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Com aquisição da renomada ‘Coleção Daros Latinamerica’, Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires dobra o tamanho do seu acervo e reforça a presença brasileira

O Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires, o Malba, vai ficar ainda maior – e mais brasileiro. Isso porque o museu argentino que abriga o Abaporu comprou a Coleção Daros Latinamerica, que reúne 1.233 obras produzidas entre 1950 e 2010 por 117 artistas latinos, e dentre eles, 19 brasileiros.
Assim, obras como a instalação Missão/Missões (Como construir catedrais), de Cildo Meireles, uma escultura Relevo Espacial, de Hélio Oiticica, e um quadro da série Planos em Superfície Modulada, de Lygia Clark, passarão a fazer parte do conjunto de obras do museu.

Com a aquisição da coleção suíça, anunciada na segunda-feira (15) pelo empresário e dono do Malba, Eduardo Constantini, o museu quase dobra o tamanho do seu acervo, com aproximadamente 2,6 mil obras, e se reafirma como um dos mais importantes da arte latino-americana moderna e contemporânea.
Com a casa mais cheia, Constantini revelou que vai expandir as instalações do Malba a partir do ano que vem, quando o museu completa 25 anos. A expectativa é que a ampliação seja concluída em 2029. Com isso, o espaço também passará a ter o dobro do seu tamanho atual, totalizando 8,3 mil metros quadrados.

O primeiro motivo já fala por si só: a oportunidade de ver ao vivo o Abaporu, obra mais emblemática de Tarsila do Amaral e principal símbolo do modernismo. Ainda que você não veja muita beleza na tela ou não ache muita graça no “homem que come”, o filósofo Walter Benjamin levantou um ponto importante ao longo de sua carreira: nenhuma reprodução substitui o impacto da presença física da obra.
Em outras palavras, diante da obra original, escala, cor e aura da arte ganham outra dimensão – experiência impossível de ser traduzida por uma tela de celular ou por uma ilustração de livro didático.
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A mesma lógica vale para as demais obras presentes no Malba, como Manifestación de Antonio Berni, Festa de São João, de Candido Portinari, Baile en Tehuantepec, de Diego Rivera, e claro, o icônico Autorretrato com Macaco, de Frida Kahlo.

O próprio edifício do museu já é uma atração à parte, envolto por vidro, aço e calcário, com espaços generosamente iluminados por luz natural.
Para quem é do time “chegou, está visto”, o passeio também vale a pena, afinal, o museu argentino fica no Palermo Chico, um dos bairros mais elegantes de Buenos Aires onde cafés, restaurantes e área verde são abundantes.
Assim, antes ou depois do passeio é possível caminhar entre os prédios elegantes e as casas históricas da Avenida Figueroa Alcorta e dar uma volta pelos Bosques de Palermo, Parque Tres de Febrero ou Rosedal (jardim das rosas).
Para quem quiser mergulhar em mais cultura, o Museo Nacional de Bellas Artes e a Biblioteca Nacional também ficam por perto.
Mas é bom se planejar: o Malba fica aberto do meio-dia às 20h todos os dias, com exceção das terças-feiras.
Malba: Av. Figueroa Alcorta, 3415
Ingressos com hora marcada (dezembro/2025):
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