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2019-07-19T13:04:07-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
a conta do avião-problema

Boeing faz provisão de US$ 4,9 bilhões para suportar perdas com 737 Max

Companhia americana enfrenta uma das piores crises de sua história após quedas de aeronaves na Etiópia e na Indonésia

19 de julho de 2019
7:34 - atualizado às 13:04
Boeing 737 Max no estacionamento da fábrica
Boeing 737 Max no estacionamento da fábrica - Imagem: Reprodução/Youtube

A Boeing informou nesta quinta-feira, 18, que fará uma provisão de US$ 4,9 bilhões (US$ 8,74 por ação) no segundo trimestre por conta da crise envolvendo o modelo 737 Max. O valor resultará na redução de US$ 5,6 bilhões na receita e nos lucros, antes dos impostos. A empresa divulga seus resultados do trimestre na próxima quarta-feira, 24.

A crise da Boeing envolvendo o 737 Max — sua principal aposta para a aviação comercial na próxima década — deve-se a dois acidentes que ocorreram nos últimos meses: um na Etiópia e e outro na Indonésia, que juntos mataram 346 pessoas.

Por conta desses episódios, os clientes suspenderam as encomendas de novas aeronaves e não estão mais recebendo o avião. A Boeing, então, lotou seus hangares de aviões desse modelo, enquanto trabalha para provar aos clientes e às autoridades do setor aéreo em várias partes do mundo que a aeronave é segura.

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Na melhor das estimativas da empresa, a aprovação regulatória para operação do 737 Max sai no quarto trimestre de 2019. A companhia diz que continua trabalhando com as autoridades para garantir o retorno do modelo de maneira segura.

Para o CEO da aérea, Dennis Muilenburg, reconhecer o impacto financeiro dos acidentes nos últimos três meses ajuda a enfrentar riscos futuros. "Esse é um momento decisivo para a Boeing", disse o executivo.

Segundo a companhia, os custos estimados para a produção do 737 aumentaram em US$ 1,7 bilhão no segundo trimestre, impulsionados pela redução na taxa de produção de aeronaves. A empresa produziu menos - o que aumentou os custos.

"Estamos tomando as medidas adequadas para administrar nossa liquidez e aumentar nossa flexibilidade de balanço da melhor maneira possível, enquanto enfrentamos esses desafios", disse o diretor financeiro da Boeing, Greg Smith.

Avião-problema

No primeiro trimestre de 2019, a Boeing entregou 239 aeronaves - uma queda de 37% em relação ao mesmo período do ano passado.

A quantidade de entregas é um dos principais indicadores da saúde de um negócio para uma fabricante de aviões. É quando ela recebe a maior parte do pagamento dos clientes que compraram o avião.

No período, a companhia americana recebeu 108 encomendas, sendo 36 delas do 737 Max. No entanto, nenhum pedido foi feito após o acidente na Etiópia em março.

Por volta das 11h desta sexta-feira, as ações da Boeing na bolsa de Nova York eram negociadas a US$ 373, 08, num alta de 3,31%. Acompanhe nossa cobertura de mercados de hoje.

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