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Esta é a primeira revisão do banco suíço para a taxa básica desde março de 2025; projeção anterior era de 12% até o final do ano

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano não surpreendeu. O destaque foi a sinalização de que o ciclo de cortes pode começar já na próxima reunião, em março — o que levou o UBS BB a projetar juros de 11,50% para 2026 e não mais de 12%
No comunicado que acompanhou a decisão de quarta-feira (28), o Banco Central retirou trechos que reforçavam a necessidade de manter a política monetária “significativamente contracionista por um período prolongado”.
Para o banco suíço, o Copom transmitiu “mensagens importantes” que justificam a revisão das expectativas. Antes da reunião, o UBS BB projetava cortes de 0,50 ponto percentual (pp) por encontro a partir de abril. Agora, a previsão foi antecipada para março.
“Esperávamos cortes começando em abril de 2026 desde a atualização de cenário de março de 2025. Tínhamos uma projeção de inflação mais baixa do que o consenso, mas sempre acreditamos que o modelo do BCB seria o principal determinante”, diz a equipe liderada pelo economista Alexandre de Azara.
“Agora antecipamos para março — não apenas pela sinalização do Banco Central, mas porque, com o câmbio em torno de R$ 5,20 (vs. R$ 5,35 usado na projeção atual), a inflação projetada para o 3º trimestre de 2027 deve atingir a meta de 3,0%”, acrescenta.
Esta é a primeira revisão da projeção da Selic pelo UBS BB desde março de 2025.
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Com o início antecipado dos cortes, a projeção do banco para o fim de 2026 passou de 12% para 11,50%. Os analistas, contudo, alertam que o cenário-base depende de medidas de ajuste fiscal após as eleições de outubro.
Se o novo governo não apresentar soluções para equilibrar as contas públicas, o UBS BB acredita que os cortes de juros podem parar antes do esperado, com a Selic estabilizando em 12,5%. Isso significa que não haveria espaço para reduções adicionais.
Por outro lado, se houver um esforço fiscal relevante — equivalente a pelo menos 1,5 pp no resultado primário (ou seja, melhora nas contas públicas) — o cenário muda. Nesse caso, a Selic poderia cair para 10,5% até dezembro, com reduções mais fortes nas últimas reuniões do ano (cortes de 1 ponto percentual cada).
Esse caminho abriria espaço para que, em 2027, a taxa chegasse a 8,0%. Considerando a probabilidade de cada cenário, o banco calcula que a Selic fique em torno de 9,75%.
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