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Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos
A relação direta entre o preço do petróleo e os preços do diesel e da gasolina é algo fácil de entender. Os dois combustíveis derivam da matéria-prima fóssil, de modo que, se o petróleo sobe, é natural esperar um aumento no valor do litro da gasolina e do diesel.
Acontece que não são apenas os preços da gasolina e do diesel que sobem. A precificação da commodity gera um efeito cascata que pode chegar nos mais diversos setores: alimentos, bens industrializados, vestuário e por aí vai.
Não por acaso, os bancos começaram a rever suas projeções de inflação para este ano. Itaú BBA, Santander e XP chegaram no mesmo número: 4,5%. Há um mês, as projeções variavam entre 3,8% e 3,9%.
A revisão se estendeu até as expectativas de inflação para 2027. XP e Santander aumentaram a estimativa para 4%, enquanto Itaú subiu para 4,1%.
O efeito nos combustíveis é direto. Mesmo que a Petrobras segure o repasse, a estatal não controla todo o mercado de combustíveis do país. O preço internacional sobe, e importadoras privadas repassam: na gasolina, no diesel e no querosene de aviação.
Outro efeito direto é nos preços de energia e fertilizantes, por serem produtos derivados de petróleo e gás natural.
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A energia do Brasil é quase exclusivamente gerada por hidrelétricas. Mas, existe uma parcela, geralmente acionada em momentos de crise hídrica, que é movida há combustíveis fósseis via termelétricas.
As matérias-primas nessas situações excepcionais são gás natural, carvão e óleo diesel.
Neste momento, o Brasil não vive uma situação de crise hídrica. São Paulo passou por apertos no final de 2025, mas os reservatórios melhoraram neste começo de ano. Ainda assim, o Santander afirma que incorporou “possíveis impactos sobre tarifas de energia elétrica”, pela possibilidade de acionamento das termelétricas.
Parece improvável de acontecer no país agora, mas não se sabe até quando vai a guerra. Sem contar que os efeitos de bombardeios em refinarias e gasodutos não acaba com o cessar-fogo. São meses de reconstrução e reparos até que a produção se normalize.
E aí tem os fertilizantes. Para além do aumento no preço em resposta à cotação do petróleo, há também o risco de desabastecimento global. A XP já considera uma perspectiva de menor oferta.
O conflito no Oriente Médio atrapalha a produção de alguns exportadores, como Arábia Saudita e Catar, e o fechamento do Estreito de Ormuz impede o transporte do que é produzido. Há também as restrições de exportação dos fertilizantes da Rússia e da China, impostas pelos EUA.
Com menor oferta de fertilizantes, os preços tendem a subir. Com o petróleo mais caro, essa alta tem peso dois.
O Itaú BBA não espera um impacto agora para a produção agrícola do Brasil. As safras deste ano já estão cultivadas. O risco é maior para o segundo semestre, quando se dá início ao cultivo da safra do próximo ano.
Sem a quantidade necessária de fertilizantes, a área plantada e a produtividade das safras correm risco. No pior cenário, isso significa menos alimentos — mas é um problema para o futuro.
Neste momento, o impacto para a inflação de alimentos não vem dos fertilizantes, vem do transporte.
Até aqui, os efeitos foram diretos. Preço do petróleo aumentou, combustíveis, energia e fertilizantes ficam mais caros.
No entanto, os bancos estão de olho e começam a se preocupar com os efeitos secundários: pressão nos custos de produção, aumento de seguros e fretes, e a inflação inercial.
É por essas vias indiretas que o petróleo acaba no preço dos alimentos, bens industrializados, vestuário e mais.
A pressão nos custos de produção já começa a bater de diferentes lados. Internamente, o preço do diesel já subiu e pesou no frete dos produtos. A maior parte do transporte de tudo no Brasil é feita via caminhões.
Não por acaso os caminhoneiros quase iniciaram uma greve geral no país. Além do preço do diesel, empresas de transporte reajustaram o custo do frete e outras cobranças adicionais.
O governo interveio, mas não é um assunto pacificado e pode ter mais desdobramentos se a guerra continuar e os combustíveis encarecerem mais.
Se o transporte for pelo ar, o querosene de avião também está mais caro. E pelo mar: o diesel marítimo também aumentou.
Não tem por onde fugir. Para a comida ou os bens chegarem na sua casa, o frete encareceu.
E essa conta piora quando se pensa no transporte internacional. Além do frete mais caro, as empresas de seguros também estão cobrando mais, devido à instabilidade do cenário internacional.
Tudo isso entra na conta da empresa que espera pela matéria-prima ou pelo produto final. A companhia pode optar por absorver uma parte desse custo mais elevado, mas, em alguma medida, será repassado para o cliente.
E o pior desdobramento desse cenário pode ser um outro tipo de inflação, a inercial.
A inflação inercial acontece quando essa percepção de “tudo mais caro” perdura. Quando os preços são reajustados mesmo depois que o choque de preço acabou, ou que a oferta melhorou.
É um aumento de preço por causa da inflação que já passou, mas “a memória” ficou.
De acordo com o Santander, se essa pressão de preços perdurar, o risco da inflação inercial e da expectativa de inflação futura piorar é grande, “o que tende a ampliar a difusão do choque de preços ao consumidor”.
Principalmente se o choque de fertilizantes para o cultivo das novas safras ficar para o fim deste ano e começo do ano que vem.
Embora a XP tenha revisado a projeção de inflação para este e o próximo ano, em relatório, os analistas pontuam que ainda estão avaliando “possíveis alterações em variáveis-chave para a inflação”, dada a incerteza atual.
Os riscos estão por todos os lados — e o maior deles é não saber onde e quando essas guerras (dos preços e do Oriente Médio) vão parar.
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