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Cláudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, fala no Touros e Ursos desta semana sobre um estudo que mensura os possíveis efeitos da redução da jornada no varejo e na economia
A proposta de fim da escala 6x1 no Brasil, que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, traz à tona um debate sobre a busca por qualidade de vida e a qualidade produtiva do país.
No podcast Touros e Ursos desta semana, Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo) e professor da FIA Business School, apresentou um estudo da instituição sobre os possíveis impactos econômicos dessa mudança, especialmente para o setor de varejo, que é intensivo em mão de obra.
Segundo Felisoni, sem melhorias tecnológicas imediatas que ajudem a sustentar a produtividade das empresas, a redução da jornada 6x1 poderá gerar uma queda de 0,32 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) do país no curto prazo.
O professor reconhece a importância social da medida. "É óbvio que todos queremos uma melhor qualidade de vida para todos. Isso é muito importante. Mas não me parece que o momento econômico é adequado para essa discussão", afirma.
O Brasil ainda é um país que gera pouca riqueza e tem uma produtividade de trabalho média muito baixa, segundo Felisoni. O professor defende que outras questões devem ser debatidas antes de uma mudança dessa proporção.
Para o professor, as pequenas e médias empresas e as varejistas devem ser as mais impactadas, devido à dependência intensa de mão de obra. Felisoni afirma que, devido aos juros altos e à instabilidade econômica, as empresas dificilmente contratariam novos funcionários neste momento para compensar as horas reduzidas, o que poderia levar a uma queda na qualidade do atendimento e da produtividade.
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Como contraponto, o professor afirma que, na prática, a população ocupada no Brasil já trabalha, em média, 39 horas semanais. Para ele, esse dado esvazia um pouco do debate e torna a discussão atual carente de efeitos práticos significativos.
“É uma questão muito política, que está sendo colocada para sensibilizar as pessoas para essa ideia, mas ela não tem um efeito muito prático, até porque o número de horas trabalhadas hoje já é menos de 40 horas”, disse Felisoni.
Apesar das preocupações com custos, o professor destaca que o país tem capacidade de se ajustar a longo prazo. Ele pontua que mudanças tecnológicas são fundamentais para sustentar a redução da jornada sem prejuízos estruturais.
"Nós precisamos ter mudanças de tecnologia que permitam efetivamente poupar o esforço humano", diz o convidado.
Para ele, a adaptação é uma característica histórica do Brasil. Se a escala 6x1, de fato, acabar, empresários e funcionários vão conseguir lidar com a situação. Porém, isso vai levar tempo.
No bloco final do programa, em que os apresentadores e convidado escolhem os destaques positivos e negativos da semana, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ganhou o troféu de urso (destaque negativo).
Castro se tornou inelegível por oito anos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a abuso de poder político e econômico. A decisão gerou um vácuo de poder no estado, evidenciando o caos administrativo que atinge o Rio de Janeiro nas últimas décadas.
No lado dos touros, a Americanas (AMER3) foi destaque positivo ao protocolar o pedido de encerramento de sua recuperação judicial após o emblemático rombo contábil de R$ 20 bilhões revelado em 2023.
Outro Touro de peso foi a Petrobras (PETR3), que atingiu um recorde histórico de valor de mercado, aproximando-se dos R$ 680 bilhões. A valorização foi impulsionada pela disparada do preço do petróleo devido ao conflito no Irã.
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