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Entre 70 países analisados, o Brasil ficou na 65ª colocação, sete posições abaixo do resultado registrado em 2025

O Brasil continua mostrando força em áreas como empreendedorismo, geração de empregos e atração de investimentos estrangeiros. Ainda assim, esses avanços não foram suficientes para evitar uma piora no Ranking Mundial de Competitividade de 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center (WCC) e divulgado nesta quinta-feira (18).
Entre 70 países analisados, o Brasil ficou na 65ª colocação, sete posições abaixo do resultado registrado em 2025. O levantamento mede a capacidade das economias de criar condições favoráveis para que empresas cresçam, inovem e disputem espaço nos mercados nacional e internacional.
O recuo foi acompanhado de uma piora em todos os quatro pilares avaliados pelo estudo. A queda mais expressiva ocorreu em eficiência dos negócios, que perdeu 11 posições. Já o indicador de performance econômica recuou seis colocações. A eficiência governamental seguiu a trajetória de deterioração observada desde 2022, enquanto a infraestrutura também apresentou pior desempenho.
A pesquisa combina dados estatísticos internacionais com a percepção de executivos sobre o ambiente de negócios de cada país. Ao todo, são considerados 341 indicadores. No Brasil, o levantamento é realizado em parceria com o Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC).
Apesar da posição no ranking geral no ranking de competitividade, alguns indicadores colocam o Brasil entre os países mais bem avaliados do mundo.
A capacidade de gerar empregos no longo prazo aparece como o principal destaque, com o país ocupando a quinta colocação. Também figuram entre os melhores resultados os subsídios governamentais (5º lugar), a participação de energias renováveis na matriz energética (5º), o fluxo de investimento direto estrangeiro (7º) e a atividade empreendedora em estágio inicial (8º).
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Para Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, a posição alcançada em geração de empregos demonstra a capacidade da economia brasileira de continuar criando oportunidades mesmo em cenários mais desafiadores.
"Estar entre os países com maior capacidade de geração de empregos mostra a força e a resiliência da economia brasileira. Mesmo diante de desafios internos e externos, o país mantém sua capacidade de criar oportunidades e absorver trabalhadores em diferentes setores produtivos", afirma.
A presença do Brasil entre os países que mais atraem investimento estrangeiro também chama atenção em um cenário global marcado por incertezas econômicas. O resultado reforça a relevância do mercado brasileiro para empresas e investidores que buscam expandir suas operações.
O levantamento também destaca a atividade empreendedora. O país aparece entre os dez melhores colocados nesse indicador.
"O desempenho em empreendedorismo e atração de investimentos revela que o Brasil continua sendo um mercado relevante para quem busca crescer e inovar. Há um ambiente de oportunidades que desperta tanto o interesse de investidores internacionais quanto a disposição dos brasileiros para empreender", diz Hugo.
Se o empreendedorismo aparece como um dos motores da economia brasileira, a formação da mão de obra continua sendo um dos principais desafios.
O estudo aponta que o Brasil ocupa a última posição em indicadores ligados à qualificação profissional, educação e competências financeiras. Na avaliação dos responsáveis pelo ranking, essa é uma das principais barreiras para o avanço da competitividade nacional.
"O principal alerta do estudo está relacionado ao capital humano. O Brasil apresenta avanços importantes em diversas dimensões da competitividade, mas terá dificuldades para sustentar esses ganhos se não acelerar investimentos em educação, qualificação profissional e desenvolvimento de competências para a economia do futuro", afirma o diretor da FDC.
No topo da classificação está Singapura, que assumiu a liderança após ocupar o segundo lugar em 2025. O país foi beneficiado principalmente pelo ambiente favorável aos negócios e pela força de suas instituições.
Hong Kong aparece na segunda posição, seguida por Suíça e Taiwan. A Europa também mantém presença relevante entre os líderes, com Dinamarca, Países Baixos e Suécia figurando entre os dez primeiros colocados.
Já os Emirados Árabes Unidos ocupam o quinto lugar e registraram o melhor desempenho em performance econômica entre todas as economias analisadas.
Na parte final do ranking aparecem Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.
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