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Empresas aproveitam o apetite do investidor por renda fixa e aumentam a oferta de criptoativos de dívida, registrados na blockchain; entenda os benefícios e os riscos desses novos investimentos
É criptomoeda ou é renda fixa? Seria mais fácil se desse para classificar dentro dessas caixinhas que o investidor já conhece, não é mesmo? Mas a verdade é que os tokens de renda fixa são os dois: criptoativos e renda fixa.
Mas isso não é algo ruim. Este novo investimento pode ser visto como uma versão que une o melhor dos dois mundos.
A parte criptomoeda é exclusivamente o seu registro em uma infraestrutura de criptografia, a blockchain. Na prática, tokens são recibos de posse em formato digital, ou versões digitais de ativos tradicionais.
O processo de tokenização de títulos de renda fixa envolve a emissão de um título tradicional, seguida da criação de tokens digitais, que representam frações desse título.
O token de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), por exemplo, terá uma rentabilidade prefixada, uma data de vencimento e lastro em dívidas que são os recebíveis das empresas emissoras.
O registro desses tokens de renda fixa em uma blockchain, permite que os critérios do contrato sejam autoexecutáveis, garantindo o cumprimento de termos predefinidos, como o pagamento de juros e datas de vencimento.
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Apesar de serem ativos digitais, não são como bitcoins e ethereums, que oscilam de preço (muitas vezes com intensidade) 24 horas por dia, como é característico dessa indústria. Eles guardam mais semelhanças com os ativos de renda fixa que o investidor já conhece.
No mercado tradicional, para uma empresa emitir um título de dívida, ela deve contratar uma série de intermediários para executarem as diferentes etapas da operação, como verificação da dívida, registro, elaboração do contrato, auditoria e assim por diante.
Isso gera um custo elevado de transação, sem contar o longo período até que a emissão seja disponibilizada para o público.
Para pequenas e médias empresas, essas etapas são barreiras financeiras para a captação de recursos via mercado de capitais.
“A cadeia tradicional que o mercado utiliza hoje em dia pode ser substituída em muitos aspectos por tecnologia, para diminuir os intermediários. Isso diminui muito o custo de operação e permite que mais empresas tenham acesso”, diz Fabricio Tota, diretor de novos negócios do Mercado Bitcoin.
Cálculos, conferências e registros podem ser feitos por meio de tecnologia rastreável, o que significa uma operação mais rápida e mais barata.
“A empresa gastar menos no processo, lá na ponta, significa que o retorno para o investidor será maior, porque a empresa terá mais dinheiro para oferecer como pagamento”, diz Tota.
Além disso, há mais fatores como o fracionamento dos títulos para terem preços unitários mais acessíveis, a transparência da blockchain, que permite rastreabilidade, e a autoexecução das operações de pagamento e liquidação.
Os tokens de renda fixa são acessíveis para o público geral.
Eles são disponibilizados por meio de plataformas de criptomoedas, como Mercado Bitcoin, Liqi, Mynt e outras.
O processo para investir é igual ao de um título de renda fixa normal, com a diferença de que os ativos ainda não estão disponíveis em plataformas tradicionais de investimento, apenas nas de criptoativos.
A depender do token, a rentabilidade pode variar entre 1,0% e 1,5% ao mês — um retorno que é considerado atrativo.
Bernardo Srur, diretor-presidente da ABCripto, afirma que o token de renda fixa cabe tanto em uma carteira conservadora quanto em uma carteira arrojada, pois suas características são as mesmas de uma renda fixa tradicional.
Para ele, do ponto de vista da rentabilidade, o retorno médio oferecido pelos tokens de renda fixa justificam sua alocação na carteira de investimento, no volume adequado ao perfil do investidor.
“Não existe um risco adicional por estar em uma infraestrutura de criptomoedas. O risco do ativo é o mesmo de qualquer outro ativo de crédito privado”, diz Srur.
Ou seja, o risco está associado à empresa emissora.
De modo geral, renda fixa de crédito privado já é um investimento mais arriscado do que títulos públicos, por exemplo. Pois o investidor está exposto ao risco de calote da empresa. Além disso, não há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como ocorre com os títulos bancários (CDBs, LCIs e LCAs, por exemplo).
