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Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Infraestrutura

BNDES aposta fichas em novo fundo com gestor privado

Novo FIDC do banco terá patrimônio aproximado de R$ 500 milhões. Entenda o processo de criação

18 de setembro de 2018
16:29 - atualizado às 12:15
Investimentos
Fundo de infraestrutura terá patrimônio aproximado de R$ 500 milhões - Imagem: Mind and I/Shutterstock

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu o pontapé inicial nesta terça-feira (18) para a criação de seu mais novo Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Ele será voltado para aplicações em infraestrutura e o edital com as informações sobre o novo negócio está no site da instituição.

Com patrimônio de aproximadamente R$ 500 milhões, o fundo terá um gestor privado, que será escolhido através de uma chamada pública. A ideia é receber propostas de gestores interessados até o próximo dia 9 de outubro. O processo seletivo deverá ser concluído até novembro.

Injeção de capital

O novo fundo investirá em debêntures incentivadas de projetos de infraestrutura, conforme os termos do artigo 3º da Lei nº 12.431/2011, garantindo benefício fiscal aos investidores pessoa física.

O BNDES quer aumentar a base de investidores e incrementar a liquidez de títulos de infraestrutura, além de securitizar parte de sua carteira vendendo ativos em que a missão institucional do banco já foi concluída.

"A estratégia do BNDES está em linha com o compromisso de desenvolvimento do mercado de capitais de renda fixa e financiamento privado de longo prazo, viabilizando o funding e a implementação dos projetos que reduzem gargalos e geram empregos em infraestrutura", declarou o banco de fomento, em nota oficial.

O FIDC parte de um portfólio pré-existente, com ativos de "boa qualidade de crédito", que atualmente compõem a carteira de debêntures de projeto do BNDES. O banco defendeu esse portfólio afirmando que ele contribui para a mitigação do risco de originação de ativos e de desenquadramento na lei que proporciona o benefício tributário para os cotistas do fundo.

*Com Estadão Conteúdo

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