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Indicador mede o desempenho das LFTs e reforça a consolidação da renda fixa entre investidores; Nubank estreia primeiro produto atrelado ao índice
A renda fixa é a bola da vez. A B3 lançou hoje (16) o Índice Tesouro Selic B3 (TSLC), um “termômetro” para acompanhar o desempenho das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), também conhecidas pelo nome comercial Tesouro Selic.
O índice acompanha uma classe específica de títulos públicos, que são os atrelados à taxa Selic — ou seja, seu rendimento sobe ou desce conforme a Selic, a taxa básica de juros, muda — e emitidos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Por isso, essas LFTs são chamadas de títulos pós-fixados.
Além disso, costumam ser considerados investimentos de baixo risco, já que têm garantias do próprio governo. Na prática, isso significa que o pagamento dos rendimentos e a devolução do valor investido dependem da capacidade financeira do Estado brasileiro, considerada muito mais segura do que a de um banco ou empresa privada.
Esse é o primeiro indicador de títulos públicos criado pela B3, de modo a expandir o portfólio de índices da bolsa. Além disso, o lançamento demonstra como os investimentos em renda fixa têm ganhado mais destaque no mercado brasileiro, disse a companhia.
Para a B3, o Índice Tesouro Selic complementa a prateleira de índices de renda fixa, que já conta com 11 indicadores. Atualmente, a bolsa do Brasil conta com mais de 60 índices que englobam diferentes segmentos do mercado. Além de servir como referência para investidores, eles permitem ainda o desenvolvimento de produtos como contratos futuros e ETFs, que são fundos que acompanham índices e têm cotas negociadas em bolsa.
“A criação do Índice Tesouro Selic B3 reflete o compromisso da bolsa do Brasil em oferecer produtos que atendam às necessidades específicas do mercado financeiro brasileiro. Com esse indicador, os investidores terão uma ferramenta robusta para análise e monitoramento da dinâmica dos títulos públicos”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3, em comunicado.
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A oferta de indicadores desse tipo deve ser ampliada. “Agora estamos entrando na família de títulos públicos federais. LFT é o primeiro, mas a gente entende que vão vir outros ao longo do caminho. A gente tem um interesse em fazer toda a prateleira de índices de títulos públicos federais, sempre trazendo uma otimização dos índices, trazendo um nível de inteligência para que a gente consiga diferenciá-los do que existe no mercado”, diz Scheidt.
O novo índice da B3 é apenas um indicador. Por isso, acompanhando o movimento, a Nu Asset Management, gestora de investimentos do Nubank, também lança hoje (16) o Nu CDI Tesouro Selic B3 (NCDI11). É um novo ETF (também chamado de fundo de índice) de renda fixa. A solução permite que investidores invistam nesse novo índice, acompanhando o desempenho desses papéis ao longo do tempo.
O NCDI11 será o primeiro ETF a ter como referência o Índice Tesouro Selic B3. Com uma taxa de administração de 0,15% ao ano, o NCDI11 oferecerá alta liquidez, sendo negociado em bolsa com liquidação em D+1. Ou seja, é possível vender o título e receber o dinheiro no próximo dia útil. O ETF estará disponível para negociação na B3 a partir de 17 de outubro.
"Observamos o crescimento do mercado de ETFs no Brasil e buscamos ser um agente ativo nessa evolução, oferecendo soluções que contribuam para o desenvolvimento dos investidores e do mercado", afirma Andrés Kikuchi, diretor executivo da Nu Asset em comunicado.
A metodologia do Índice Tesouro Selic B3 (TSLC) garante que apenas os títulos mais líquidos, ou seja, ativos mais negociados e com maior velocidade para comprar e vender, e que melhor representam o mercado, façam parte desse indicador.
O índice acompanha vários títulos diferentes do Tesouro Selic. Para ponderar se um determinado título irá entrar ou não, é levado em consideração o valor de mercado e o volume médio de negociações diárias deles. A carteira do índice será reajustada a cada três meses.
Para o investidor, o índice se torna mais eficiente do que investir nos títulos separadamente, em vista da diminuição de custos e da precisão na replicação do índice.
As LFTs selecionadas para compor o Índice Tesouro Selic devem cumprir os seguintes quesitos, na data de rebalanceamento, ou seja, no dia em que o indicador for atualizado:
O peso de cada título Tesouro Selic (LFT) dentro do índice é definido por uma regra mista. Nela, 50% da relevância da LFT é baseada no valor total do mercado do título e os outros 50% são baseados na liquidez do ativo (o quão fácil é negociá-lo), que é determinado pelo volume médio de negociação.
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