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Golpe conhecido como “Chapolin” impede o travamento das portas e transforma distração em furto silencioso

Você estaciona, aperta o botão da chave, escuta aquele bip familiar e segue a vida. Quando volta, algo está errado: sumiram objetos do carro, mas não há vidro quebrado, porta forçada ou sinal de arrombamento. Parece mágica.
Nos últimos meses, relatos de furtos desse tipo têm se multiplicado. O método é conhecido no meio policial como golpe do “Chapolin” e envolve um dispositivo parecido com controle remoto de portão eletrônico, capaz de bloquear o travamento das portas do carro no exato momento em que o motorista tenta fechá-las.
O truque é simples — e justamente por isso perigoso. Quando o motorista aperta o botão da chave para travar o carro, o criminoso, escondido a alguns metros de distância, aciona um emissor de radiofrequência que interfere no sinal da trava.
Resultado: o carro não tranca, mas o motorista acredita que sim. Dá quase para ouvir um “não contavam com minha astúcia”, bordão da personagem criada e interpretada pelo comediante mexicano Roberto Bolaños.
A comunicação entre a chave do veículo (ou o controle do portão) e o sistema eletrônico funciona por radiofrequência, como um transmissor e um receptor. Eles não estão fisicamente conectados, o que abre espaço para interferências externas.
Em sistemas mais simples, o código emitido é fixo, como uma senha básica. Em termos práticos, é como se a chave dissesse sempre “1234”. O criminoso usa um receptor genérico para captar esse sinal ou simplesmente bloqueá-lo, impedindo que a ordem de travamento chegue ao carro.
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Porque o golpe acontece em segundos. Normalmente, alguém observa a vítima se aproximar do carro, espera o momento exato em que ela aperta o botão da chave e ativa o dispositivo ao mesmo tempo.
Não há barulho. Não há dano. Não há confronto. Quando o motorista se afasta, o carro está destrancado e à disposição de quem sabe exatamente o que está fazendo.
O foco costuma ser em pertences rápidos: bolsas, mochilas, eletrônicos, documentos, compras. Não é roubo do veículo, mas furto oportunista, difícil de rastrear e de flagrar.
Não existe solução única, mas algumas medidas reduzem bastante o risco:
Mesmo que o carro fique destrancado, não oferecer “alvo fácil” ajuda a evitar o furto.
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