O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os números divulgados pela B3 mostram que o Tesouro IPCA e o Tesouro Selic concentram 75% do saldo em custódia em títulos públicos federais
O investidor brasileiro gosta de renda fixa, especialmente aquela com baixíssimo risco, que é o caso dos títulos públicos. Os dados não negam isso: em um espaço de 12 meses, o Tesouro Direto, plataforma que negocia justamente esse tipo de ativos, ganhou 500 mil novos investidores, atingindo o recorde de 3 milhões pessoas comprando títulos como IPCA+, Renda+ e Tesouro Selic.
Os números foram divulgados pela B3 nesta quinta-feira (20) e consideram também outros produtos de renda fixa (crédito privado, conta remunerada e aplicação automática), renda variável e derivativos.
Além disso, a instituição também divulgou dados da poupança, fornecidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O valor em custódia do Tesouro Direto saltou de R$ 126,8 bilhões para R$ 142,7 bilhões, alta de 13% na comparação anual.
O saldo mediano por pessoas que investem no Tesouro Direto passou de R$ 2,5 mil para R$ 1,7 mil, uma redução de 31%, o que mostra que mais pessoas entraram no produto com menor valor aportado.
Desde novembro do ano passado, os títulos públicos federais não exigem valor mínimo de investimentos. O máximo, no entanto, é de R$ 2 milhões por pessoa.
Leia Também
O Tesouro IPCA e o Tesouro Selic concentram 75% do saldo em custódia dos investidores do Tesouro Direto.
O destaque vai para o Tesouro Selic, que representa 40% dos investimentos em títulos públicos em dezembro de 2024, ante 27% em 2020.
Um novo entrante que tem chamado atenção é o Tesouro Renda+, lançado em janeiro de 2023 em parceria da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), B3 e da Secretaria de Previdência (SPrev).
O diferencial desse ativo é que ele facilita o planejamento previdenciário do investidor, assegurando uma renda extra mensal pelo período de 20 anos, após o vencimento do título.
O Renda+ fez bastante sucesso entre os brasileiros de 18 a 24 anos. Nos últimos três meses de 2024, o produto teve alta de 6% para 20% na adesão de pessoas dessa faixa etária, fechando o ano com 54,6 mil investidores.
O grupo entre 40 e 59 anos segue com a maior concentração do saldo mediano, 63% do total.
A maioria das pessoas que investe no Renda+ tem entre 25 e 39 anos — 47% do total de investidores do título.
Em relação à divisão por gênero, o Renda+ conta com 71% de homens e 29% de mulheres, com um total de 287,7 mil investidores.
A região com mais pessoas que investem no Renda+ é o Sudeste (56%), seguida por Nordeste (17%), Sul (13%), Centro-Oeste (8%) e Norte (5%).
O principal destaque em renda fixa foram os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que teve crescimento de 31% na base de investidores e alcançou a marca de 400 mil pessoas físicas.
Em 2022, eram 200 mil investidores nesse tipo de ativo. O saldo mediano se manteve estável em R$ 40 mil, enquanto o saldo total apresentou alta de 34%, atingindo R$ 92 bilhões.
Ainda na renda fixa, o crescimento do saldo em custódia em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) e RDBs (Recibos de Depósitos Bancários) foi de 23%.
O número de contas poupança foi de 586,7 milhões em 2023 para 649,3 milhões em 2024, alta de 11%, segundo dados do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os depósitos cresceram 12%, finalizando o ano em R$ 5,042 trilhões.
A maioria das contas, 538 milhões, possui valores até R$ 1.000.
O menor grupo que compõe a poupança é formado por 2 milhões de contas e cada uma delas tem mais de R$ 250 mil.
A quantidade de contas remuneradas e aplicações automáticas, relacionadas à oferta de CDBs e RDBs, registradas na B3, saltou de 75,5 milhões para 91,8 milhões de um ano para o outro.
Segundo a B3, “este aumento de 22% está relacionado ao avanço da bancarização no país, principalmente por meio dos bancos digitais e fintechs.”
A partir do saldo disponível em contas-correntes, volumes financeiros não utilizados pelos clientes são alojados em produtos financeiros, popularmente conhecidos como “caixinhas” ou “cofrinhos”.
A alocação de recursos nesses produtos pode ser voluntária ou aplicação automática, a depender da oferta da instituição financeira.
“A bancarização transformou a forma como o brasileiro lida com seus recursos e seu orçamento familiar. Essa experiência abre as portas para conceitos básicos do mundo das finanças, da rentabilização do saldo, taxa de juros, produtos financeiros e, com isso, novas alternativas de investimentos”, diz Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes, pessoa física e educação financeira da B3.
A quantidade de investidores em renda variável atingiu a marca de 5,3 milhões ao final de 2024, sendo que os homens lideram com 74%.
As mulheres avançaram dois pontos percentuais: em 2023, elas representavam 24% e agora são 26%.
Em números totais, a B3 conta com 1,4 milhão de investidoras e 3,8 milhões de investidores.
As mulheres, no entanto, começam a investir com valores maiores do que os homens. Em média, o público feminino inicia as aplicações com R$ 300, enquanto o público masculino entra na bolsa com R$ 141.
Em relação ao saldo do público feminino na B3, as mulheres que têm entre 40 e 59 anos seguem na liderança, com 42% do total. Em seguida, estão as investidoras na faixa etária a partir dos 60 anos (32%); entre 31 e 39 anos (15%); e, por fim, as de 25 a 30 anos (2%).
O Norte é a região do país que apresenta o maior crescimento no número de investidores em renda variável, com alta de 9,6% no ano.
O Nordeste aparece em segundo neste ranking com aumento de 9,1% na quantidade de pessoas que investem na B3.
Em números totais de investidores, o Sudeste segue na liderança, com 3,028 milhões, seguido por Sul (887 mil), Nordeste (716 mil), Centro-Oeste (418 mil) e Norte (209 mil).
Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida
Os casos de recuperações judiciais e extrajudiciais se avolumam a cada dia e trazem à tona o papel das agências de classificação de risco, que ficaram atrás de alguns eventos, como Raízen e Banco Master
Em evento do Bradesco BBI, executivo defendeu uma lei de falência mais pró-credor, ante tantas recuperações judiciais e extrajudiciais
O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa
Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano
É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores
Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira
Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio
Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%
O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades
Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio
Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI
Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira
A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado