🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

DO FGC AO BRB

Crise de liquidez, não fraude: a versão de Daniel Vorcaro sobre o colapso do Banco Master — e o impacto para o BRB

Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”

Camille Lima
Camille Lima
24 de janeiro de 2026
17:12 - atualizado às 16:13
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. - Imagem: Divulgação/Titan Capital

O Banco Master vivia uma crise de liquidez e operava com um plano de negócios “100% baseado no FGC”. Quem diz isso é do próprio controlador da instituição, Daniel Vorcaro, em depoimento prestado à Polícia Federal no fim de dezembro, no âmbito das investigações que apuram fraudes bilionárias envolvendo o banco e operações com o Banco de Brasília (BRB). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o banqueiro, o Master sempre operou amparado no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com conhecimento do regulador. Porém, Vorcaro diz que a crise não nasceu de fraudes, e tampouco de insolvência.  

Ainda assim, Vorcaro argumenta que a crise que levou à intervenção do Banco Central não nasceu de fraudes — tampouco de insolvência. Na sua versão, o problema começou quando “a regra do jogo mudou”

A partir daí, o que até então era uma dificuldade de liquidez se transformou em uma liquidação extrajudicial, uma investigação criminal e um dos episódios mais caros da história do FGC.  

Lembrando que o Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em 18 de novembro, por decisão do Banco Central. No mesmo dia, Daniel Vorcaro foi preso durante uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo a instituição. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Posteriormente, o banqueiro foi solto, mas segue cumprindo medidas cautelares enquanto as investigações avançam. 

Leia Também

Banco Master 100% dependente do FGC 

Em seu depoimento, Vorcaro argumenta que a dependência do FGC não era um desvio pontual, mas a base do modelo de negócios do Banco Master desde 2018. Segundo ele, essa estratégia sempre foi formalmente apresentada ao Banco Central e aceita pela supervisão. 

Segundo Vorcaro, essa era a "regra do jogo" desde 2018 e o regulador saia disso. 

Na visão do banqueiro, o banco funcionava dentro desse arranjo enquanto as regras do fundo permaneciam estáveis.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema, segundo ele, teria surgido quando o FGC passou por mudanças nas normas do fundo garantidor que restringiram a forma como instituições como o Master conseguiam captar recursos. 

Essas alterações teriam ocorrido por “pressão dos grandes bancos”, sufocando a captação da instituição, ainda de acordo com o fundador do Master.  

Questionado pela Polícia Federal sobre a situação financeira do Banco Master, Vorcaro reconheceu que havia uma crise de liquidez — e que ela não era recente. Mas afirmou que o banco “sempre foi solvente, sempre teve muito mais ativo que passivo e sempre honrou todos os compromissos até o dia 17 de novembro”. 

“Essa crise de liquidez foi criada por duas coisas, por mudança de regulação com a pressão dos grandes bancos, que mudaram por duas vezes a regra do FGC, porque o mercado se julga dono ali do fundo que é criado justamente para criar competição no mercado. Essa mudança pressionou a captação do banco, porque todo o plano de negócio desde 2018, que a gente entregou para o Banco Central, ele era baseado no FGC”, disse. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Daniel Vorcaro: suspeita de fraudes e a disputa de versões 

Ao longo do depoimento, Vorcaro negou reiteradamente a existência de uma fraude bancária estimada em cerca de R$ 12 bilhões, envolvendo operações de venda de créditos do Master ao BRB — justamente o foco principal da investigação da Polícia Federal. 

Segundo os investigadores, o banco teria repassado ao BRB carteiras de crédito sem lastro ou com graves inconsistências, gerando prejuízos relevantes à instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. 

Vorcaro, por sua vez, nega que essas operações tenham sido fraudulentas e diz que as transações ocorreram dentro de parâmetros técnicos e regulatórios. 

A venda do Master ao BRB: solução técnica ou negócio mal avaliado? 

Outro ponto do depoimento foi a tentativa de Vorcaro de caracterizar a venda do Banco Master ao BRB como uma alternativa técnica recomendada pela própria fiscalização do Banco Central. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o banqueiro, a Diretoria de Fiscalização do BC teria indicado a venda da instituição ao banco estatal do Distrito Federal como uma solução adequada para o sistema financeiro. 

“Esse negócio foi recomendado por diversas auditorias e pela própria fiscalização do Banco Central”, afirmou. “Naquele momento, indicava-se como sendo um bom negócio para o sistema financeiro.” 

A operação foi anunciada em março, mas acabou rejeitada pelo Banco Central em setembro, após a autoridade monetária concluir que o BRB não tinha capacidade financeira suficiente para absorver o negócio. 

