Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
O banco defende que essas ações podem saltar até 52% e têm um fator além dos fundamentos financeiros para recomendar a compra

O início de outubro na bolsa brasileira ficou marcado pelo rali das ações após o primeiro turno das eleições, com a vantagem do senador Flávio Bolsonaro nas urnas. Com investidores já na expectativa de uma vitória do candidato com propostas mais alinhadas ao mercado, papéis voltados à economia doméstica, ao mercado de capitais e varejo saltaram nas últimas semanas.
Esse é o caso, por exemplo, da varejista C&A (CEAB3), da instituição financeira XP (XPBR31), da construtora Cyrela (CYRE3), e das empresas de saneamento básico Copasa (CSMG3) e Equatorial (EQTL3).
Desde o pregão pós-primeiro turno, no dia 5 de outubro, essas cinco ações acumulam alta de mais de 30%, como aconteceu com a XP.
Porém, além do rali eleitoral e do bom momento para esses papéis, o BTG Pactual encontrou um outro motivo para recomendar a compra: as iniciativas de sustentabilidade, social e governança.
Essas ações fazem parte do compilado mensal realizado pelo Seu Dinheiro de portfólios de ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês). Somente a carteira do BTG teve movimentações, enquanto os portfólios da XP Investimentos, do Itaú BBA e BB Investimentos continuaram da mesma forma.
| XP Investimentos¹ | BTG Pactual² | Itaú BBA³ | BB Investimentos ⁴ |
|---|---|---|---|
| Alupar (ALUP11) | Equatorial (EQTL3) | Engie (EGIE3) | B3 (B3SA3) |
| Rede D'Or (RDOR3) | C&A (CEAB3) | CPFL (CPFE3) | SLC Agrícola (SLCE3) |
| Itaú (ITUB4) | Copasa (CSMG3) | Localiza (RENT3) | Motiva (MOTV3) |
| RD Saúde (RADL3) | Sabesp (SBSP3) | Banco do Brasil (BBAS3) | WEG (WEGE3) |
| Localiza (RENT3) | Itaú (ITUB4) | Rumo (RAIL3) | RD Saúde (RADL3) |
| Orizon (ORVR3) | XP (XPBR31) | Totvs (TOTS3) | Suzano (SUZB3) |
| Sabesp (SBSP3) | Motiva (MOTV3) | 3Tentos (TTEN3) | Vibra Energia (VBBR3) |
| Suzano (SUZB3) | Cyrela (CYRE3) | Lojas Renner (LREN3) | Taesa (TAEE11) |
| Telefônica Brasil (VIVT3) | Rede D’Or (RDOR3) | B3 (B3SA3) | Sabesp (SBSP3) |
| WEG (WEGE3) | Smart Fit (SMFT3) | Cosan (CSAN3) | Cyrela (CYRE3) |
²Carteira publicada em 15 de outubro de 2026;
³Carteira publicada em 30 de setembro de 2026;
⁴Carteira publicada em 30 de setembro de 2026.
O que há de novo nas carteiras?
C&A (CEAB3)
No caso da C&A, os analistas do BTG reforçam as melhorias na rentabilidade das lojas e a geração de caixa.
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Para o banco, a empresa tem espaço para ganhos adicionais de eficiência operacional e a ação está sendo negociada a um ponto de entrada atrativo.
Nos cálculos da equipe de análise, o papel tem preço-alvo de R$ 19, que representa espaço para crescer até 52% em relação ao fechamento desta sexta-feira (16).
Já no campo ESG, a C&A se destaca pelo uso de materiais mais amigáveis ao meio ambiente na produção das peças, com o compromisso de usar 100% de algodão mais sustentável. Outra iniciativa da varejista reforçada pelo banco é a promoção do bem-estar animal e princípios de economia circular.
Na cadeia de suprimentos, o BTG defende que a C&A trabalha para reduzir os impactos ambientais por meio de uma melhor gestão de água, resíduos e energia, menores emissões de dióxido de carbono e uso de energia renovável, além de garantir condições de trabalho seguras.
Copasa (CSMG3)
Do lado dos fundamentos financeiros, a equipe de análise ressalta principalmente os efeitos positivos na eficiência que a privatização deve gerar para a Copasa. A empresa de Minas Gerais foi privatizada no mês de junho e tem a Equatorial (EQTL3) no quadro de acionistas com uma participação de 30%.