Entretanto, em última instância, ainda se trata de uma posição em que o investidor é credor daquela empresa, portanto, tem direitos legais e poderá correr atrás de recuperar o investimento executando garantias, caso tenha problemas no recebimento.
E isso não é diferente para o investidor que se torna credor por meio de um token.
Com relação à infraestrutura blockchain, os tokens de renda fixa não apresentam oscilação de preço como as criptomoedas. Muito pelo contrário, por quase não ter negociação no mercado secundário, os preços são bastante estáveis — mas o investidor deve se atentar à recomendação de segurar o investimento até o vencimento, visto que não há liquidez para venda antecipada.
Assim, diferentemente do que ocorre com um título público ou CDB de liquidez imediata, não é possível vender ou resgatar a aplicação a qualquer momento.
Para Srur, trata-se de um mercado atrativo pela sua rentabilidade e transparência.
Na blockchain, é possível registrar no token todas as informações em relação à emissão do ativo: dados do contrato, data de liquidação, taxas, volume de emissão, garantias, pagamento de cupons. Tudo fica gravado e é rastreável.
“Com o código do token, por meio do blockchain explorer, é possível rastrear todas as informações daquela emissão. Esse tipo de transparência também é um fator de atratividade”, diz o presidente da ABCripto.
O risco associado à emissora é o maior risco dos tokens de renda fixa, segundo as fontes ouvidas pelo Seu Dinheiro.
Não apenas por se tratar de uma emissão de crédito privado, mas porque as principais emissoras são empresas de pequeno e médio porte, em busca de captações menores, entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões.
Do ponto de vista de garantias, além de os tokens não serem cobertos pelo FGC, as emissões não costumam ser avaliadas por agências de classificação de risco, como Moody’s e Fitch, como acontece com as debêntures, por exemplo.
Por isso, fica por conta da análise e investigação do investidor descobrir as credenciais das empresas emissoras.
Tota, do MB, que é uma tokenizadora com mais de US$ 107 milhões em títulos ativos, avalia que esse é um ponto a ser melhorado no investimento.
“Estamos procurando alternativas para essa avaliação de risco, pois entendemos que é algo importante para o investidor. Mas, no momento, contamos muito com o olhar técnico de assessores de investimento, e as tokenizadoras também fazem a sua parte exigindo garantias das emissoras”, diz o diretor.
Na parte regulatória, os criptoativos de renda fixa são considerados valores mobiliários pelo regulador brasileiro, que é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso significa que são ativos regulamentados e, portanto, legais.
Tanto as tokenizadoras, que emitem os tokens, quanto as emissoras, que vendem suas dívidas, devem seguir a regulamentação vigente para os investimentos desta natureza.
Srur, da ABCripto, indica um passo a passo para o investidor que está interessado neste novo mercado de renda fixa.
No primeiro momento, o diretor recomenda que o investidor estude para entender do que se trata o ativo, seu funcionamento e principais características.
“Quando sentir que entendeu o funcionamento do mercado, o passo seguinte é verificar quais empresas estão com tokens disponíveis e investigar a empresa”, diz. “Fazer o raio-x para entender a reputação, se entregou garantias, se já fez emissões antes e qual a saúde financeira.”
Passado esse segundo passo, então é o momento de investir. Porém, em pequeno volume, para ser um teste inicial que não comprometa o portfólio e nem a saúde financeira do investidor.
Caso o saldo deste investimento seja positivo lá na frente, então o investidor já estará familiarizado o suficiente para colocar mais dinheiro nessas operações no futuro.
“Não apenas para tokens de renda fixa, mas qualquer investimento. Só se investe no que se conhece e se entende”, diz Srur.
| Empresa | Ticker | Taxa (ao ano) | Vencimento |
|---|---|---|---|
| Billor | BILLOR02 | USD + 8,00% | 02/2029 |
| Jeitto | JEITTO07 | CDI + 4,00% | 02/2027 |
| Global Sites | GLBSTS01 | CDI + 2,50% | 03/2026 |
| Multiplike | MLTPLK16 | 18% | 01/2026 |
| BInvest | BINVEST04 | CDI + 3,00% | 07/2028 |
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