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Diplomacia brasileira foi um dos pilares que garantiu o segundo lugar ao Brasil no ranking de melhores passaportes

O passaporte brasileiro alcançou o segundo melhor no ranking Global Passport Index 2026, levantamento realizado pela Global Citizen Solutions (GCS).
A vice-liderança brasileira refere-se ao recorte latino-americano do estudo. Na região, o Brasil fica atrás apenas do Chile. Na categoria global, o país está na 49ª posição.
De um total de 100 pontos, a pontuação geral do Brasil foi de 82,4. O Chile atingiu 83,1 pontos. O primeiro lugar mundial, segundo a GCS, foi para a Suécia, com 96,8 pontos.
Para a CEO da Global Citizen Solutions, Patricia Casaburi, o grande diferencial do Brasil é a política de reciprocidade.
Em outras palavras, a diplomacia brasileira tem o molho na hora de negociar.
O ranking avalia não só as oportunidades de viajar, mas a mobilidade como um todo. Ou seja, ele considera oportunidades de investimento e qualidade de vida oferecidas pelo local.
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O setor mobilidade tem o maior peso na avaliação (50%) e engloba informações sobre o cenário do país para investimentos, saúde, educação entre outros âmbitos.
E é nessa categoria que o Brasil brilha.
Na América Latina, o país tem a maior pontuação e alcança a 43ª posição global com a nota 90,7.
Segundo Casaburi, os dados do índice indicam a maturidade da posição brasileira no cenário internacional:
“A política de reciprocidade garante ao Brasil uma mobilidade robusta, configurando o passaporte como um ativo diplomático consolidado”.
Historicamente, o Itamaraty adota a postura de reciprocidade diplomática.
Um dos casos mais recentes é a reintrodução do e-Visa para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, que aconteceu em janeiro deste ano.
A medida também abrange o México, a França e a Argentina.
Outra conquista nesse quesito foi a isenção mútua de vistos de 30 dias estabelecida com a China em maio deste ano.
E não para por aí.
Em fevereiro, o Brasil também implementou a entrada sem visto para portadores de passaportes comuns de oito países — incluindo Irlanda, Dinamarca, Hungria, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas.
Casaburi aponta que o avanço do Brasil nas próximas edições dependerá diretamente de alavancas econômicas e ajustes na carga tributária.
O estudo aponta que a tributação sobre a pessoa física (89ª posição, considerando a alíquota máxima de 27,5%) e a Renda Nacional Bruta per capita (85ª) são os principais limitadores para a atratividade do país.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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