O banco enxerga um espaço significativo para a empresa pagar dividendos expressivos que representam praticamente 100% do lucro líquido neste ano.
O potencial de valorização para a ação chega a 31,4%, considerando o preço-alvo de R$ 81.
Em relação aos princípios de ESG, o BTG enxerga o setor de saneamento por si só um agente já bastante importante.
“O setor de saneamento é provavelmente o que tem o maior potencial de gerar impacto positivo na sociedade, tanto sob a ótica ambiental quanto social. Seus benefícios vão além da redução da poluição, com efeitos diretos sobre a saúde pública, a educação e a renda das famílias, à medida que passam a ter acesso a água tratada e a serviços de esgoto” afirmam os analistas.
Outro fator destacado é que, com a privatização, a empresa deve fortalecer a governança corporativa.
Cyrela (CYRE3)
A construtora de média e alta renda é considerada uma ação bastante sensível ao humor da bolsa, mas que possui alta qualidade e se beneficia do cenário mais otimista dos mercados locais, principalmente pelas eleições.
Para os analistas, o principal destaque é que a Cyrela entregou fortes resultados operacionais “mesmo em um ambiente macro mais desafiador para o mercado imobiliário, e reconhecidamente superou seus pares e ganhou participação de mercado”.
Com a expectativa de queda de juros, a empresa pode se beneficiar significativamente, especialmente pela possível melhora nas vendas dos estoques.
O preço-alvo estabelecido pelo papel é R$ 40, possível alta de 24,2%. Além do BTG, a ação também faz parte da carteira de ESG do BB Investimentos, com preço justo de R$ 39,90, potencial de valorização de 23,9%
Para o BB Investimentos, as margens da Cyrela permanecem resilientes, a estrutura de capital da companhia é equilibrada e dá espaço para a incorporadora se manter estável enquanto o cenário de juros não volta para níveis mais atrativos.
No campo ESG, a empresa tem o Instituto Cyrela, responsável pelos investimentos sociais da companhia, que apoia projetos de educação, moradia e melhoria da qualidade de vida nas cidades em que a incorporadora está presente.
Equatorial (EQTL3)
“A Equatorial é um nome de alta qualidade e a alocadora de capital de maior destaque do setor”. É assim que os analistas do BTG definem a elétrica que pode chegar à cotação de R$ 56, com um potencial de alta de 15,6%.
Segundo a equipe de análise, a Equatorial é a principal beneficiada, dentro da cobertura de serviços básicos, de uma eventual queda da taxa Selic. Além disso, a companhia deve se destacar com melhorias regulatórias que estão no radar do setor de energia.
O que motivou a entrada da ação na carteira de ESG foi um pacote de iniciativas da Equatorial que inclui descarbonização nas operações, gestão eficiente dos recursos naturais, ações de recuperação de ecossistemas, melhoria da transparência e da governança, além do cuidado com funcionários, comunidades, fornecedores e clientes.
XP (XPBR31)
Para os analistas, a XP é uma das preferidas para capturar o otimismo da bolsa brasileira impulsionado pelas eleições. O papel tem exposição a uma recuperação do mercado de capitais e um potencial atrativo de expansão nos lucros.
“Uma maior confiança dos investidores e juros potencialmente mais baixos podem sustentar a atividade de negociação, a captação líquida e as emissões, ao mesmo tempo em que incentivam os clientes a mudar para produtos de investimento de maior rentabilidade.”
Além disso, a XP tem aprofundado o relacionamento com clientes e ampliado a participação nos investimentos dessas pessoas.
No ESG, os analistas destacam que a XP é focada na educação e inclusão financeira, diversidade e inclusão, ética e transparência, além de segurança de dados.
A ação mais recomendada
Além desses cinco papéis que foram incluídos neste mês, as carteiras possuem outras ações de destaque.
O papel mais recomendado, que aparece em três portfólios, é a Sabesp (SBSP3). A ação é recomendada pela XP, pelo BTG e BB Investimentos.
Para a XP, a empresa tem um grande potencial de crescimento a longo prazo, com diferentes oportunidades para alocar capital com retornos atrativos. O BTG também destaca o aumento dos dividendos, o monopólio natural do negócio e possíveis novos ganhos de eficiência após a privatização.
Segundo os analistas da XP, a Sabesp prioriza a proteção dos recursos naturais, conservando a água, a energia e os ecossistemas.
Conteúdo Empiricus
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