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Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar
A economia brasileira vai muito bem e não deve ser um grande problema — ou sequer um tema central — nas eleições deste ano. Essa é a avaliação do banqueiro André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual.
Durante sua participação no CEO Conference Brasil 2026, nesta quarta-feira (11), Esteves afirmou que o próximo presidente da República, seja quem for, assumirá o governo em condições muito diferentes daquelas enfrentadas pelos últimos incumbentes.
Ele citou as posses de Fernando Henrique Cardoso em 1994, de Lula em 2002 e de Michel Temer em 2017, dizendo que, em todas essas ocasiões, os presidentes receberam um país em situação de “terra arrasada”.
“Do lado econômico, quem for se sentar na cadeira [de presidente~] no ano que vem não terá terra arrasada”, afirmou. Para ele, a perspectiva futura para o Brasil é bastante positiva.
Esteves mencionou a expectativa de queda da inflação de 4% ao ano para 3%, os possíveis sucessivos cortes na taxa de juros, a menor taxa de desemprego em anos e o volume significativo de reservas cambiais (R$ 360 bilhões).
Segundo o banqueiro, falta apenas um ponto para completar esse cenário e torná‑lo ideal — a missão do próximo presidente. Nas palavras dele:
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“Sobrou uma última perna de ajuste, que é a gente trazer sustentabilidade para a trajetória da dívida. Um ajustezinho [sic] de 2% do PIB nas contas públicas.”
Ao longo do painel, Esteves reafirmou seu otimismo em relação ao Brasil. Além do cenário econômico, ele vê positivamente a disputa eleitoral e as investigações envolvendo esquemas fraudulentos no mercado de capitais.
Para o banqueiro, todas as instituições estão cumprindo seu papel.
Ele diz não ver com desconfiança a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) nas investigações sobre o Banco Master ou em processos anteriores, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Esteves, falhas podem acontecer e há espaço para melhorias, mas o cenário geral é positivo. “São boas notícias tudo que aconteceu nos últimos seis meses. Acho que o STF vai exercer o seu papel. O que estou vendo são as investigações caminhando”, afirmou.
Para ele, o caso do Master não é um problema do mercado financeiro, e sim um problema policial.
O banqueiro afirmou que o mercado financeiro do Brasil é um dos mais avançados do mundo, com "capacidade de entregar aquilo que a sociedade espera". Segundo ele, nenhum outro mercado de capitais emergente tem "essa qualidade, profundidade e bons parâmetros".
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