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Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
“Juros compostos são a oitava maravilha do mundo. Quem entende ganha... quem não entende paga.”
Não foi como um grande investidor que Albert Einstein ganhou notoriedade, mas a frase acima, atribuída a ele, mostra que ele também teria sucesso se optasse por seguir carreira no mundo dos investimentos.
Empilhar retornos positivos, ano após ano, é o que diferencia as chamadas compounders da Bolsa, empresas com taxas elevadas e consistentes de crescimento, que são capazes de multiplicar o capital do acionista em um horizonte de tempo mais curto — de três a cinco anos.
Para entender melhor como isso acontece, precisamos voltar alguns passos e conversar sobre alocação de capital, a base de qualquer empresa.
A cada fim de ano, toda companhia precisa decidir o que vai fazer com o lucro daquele exercício: guardar, distribuir para os acionistas ou reinvestir no negócio?
A boa regra de alocação de capital diz que uma empresa deveria reinvestir o lucro apenas se a perspectiva de rentabilidade daquele investimento for superior à taxa livre de risco — em outras palavras, se o retorno superar a taxa Selic e/ou a NTN-B.
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Ou seja, a empresa só deveria reinvestir no negócio, fazer um M&A ou recomprar suas ações se acreditar em um retorno acima da renda fixa, caso contrário não vale o risco — é melhor distribuir para os acionistas na forma de proventos.
Diferente das aulas de Relatividade de Einstein, neste caso a teoria é simples. Já a prática é bem mais complexa, porque não dá para saber a priori qual será o retorno de um determinado investimento.
Na verdade, aquisições promissoras que se transformam em fiasco são mais comuns do que os investidores gostariam, e deixam claro que a tal regrinha de alocação de capital é bem mais difícil do que parece.
Em geral, alguns sinais nos ajudam a identificar se estamos diante de uma compounder: altas taxas de retorno do negócio principal, diferenciais competitivos, amplo espaço para crescimento de mercado e market share, além de um histórico bem-sucedido de aquisições e investimentos. WEG é um bom exemplo.
Infelizmente, encontrar empresas assim já é um trabalho bastante difícil, mas existe um outro agravante: normalmente, quando finalmente encontramos essas belas histórias, elas já estão sendo negociadas por múltiplos muito elevados, o que também aumenta o risco de se pagar caro demais por elas.
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar esses papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana.
Em semana de novo recorde do Ibovespa, Eneva foi o grande destaque negativo, após a definição dos preços do Leilão de Reserva de Capacidade, que acontecerá em março.
A expectativa era de que a companhia levasse para o leilão diversos projetos, como a renovação de Parnaíba 1 e 3, renovação das usinas a carvão e expansão da Celse.
Como curiosidade, estimamos que esses três contratos deveriam agregar um valor adicional de pelo menos 20% para a companhia, com premissas bem conservadoras.
Mas o governo deu uma péssima notícia ao mercado: enquanto os investidores esperavam algo em torno de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões por MW, o que condiz com a inflação dos equipamentos de geração nos últimos anos, o Ministério de Minas e Energia (MME) estabeleceu preços bem mais baixos do que isso — em torno de R$ 1 milhão a R$ 1,6 milhão por MW.
Como resultado, as ações da Eneva chegaram a cair mais de 10% no dia do anúncio, o que para mim significa uma bela oportunidade de comprar uma compounder com um bom desconto.
Para começar, entendemos que nos preços estabelecidos pelo MME poucos projetos serão viáveis, o que deve fazer o governo revisar os números para faixas bem mais atrativas — ainda não podemos descartar os 20% de valor adicional que eu mencionei.
Além disso, o momentum de curto prazo é positivo para a companhia. O Brasil vive uma fase delicada em termos de suprimento de energia, primeiro porque os reservatórios estão em níveis muito baixos.
Além disso, o país vive um sério problema com restrições de usinas renováveis (curtailments). Esses dois fatores têm ajudado a elevar o despacho médio das usinas da Eneva, o que significa maior geração e maior receita.
Ademais, olhando para um prazo maior, a Eneva tem diversos ativos ganhando tração, como a distribuição de GNL, e entrando em operação em breve, como o complexo de Azulão, que agregará mais de R$ 2 bilhões ao Ebitda anual.
Dificilmente o mercado nos dá oportunidades de comprar empresas compounders por bons preços; quando elas aparecem temos de aproveitar.
Por isso Eneva entrou nesta semana na série Melhores Ações da Bolsa, que busca identificar e (quando a chance aparece) investir nas grandes compounders do Brasil. Eneva é uma delas, e existem outras nove ótimas oportunidades na carteira.
Se quiser conferir quais são, deixo aqui este convite especial, que dá acesso a praticamente todas as assinaturas da Empiricus pelo preço de uma, incluindo várias séries premium.
Um abraço e até a próxima,
Ruy
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