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Ao comentar novo acordo com Canadá, Trump aproveitou para criticar as barreiras comerciais do Brasil e o excesso de tarifas da Índia
O Brasil e a Índia entraram na mira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira, 1º. Em uma entrevista coletiva, Trump disse que ambos países "fazem o que querem" em suas relações comerciais com Washington.
"Algumas empresas dizem que o Brasil está entre os mais duros do mundo, talvez o mais duro", criticou o americano, destacando que os EUA nunca tentaram negociar, como deveria ser feito. Sobre a Índia, o republicano apontou que eles cobram "tarifas tremendas".
As declarações aconteceram durante entrevista coletiva sobre a reformulação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), que passará a se chamar Acordo EUA-México-Canadá ou USMCA (pela sigla em inglês).
O novo pacto com o Canadá reduz as chances de Trump acabar com o Nafta.
O acordo entre os países foi selado quatro dias depois de o Representante de Comércio de Trump dizer no Congresso americano que as divergências entre os dois países "eram grandes demais" para ser superadas até ontem.
A mesma autoridade afirmou que os EUA chegaram a um entendimento com Canadá e México para reverter a ameaça de Washington de impor tarifas a carros. Além disso, o USMCA oferecerá "novas oportunidades de exportação" de laticínios ao Canadá, acrescentou.
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Ainda segundo a autoridade americana, as tarifas dos EUA impostas a importações de aço e alumínio serão discutidas separadamente.
O novo acordo também estabelecerá regras que permeiam os serviços financeiros e negócios digitais, que surgiram desde que o Nafta foi criado, de forma a atender os interesses de vários setores - de empresas farmacêuticas aos mercados financeiros.
*Com Estadão Conteúdo
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