Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
Com a valorização do real e a perspectiva de maior entrada de capital estrangeiro no Brasil, analistas veem potencial em ações de setores como construção civil, varejo, energia e mercado financeiro

Com o dólar em queda após o primeiro turno das eleições de 2026, investidores voltaram os olhos para as ações que podem se beneficiar de um cenário mais favorável para o mercado brasileiro. A perspectiva de maior entrada de capital estrangeiro coloca empresas ligadas à economia doméstica no radar.
A moeda norte-americana, que negociava na faixa de R$ 5,20 antes da votação, chegou a ficar abaixo de R$ 5. O movimento reflete a percepção de redução do risco fiscal, diante da possibilidade de uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nesse cenário, bancos como Citi, JP Morgan e BTG Pactual veem oportunidades em setores como construção civil, varejo e mercado financeiro. A combinação de um real mais valorizado, inflação sob controle e perspectiva de queda dos juros pode favorecer empresas mais dependentes do consumo e das condições de crédito no país.
Quais ações podem sair ganhando com dólar mais fraco?
No Money Picks desta semana — programa do portal parceiro do Seu Dinheiro, o Money Times — os jornalistas destacam quatro ações que estão no radar dos analistas e podem se beneficiar desse cenário: Cyrela (CYRE3), C&A (CEAB3), Equatorial (EQTL3) e B3 (B3SA3).
A Cyrela pode ganhar com uma eventual queda de juros diante de um governo visto como mais responsável na parte fiscal. Com atuação concentrada nos segmentos de média e alta renda, a companhia é particularmente sensível às mudanças nas expectativas para a economia e para o custo do crédito.
Não à toa, a empresa está entre as preferidas do JP Morgan no setor de construção civil. O banco não apenas recomenda a compra das ações como também colocou a Cyrela no topo de sua lista de preferência entre as construtoras.
Leia Também
Na avaliação dos analistas, o resultado eleitoral elevou as expectativas de uma possível mudança na condução da política econômica. Caso esse movimento venha acompanhado de um ajuste fiscal mais crível, os juros de longo prazo poderão recuar.
Nesse ambiente, a Cyrela reúne características que podem atrair investidores: uma operação consolidada, exposição a consumidores de maior poder aquisitivo e potencial para capturar uma retomada mais forte do mercado imobiliário.
A C&A também aparece entre as apostas para um cenário de melhora da economia brasileira, segundo o BTG Pactual. A lógica é que juros menores e uma melhora da confiança do consumidor podem favorecer o varejo, especialmente em um mercado no qual o crédito tem peso importante para as vendas.
As ações da C&A já registraram uma valorização de 35% em outubro. Ainda assim, o BTG avalia que os papéis continuam sendo negociados abaixo dos patamares históricos observados em períodos mais favoráveis para a economia.
Por isso, o banco mantém a companhia entre seus nomes preferidos para capturar uma eventual retomada da atividade econômica no Brasil.
No caso da Equatorial, o Citi manteve a recomendação de compra para as ações e elevou o preço-alvo para 2027, reforçando sua visão positiva para a companhia.
Um dos fatores por trás da avaliação é a percepção de maior previsibilidade regulatória, que tende a reduzir a incerteza para os investidores. Os analistas também destacam a capacidade da empresa de capturar ganhos de eficiência, aprimorar suas operações e gerar valor mesmo em ambientes econômicos mais desafiadores.
Outro atrativo está no perfil de suas receitas. A combinação de receitas protegidas contra a inflação e remuneração regulada sobre os investimentos realizados pode tornar a companhia interessante para investidores com horizonte de longo prazo.
Com isso, o banco considera a companhia uma das empresas mais bem posicionadas de seu segmento.
Já a B3 pode se beneficiar diretamente de um aumento do fluxo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro.
Na avaliação da Empiricus, uma retomada da atividade no mercado de capitais e a maior participação de investidores internacionais podem impulsionar os negócios da bolsa brasileira.
A tese de investimento combina três fatores: receitas consideradas resilientes, uma posição praticamente única no mercado nacional e ações negociadas a preços vistos como atrativos pela casa de análise.
Se o interesse dos estrangeiros pelo Brasil ganhar força, a B3 poderá capturar parte desse movimento por meio do aumento da atividade no mercado financeiro. Confira o episódio completo:
RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS