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As tendências e apresentações que devem movimentar o bilionário mercado de música no Brasil este ano

Rosalía já somava quase uma década de carreira, três álbuns e diversos prêmios em 2022, incluindo um Grammy. Ainda assim, produtores cautelosos escolheram uma casa com capacidade de apenas 4 mil pessoas para a estreia da tal catalã nos palcos brasileiros.
Os ingressos esgotaram em minutos. E o show acabou transferido para um espaço com o dobro do tamanho, somente para virar, outra vez, uma disputa ingresso a ingresso. Quem viveu viu um Espaço Unimed mais que lotado em plena segunda-feira em São Paulo. A cantora, por sua vez, sentiu o impacto daqui: nos anos seguintes, ela voltaria ao menos três vezes para o Brasil, incluindo uma a passeio, recentemente, para o Réveillon no Rio.
A história se repete. Seja com o retorno do Oasis, com o pop de Kylie Minogue ou com o metal para lá de heavy do System of a Down, gente pede o come to Brazil e cumpre a promessa. Quem sabe disso sempre volta. Que o diga um Iron Maiden e sua 16ª visita marcada para outubro deste ano para estes lados.
Mais que uma paixão, fazer música por aqui é bom negócio — precisamente, um negócio de R$ 3,486 bilhões, de acordo com o mais recente relatório Mercado Brasileiro de Música da Pró-Música. Nossa indústria, aliás, cresce acima da média global, com destaques para as áreas de mídia, shows e, especialmente, de streaming.
É para entender esse mercado que convidamos três autoridades brasileiras no topo dos charts para debater o que vem por aí em 2026. Pedro Kurtz, diretor na plataforma Deezer, Bruno Vieira, CEO da gravadora Rocinante, e Luiz Guilherme Niemeyer, CEO da produtora Bonus Track, falaram conosco sobre um público cada vez mais maduro e exigente, que sabe o poder que tem quando o assunto é música. Confira o papo e as tendências.

— Agora, se seu negócio é menos conversa e mais som, também listamos mais de 20 apresentações de artistas internacionais que acontecem esse ano por aqui. São shows e festivais de diversos gostos e gêneros, incluindo o Maiden, claro, mas também a própria Rosalía, dessa vez muito bem acomodada em duas datas lotadas na Farmasi Arena, no Rio.
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Nossa pegada musical é boa, mas não é nova. Há pelo menos 70 anos, o Brasil já atraía talentos de escala global para os palcos daqui. Caso, por exemplo, de Nat King Cole, que arrastou multidões para conferir seu jazz imbatível ainda em 1959.
Em um dos shows que fez para cá, o cantor tocou em um cartão-postal conhecido de São Paulo, o Conjunto Nacional. Na época, o edifício abrigava o restaurante Fasano e seu opulento jardim de inverno, por onde passavam as personalidades mais interessantes da época. A lista inclui nomes como Marlene Dietrich e Ginger Rogers, além do presidente americano Dwight Eisenhower e até um suposto Fidel Castro.
O restaurante, entretanto, acabou transferido da galeria paulistana em 1963, deixando no local onde funcionava um nada deslumbrante call center. Mas agora, essa história promete mudar, graças a um grupo de empresários conhecidos da hospitalidade paulistana. Com previsão de reabertura no fim de janeiro, o Jardim Nacional promete retomar os dias de pompa de um endereço para lá de importante em São Paulo. Contamos a história toda aqui.
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