Contudo, o Banco Central contesta a versão apresentada por Vorcaro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino Santos, afirmou que sua área jamais recomendou a compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB. Pelo contrário: segundo ele, foi justamente a fiscalização que identificou as inconsistências e levou o caso ao Ministério Público Federal. 

A declaração veio após uma coluna da jornalista Malu Gaspar relatar que Aquino teria pedido ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que comprasse milhões de reais em créditos do Master — afirmação que o diretor nega. 

A conta para o FGC 

Enquanto o embate de versões continua a escalar, a conta chega para quem garante o sistema.   

Até a última sexta-feira (23), o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já tinha desembolsado R$ 26 bilhões para indenizar 521 mil credores do Banco Master — o equivalente a cerca de 66,4% do total previsto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estimativa é de que o custo final da liquidação do Master alcance R$ 40,6 bilhões. 

E o impacto não termina aí. A liquidação do will bank, que passou a integrar o conglomerado do Master em agosto de 2024, deve adicionar outros R$ 6,3 bilhões à fatura do FGC.  

O início desses pagamentos, no entanto, depende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central — e ainda não há prazo definido para isso. 

Somados, os resgates do grupo podem consumir cerca de um terço dos recursos disponíveis do fundo, segundo estimativas preliminares. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

BRB sob pressão 

Os efeitos da crise também atingiram em cheio o Banco de Brasília. Controlado pelo governo do Distrito Federal, o BRB se viu no centro da turbulência após adquirir carteiras de crédito do Master que, segundo as investigações, seriam fraudulentas ou não teriam lastro suficiente

Desde então, a instituição tem tentado afastar a narrativa de que enfrenta riscos de liquidez

O novo presidente do banco público, Nelson Antônio de Souza, que assumiu após a saída de Paulo Henrique Costa, tem adotado um discurso de contenção de danos. 

Em declarações recentes, afirmou que “o BRB não vai quebrar” e afastou qualquer risco de intervenção ou liquidação pelo Banco Central. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O BRB não vai quebrar, não vai ter intervenção, não vai ter liquidação”, disse, em entrevista à Folha de S. Paulo

Souza também confirmou que o banco negocia uma linha de crédito emergencial com o FGC para atender às exigências do Banco Central. Para acessar os recursos, o governo do Distrito Federal terá de oferecer garantias ao fundo — incluindo ações de empresas estatais. 

As negociações ocorrem em paralelo a uma nova determinação do BC: o provisionamento de R$ 2,6 bilhões no balanço do BRB, como forma de reduzir riscos e cobrir perdas potenciais associadas à compra das carteiras do Master, segundo o jornal Valor Econômico

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BRB afirmou que “possui plena capacidade de recompor seu capital” caso venham a ser confirmados prejuízos decorrentes de operações ligadas ao will bank e ao conglomerado Banco Master. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco público também destacou que mantém um “plano de capital estruturado para cenários de estresse”, que, segundo a instituição, não foi acionado até o momento. 

*Com informações da Agência Brasil, Estadão, Folha de S. Paulo e Reuters. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NO PRECINHO

Leilão da Receita Federal tem iPhone 15 por R$ 1.300 e relógio Garmin por R$ 1.000; veja como participar

23 de janeiro de 2026 - 15:25

Propostas iniciais do leilão da Receita Federal começam em R$ 20. O maior valor é de R$ 256 mil.

BANHEIRO HIGH-TECH

Como a inteligência artificial provocou um salto no preço das ações de uma fabricante de vasos sanitários

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Ações da Toto subiram 11% na OTC Markets na quinta-feira (22) com aumento de receita com componente de chips

OPERAÇÃO BARCO DE PAPEL

PF mira Rioprevidência em nova operação, fundo de pensão que mais investiu no Banco Master

23 de janeiro de 2026 - 9:32

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do fundo e também contra gestores

A CONTA CHEGA

CMN muda regras do FGC, após início de pagamentos do grupo Master; fundo também poderá exigir aportes maiores dos bancos

23 de janeiro de 2026 - 9:32

A partir de agora, o conselho de administração do FGC poderá propor aumento ou redução das contribuições das instituições associadas quando julgar necessário

MUSEU HISTÓRICO FERREIRA DA CUNHA

Como é o castelo medieval que vai ser transformado em centro cultural na região serrana do Rio

23 de janeiro de 2026 - 9:14

Proposta do projeto é colocar o castelo como espaço de permanência com experiências culturais em um único lugar

TEIMOSIA RECOMPENSADA

Apostador insiste nos mesmos números e fica milionário com a Lotofácil; Dia de Sorte também tem ganhadores e Mega-Sena acumula

23 de janeiro de 2026 - 7:09

Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na quinta-feira. Dia de Sorte também fez novos milionários. Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 63 milhões.

