reformas

Destruição provocada pela recessão, com empresas indo à falência e milhões de trabalhadores saindo do mercado, forma cenário adverso para o Brasil

seu dinheiro no domingo

Rota do Bilhão: 9 semelhanças dos 10 mais ricos do mundo

Apesar de histórias de vida e negócios diferentes, há pontos em comum entre os maiores bilionários do mundo – são pistas do que pode ter feito a diferença

clima tenso

Europeus se dividem sobre risco ao Mercosul

Decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de obstruir um acordo comercial entre a União Europeia e o grupo Mercosul divide opiniões entre líderes mundiais

no g7

Acordo comercial com os EUA não será fácil, diz primeiro-ministro britânico

Boris Johnson citou carnes bovina e de cordeiro, travesseiros e fitas métricas como alguns dos produtos britânicos que têm entrada dificultada nos mercados dos EUA

um unicórnio entre os jovens

Tiktok: o app que faz sucesso entre a geração Z e fez da sua dona a startup mais valiosa do mundo

ByteDance é considerada a startup com o maior valor de mercado do mundo – são US$ 75 bilhões; estratégia se divide em diversas frentes, incluindo um app que ganha cada vez mais força entre jovens nascidos em meados dos anos 90 para cá

guerra comercial não para

Trump ameaça usar autoridade de emergência contra a China

Anúncio chinês de elevar as tarifas sobre US$ 75 bilhões em importações norte-americanas deixou o presidente dos EUA enfurecido

analisando a conjuntura

Recuperação esperada da economia global não aconteceu, diz presidente do Banco da Inglaterra

Mark Carney falou logo depois que o presidente Trump anunciou que estava endurecendo as tarifas sobre as importações chinesas

vem mais mudanças por aí?

Equipe econômica estuda atrelar remuneração da poupança à inflação

Após criar crédito imobiliário corrigido pelo IPCA, governo quer dissociar a rentabilidade da caderneta da Selic, para que a poupança acompanhe os indicadores usados nos empréstimos para a compra da casa própria

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements