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2019-05-07T18:14:56+00:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Alta de 3,5%

Por que as ações da BR Distribuidora subiram forte após o balanço?

O lucro líquido da BR Distribuidora cresceu de maneira expressiva no primeiro trimestre de 2019, mas outros pontos do balanço chamaram a atenção dos analistas, dando sustentação aos papéis

7 de maio de 2019
16:11 - atualizado às 18:14
Posto de combustíveis Petrobras / BR Distribuidora
Ebitda da BR Distribuidora no trimestre foi particularmente elogiado pelos analistas - Imagem: Shutterstock

Numa terça-feira (7) negativa para o Ibovespa, as ações ON da BR Distribuidora (BRDT3) chamaram a atenção e fecharam em alta de 3,5%, a R$ 26,63. E isso porque os resultados trimestrais da empresa foram elogiados por analistas e empolgaram o mercado.

A companhia obteve lucro líquido de R$ 477 milhões entre janeiro e março deste ano, um crescimento de 93,1% em relação ao mesmo período de 2018. Os resultados foram ajudados pelo reconhecimento de dívidas de distribuidoras e ex-distribuidoras de energia da Eletrobras, no montante de R$ 181 milhões.

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Apesar de a expansão no lucro chamar a atenção, os analistas gostaram mesmo do Ebitda — o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. A BR Distribuidora encerrou o trimestre com Ebitda de R$ 804 milhões, alta de 4% na base anual.

O Itaú BBA destaca que o Ebitda reportado pela empresa ficou 10% acima do projetado, impulsionado pelas margens mais elevadas no segmento de varejo e no mercado de grandes consumidores. Os resultados da área de "outros negócios" também surpreenderam positivamente, em meio aos preços mais elevados do carvão.

No segmento de varejo — a rede de postos —, o Ebitda da BR Distribuidora chegou a R$ 518 milhões, uma alta de 5,1% na base anual. Entre os grandes consumidores, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização foi de R$ 168 milhões, ganho de 10,5% na mesma base de comparação.

A expansão no Ebitda dessas duas divisões ofuscou a queda nos volumes de vendas da BR Distribuidora. As vendas consolidadas somaram 9,76 bilhões de litros, uma queda de 3,4% ante o primeiro trimestre de 2018, com recuos tanto na rede de postos quanto no mercado de grandes consumidores.

Em relatório, o Bradesco BBI classifica os resultados da empresa como "robustos" em todas as divisões, com exceção do mercado de aviação, cujo Ebtida caiu 26,7%, para R$ 66 milhões.

Outro ponto que agradou o mercado foi a manutenção da dívida líquida da empresa em níveis "comportados". O endividamento da BR Distribuidora chegou a R$ 2,37 bilhões ao fim de março, praticamente estável em relação ao término de 2018 — com isso, a alavancagem da empresa permaneceu em 0,9 vez.

Com os ganhos de hoje, BR Distribuidora ON acumula alta de mais de 3% na semana. Desde o início de 2019, os papéis têm ganho de cerca de 1%.

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