FORA DE COGITAÇÃO?

Sem delação premiada: defesa de Daniel Vorcaro nega negociação no caso Banco Master

22 de janeiro de 2026 - 9:33

Especulações cresceram após troca na equipe jurídica de Vorcaro; veja o que diz a defesa do banqueiro

SOBE O SOM

Pé na areia, a loteria… Lotofácil tem múltiplos ganhadores na beira da praia; Mega-Sena pode pagar R$ 55 milhões hoje

22 de janeiro de 2026 - 7:15

Os ganhadores do concurso 3593 da Lotofácil efetuaram suas apostas em casas lotéricas estabelecidas praticamente na beira do mar

ONDE INVESTIR 2026

A batalha entre o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+: onde buscar aquele 1% ao mês na renda fixa com a queda da Selic em 2026?

22 de janeiro de 2026 - 6:04

Mesmo com um ciclo de corte de juros, Frederico Catalan, membro do time de gestão do Opportunity Income, e Laís Costa, analista da Empiricus Research, avaliam que a renda fixa não vai perder o brilho neste ano

QUEM RECEBE?

Investiu nos CDBs do will bank? FGC vai pagar mais de R$ 6 bilhões — mas nem todo mundo entra na conta

21 de janeiro de 2026 - 15:36

Fundo garantidor confirma acionamento da garantia após liquidação do banco, mas limite pode deixar investidores de fora; entenda

SEM DESPERDÍCIO

O fim da comida jogada fora? Lei coloca supermercados no centro do combate ao desperdício

21 de janeiro de 2026 - 15:33

Lei 14.224 cria a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício e transforma doação de comida em estratégia econômica 

PROJETO ALTERADO

Adeus, Estátua da Liberdade! ‘Veio da Havan’ consegue autorização para construir megaloja em área protegida, mas tem que mudar estilo

21 de janeiro de 2026 - 15:18

Centro Histórico de Blumenau terá uma megaloja da Havan em breve; inauguração está prevista para o fim de abril

MARINHA BRASILEIRA

Pela primeira vez na história, uma mulher assume o comando de uma clínica da Marinha

21 de janeiro de 2026 - 14:02

Mais de 15 anos depois de sua fundação, Policlínica Naval de Manaus tem uma mulher no comando pela primeira vez

ONDE INVESTIR 2026

Eleições, juros e dólar: como investir com tantas incertezas em 2026? Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, responde

21 de janeiro de 2026 - 12:30

Em evento do Seu Dinheiro, Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, diz como decifrar o cenário econômico em 2026

EXTRATO DISPONÍVEL

INSS libera extrato de janeiro com reajuste e isenção do Imposto de Renda, mas suspende atendimento presencial e serviços digitais; entenda

21 de janeiro de 2026 - 10:26

Pagamentos começam em 26 de janeiro; sistemas do Meu INSS ficam indisponíveis por três dias para atualização

INSPIRAÇÃO CAMPEÃ

Inspirado em Ayrton Senna, Bortoleto já tem seu capacete para correr na F1 2026

21 de janeiro de 2026 - 9:19

Gabriel Bortoleto revelou o design que usará em seu segundo ano na Fórmula 1, mantendo as cores verde, amarelo e azul e inspiração em Ayrton Senna

BRILHOU SOZINHA, MAS...

Lotofácil 3592: 1 bilhete premiado, 26 ganhadores, nenhum milionário; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões

21 de janeiro de 2026 - 6:47

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na terça-feira. O bilhete premiado foi um bolão com dezenas de participantes.

CADA VEZ MAIS RICO

Até onde vai a maior fortuna da história? Elon Musk testa um novo patamar e se aproxima dos US$ 800 bilhões

20 de janeiro de 2026 - 10:46

Valorização da xAI impulsionou o patrimônio de Elon Musk, que chegou a se aproximar dos US$ 800 bilhões antes de nova atualização dos números.

JÁ COMEÇOU

SUS: vacina brasileira contra a dengue já começou a ser aplicada em três cidades; veja a próxima etapa

20 de janeiro de 2026 - 8:31

Imunizante totalmente nacional, de dose única, estreia em municípios-piloto e pode mudar a estratégia do Brasil contra uma das doenças mais persistentes do país

PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Na traaaave! Lotofácil, Quina e demais loterias da Caixa iniciam semana sem ganhadores; prêmios inflam

20 de janeiro de 2026 - 7:01

Depois de acumular no primeiro sorteio da semana, a Lotofácil pode pagar nesta terça-feira (20) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa — ou o maior, se ela sair sem que ninguém acerte a Mega-Sena

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar