O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Notificação a quase 3 mil empresas coloca créditos de PIS/Cofins em xeque e pode mexer com as estimativas do setor; veja o que dizem os especialistas
Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3) estão entre os principais nomes no radar da Receita Federal em uma ofensiva que atingiu 2.959 empresas e colocou sob questionamento até R$ 10 bilhões em créditos de PIS/Cofins no varejo alimentar.
PIS e Cofins são contribuições federais incidentes sobre o faturamento das empresas. Em geral, esses tributos são cobrados ao longo de toda a cadeia produtiva — da indústria ao comércio — e têm como finalidade financiar a seguridade social.
Segundo o órgão, “a análise evidenciou inconsistências em mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensação”, com maior incidência no setor supermercadista.
Em relatório, o JP Morgan ressalta que o problema central está na adoção de práticas sem respaldo legal, sobretudo no varejo alimentar, que opera com diferentes regimes tributários ao longo da cadeia.
“O principal problema é a adoção de práticas sem respaldo legal, especialmente no segmento de varejo alimentar”, afirma o banco.
Leia Também
Na avaliação do advogado tributarista Júlio Caires, um crédito indevido ocorre justamente quando a empresa extrapola os limites legais da não cumulatividade.
“Isso normalmente acontece quando não há vínculo direto com a atividade da empresa, quando a legislação não autoriza o crédito ou quando há interpretação equivocada sobre insumos”, explica.
O Seu Dinheiro tentou entrar em contato com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
O Fisco afirma que o movimento envolve um padrão disseminado de inconsistências na tentativa de aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva.
A Receita Federal também destaca o papel de intermediários nesse processo. Segundo o órgão, “consultorias tributárias se valem da complexidade da legislação e da limitada familiaridade técnica dos empreendedores para induzir contribuintes à utilização de créditos sem respaldo legal”.
Entre os casos mais recorrentes estão itens com alíquota zero ou produtos tributados em etapas anteriores da cadeia, como bebidas, combustíveis e itens de higiene.
Nessas situações, “o contribuinte tenta recuperar valores que não foram pagos na sua etapa de atuação da cadeia produtiva, o que é vedado pela legislação”, diz o comunicado.
Para o contador e consultor empresarial Vanderlei Goulart, o problema não deveria gerar controvérsia do ponto de vista técnico.
“É pacificado que aquisições sem pagamento das contribuições não geram créditos de PIS e Cofins, salvo exceções previstas em lei, como créditos presumidos”, afirma.
Segundo ele, parte das distorções recentes decorre de interpretações ampliadas. “O que vimos foram consultorias tratando como seguro algo que ainda depende de base jurídica sólida.”
O JP Morgan avalia que a inconsistência central está na tentativa de gerar créditos sem pagamento de imposto na etapa anterior da cadeia.
“Os varejistas de alimentos não pagam PIS/Cofins no ponto de venda, portanto não há crédito a ser reivindicado”, afirma o banco.
Na prática, a diferenciação entre crédito legítimo e indevido depende do tipo de negócio e da correta interpretação da legislação.
“Na indústria, o principal exemplo é o crédito sobre insumos, respeitando as vedações legais. Já no comércio, a Receita entende que não há insumos, mas sim mercadorias para revenda, embora haja discussões judiciais sobre o tema”, diz Goulart.
O relatório do JP Morgan aponta impacto negativo para o setor, com destaque para o Assaí e o Grupo Mateus, que possuem exposição a estratégias de monetização desses créditos.
“O impacto é negativo para o setor, incluindo Assaí e Grupo Mateus, ambos com exposição ao crédito de PIS/Cofins sobre bebidas”, afirmam os analistas.
No caso do Assaí, o banco diz que os créditos devem ser tratados como contingentes, diante da ausência de jurisprudência consolidada.
O JP Morgan estima que esse potencial benefício tenha valor presente líquido entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de 8% a 9% do valor de mercado.
Segundo o banco, o tema foi um gatilho relevante após os resultados do quarto trimestre de 2025, quando os créditos foram anunciados.
Já o Grupo Mateus apresenta uma dinâmica distinta. “Diferentemente de Assaí, o Grupo Mateus já reconhece tais créditos no resultado, o que pode gerar riscos às estimativas”, afirma.
Nesses casos, o ajuste pode ser relevante. Segundo Júlio Caires, créditos considerados indevidos precisam ser revertidos.
Já Vanderlei Goulart acrescenta que “esses valores devem ser estornados na competência em que foram utilizados, respeitando o prazo prescricional de cinco anos”, podendo gerar impacto direto no resultado e até reconhecimento de passivos tributários.
Apesar das incertezas, o JP Morgan avalia que as companhias devem manter suas estratégias atuais no curto prazo, priorizando a preservação de caixa.
“As empresas provavelmente irão preservar o fluxo de caixa e discutir a tese tributária nas esferas administrativa e judicial antes de qualquer pagamento — algo que pode se arrastar por anos”, afirma o relatório.
O prazo dado pela Receita Federal, porém, impõe desafios operacionais. Para Júlio Caires, “é desafiador, mas viável para empresas que já possuem uma estrutura de compliance tributário minimamente organizada”.
Já para companhias com fragilidades, “o tempo pode ser curto, considerando a complexidade das operações e o volume de dados a revisar”.
O banco também pondera que o impacto estrutural da operação da Receita Federal tende a ser limitado no longo prazo, diante da reforma tributária.
“Nesse contexto, acreditamos que esse risco não deve crescer de forma material, dada a transição para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituirá o PIS/Cofins, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o ISS (Imposto sobre Serviços) em 2027”, diz o JP Morgan.
O banco avalia que o mercado já incorpora parte dos ganhos esperados com os créditos, o que aumenta a sensibilidade do setor a revisões regulatórias.
“O mercado, incluindo nós, já precifica os ganhos de fluxo de caixa associados a esses créditos”, afirma o JP Morgan.
Com isso, o banco conclui que a operação da Receita Federal tende a pressionar o setor no curto prazo.
“A notícia adiciona riscos de baixa às expectativas e deve gerar reação negativa nas ações, ainda que limitada pelo impacto de curto prazo possivelmente reduzido”, dizem os analistas.
O montante, anunciado em março deste ano, será direcionado a empresas consideradas estratégicas ou afetadas por choques externos
Depois de acumular pela 2ª vez na semana, prêmio da Lotofácil cresce, mas nem faz cócegas nas estimativas para os próximos sorteios da Quina, da Timemania e da Mega-Sena, que também ocorrem hoje (16)
Romi (ROMI3), Usiminas (USIM5) e Assaí (ASAI3) dão o pontapé na temporada, e Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, conta o que esperar dos resultados do primeiro trimestre
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais
No mesmo dia de Tiradentes, alguns estados também celebram feriados locais
Reajuste do Gás do Povo pode chegar a R$ 10, de acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento
No Touros e Ursos desta semana, André Loes, economista-chefe da Vivest, fala sobre porque essa conta não fecha e o peso desse descolamento nas eleições de 2026
Governo paulista adia de novo a cobrança automática do pedágio eletrônico em rodovias no interior de SP, incluindo a Castello Branco e a Raposo Tavares
Proposta mantém salários, amplia descanso e abre novo embate com setor produtivo
Pagamentos do abono salarial Pis/Pasep serão feitos via Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil nesta quarta-feira (15)
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 14 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais
Até o momento, Anvisa recebeu pedidos de registro de 16 medicamentos à base de semaglutida e de sete que têm liraglutida como princípio ativo
Enquanto os brothers do BBB26 ainda entregam conteúdo, Globo já está de olho no BBB27
Lance inicial teto do leilão do Detran-Sp é de um Renault Logan Dyna, modelo 2016, por 7 mil reais
Prêmio em jogo na Lotofácil dispara depois de acúmulo em concurso com final zero, mas Mega-Sena, Quina e Timemania pagam valores maiores nesta terça-feira (14).
Com o Brasil como exportador líquido, alta do petróleo impulsiona a balança comercial e leva BTG a revisar projeções para até US$ 90 bilhões
Novo aporte resolve um dos principais entraves do túnel Santos-Guarujá e acelera plano do governo para iniciativa virar realidade
Modelo de tempo compartilhado representa 17,7% da demanda hoteleira no Brasil, mas pesquisa indica que há espaço para esse mercado crescer mais; veja como aproveitar o potencial
Casos mais severos do problema podem gerar desligamento do motor ou até princípio de incêndio