O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com spreads comprimidos travando o mercado local de títulos de dívida, a SPX afina a estratégia para preservar relação risco-retorno em fundos de crédito
O mercado de crédito atravessa um período de prêmios comprimidos em relação aos títulos públicos e poucas oportunidades óbvias. Ainda assim, a SPX vem encontrando brechas para gerar retorno em seus fundos de dívida — seja por ajustes pontuais na carteira local, seja por apostas mais ousadas no cenário internacional.
Dos R$ 58 bilhões sob gestão da SPX, cerca de R$ 8 bilhões estão alocados em fundos de crédito. Segundo a gestora, a captação deste ano se concentrou principalmente nos fundos incentivados, que contam com isenção de imposto de renda. Ainda assim, os fundos tradicionais e os de previdência também registraram captação positiva.
O grande desafio é bater o CDI, benchmark que acompanha a taxa básica de juros e hoje roda na casa de 15% ao ano.
Foi nesse contexto que a SPX detalhou suas estratégias em conversa com a Empiricus para o relatório mensal de fundos, que acompanha de perto as carteiras do SPX Seahawk e do SPX Seahawk Plus.
Dentre os principais movimentos recentes na carteira de crédito local, o relatório da Empiricus destaca a redução da posição da SPX no Banco do Brasil. A gestora diminuiu a exposição de 5% para 2% em papéis de dívida do banco.
Segundo a gestora, o corte não reflete preocupação com a saúde financeira do banco estatal, mas sim cautela em relação ao risco político. A casa prefere se antecipar a uma possível pressão vendedora do mercado caso avancem as tensões envolvendo a Lei Magnitsky, o STF e o BB.
Leia Também
Como os salários dos ministros do Supremo passam pelo Banco do Brasil, a instituição se tornou um dos alvos mais sensíveis em meio às ameaças de sanções norte-americanas contra o ministro Alexandre de Moraes.
A decisão já se mostrou acertada: os spreads — diferença de taxa entre títulos corporativos e públicos — do BB se abriram marginalmente no último mês. Na prática, isso significa queda no preço dos papéis, já que taxa e preço andam em direções opostas.
Mesmo assim, a SPX segue otimista com os fundamentos do banco. Caso a tendência de abertura dos spreads continue, a gestora afirmou à Empiricus que pode voltar a aumentar a posição.
No curto prazo, a estratégia foi diversificar em outras instituições financeiras para preservar a relação risco-retorno da carteira.
Outra estratégia do momento é a arbitragem entre títulos locais e bonds internacionais. Nessa operação, o investidor compra e vende ativos relacionados ao mesmo tempo para obter lucro com a diferença de preços.
Segundo a Empiricus, são raros os momentos em que se abrem janelas de oportunidade para operações deste tipo. Por acaso agora o mercado de crédito internacional tem se comportado de forma parecida com o brasileiro: juros altos e spreads bem comprimidos.
Para que a arbitragem funcione, o spread de um bond no exterior — já ajustado pelo câmbio — precisa ficar menor do que o de uma debênture da mesma companhia no Brasil.
O relatório afirma que a SPX avaliou três companhias recentemente e conseguiu estruturar posições em duas delas, embora os nomes não tenham sido revelados.
Se o mercado brasileiro exige criatividade, o cenário internacional abre espaço para apostas ousadas. Um dos movimentos mais diferentes da SPX foi montar uma exposição — ainda que pequena — a crédito soberano da Argentina.
A tese se apoia nas reformas do governo Javier Milei, que já produziram efeitos perceptíveis: inflação em desaceleração, crescimento econômico em recuperação e maior flexibilidade cambial.
Para a gestora, esse ambiente cria uma oportunidade rara em um ativo que, até pouco tempo atrás, era descartado pela maior parte do mercado.
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas
Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais
Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell
Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas
Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento
Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa
O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança
Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais
Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses
Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto
Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras
Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos
Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento
Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas
Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto
Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB
Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor