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Em 31 anos de premiação, é a primeira vez que uma produção brasileira conquista estatueta; Brasil também leva título de Melhor Fotografia com o diretor paulista Adolpho Veloso

Foi dada a largada da temporada de premiações do cinema, e a corrida começou neste domingo (4), com a 31ª edição do Critics Choice Awards, um dos prêmios mais importantes da crítica da sétima arte nos Estados Unidos. E, dessa vez, o Brasil fez história: pela primeira vez, o país venceu uma categoria na premiação, conquistando a estatueta por Melhor Filme em Língua Estrangeira com O Agente Secreto.
Assim, o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura desbancou Foi Apenas um Acidente (França), A Garota Canhota (Taiwan), No Other Choice (Coreia do Sul), Sirat (Espanha) e Belén (Argentina). A conquista não só fortalece a imagem do cinema brasileiro (e nordestino) lá fora, como impulsiona a campanha de divulgação do filme até o Oscar, que acontece no dia 15 de março.
Apesar da vitória brasileira, a entrega do prêmio Melhor Filme Estrangeiro a Kleber Mendonça Filho gerou repercussão entre os convidados e nas redes sociais. Isso porque ela ocorreu no tapete vermelho, fora da cerimônia oficial, e não no palco.
Ainda que a prática seja adotada em premiações longas para otimizar o tempo da cerimônia, o gesto foi interpretado como um sinal de hierarquização entre categorias, de modo a inferiorizar as produções internacionais.
"Essa vitória faz parte de um movimento que começou em Cannes e agora temos a primeira premiação de 2026. Lamento muito que o prêmio tenha sido dado no tapete vermelho, mas enfim, foi dado. A gente está muito feliz com a repercussão internacional e no Brasil também", contou o diretor de O Agente Secreto em entrevista ao RFI.
Wagner Moura também “fez do limão uma limonada”. Ao subir ao palco ao lado do diretor Kleber Mendonça Filho para apresentar a categoria de “Melhor Filme”, o ator comentou: “Ou, como chamamos no meu país, Melhor Filme Estrangeiro”, ironizando a nomenclatura e arrancando risadas da plateia. O vencedor do título foi Uma Batalha Após a Outra, do cineasta Paul Thomas Anderson.
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Apesar de ter sido indicado em duas categorias, Wagner Moura não levou nenhuma estatueta para casa – nem mesmo diante do seu “molho” baiano, que costumam atribuir ao ator.
Ele disputava os prêmios de Melhor Ator, por O Agente Secreto, e Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, por Ladrões de Drogas (Apple TV). As categorias acabaram vencidas por Timothée Chalamet, por Marty Supreme, e Owen Cooper, pela série Adolescência, respectivamente.
Enquanto isso, foi outro brasileiro que ganhou um título inédito: o diretor paulista Adolpho Veloso, vencedor na categoria de Melhor Direção de Fotografia com a produção americana de Sonhos de Trem, da Netflix.
No próximo domingo (11), é a vez do Globo de Ouro, outra principal premiação da indústria cinematográfica. Foi nela que Fernanda Torres foi premiada no ano passado como Melhor Atriz, no longa Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.
Este ano, O Agente Secreto recebeu três indicações, também inéditas no contexto brasileiro: Melhor Filme de Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama, para Wagner Moura.
Para se ter ideia, é a primeira vez que um ator brasileiro concorre nessa categoria - tanto no Globo de Ouro quanto no Critics Choice Awards.
Embora nenhum desses prêmios seja votado pelos mesmos membros da Academia, eles funcionam como termômetros importantes da corrida ao Oscar, ajudando a impulsionar campanhas e consolidar favoritos.
Não por acaso, o Globo de Ouro acontece na véspera da abertura da votação do Oscar, o que amplia seu peso simbólico.
Na premiação do próximo domingo, Wagner Moura ainda pode sair na vantagem. Isso porque enquanto o baiano concorre na categoria de Melhor Ator em Drama, Timothée Chalamet, vencedor do prêmio de Melhor Ator no Critics Choice por Marty Supreme, concorre como Melhor Ator em Comédia ou Musical, assim como Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra.
Dessa forma, quem disputará o prêmio com o brasileiro será Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).
E não é só isso: a presença do Brasil logo no início da temporada com O Agente Secreto se mostra ainda mais robusto do que o observado no mesmo período do ano passado, quando Ainda Estou Aqui ganhou força sobretudo após o Globo de Ouro.
Wagner Moura também tem outra carta na manga ao seu dispor: ele já é reconhecido por sua carreira internacional, protagonizando produções hollywoodianas como Narcos, Sergio e Guerra Civil, da Netflix. Agora, diante da corrida ao Oscar, participa ativamente de entrevistas que despertam burburinho na mídia. O ator, por exemplo, participou do programa The Kelly Clarkson Show, e foi convidado para a tradicional mesa-redonda de atores do The Hollywood Reporter.

Mais do que quem alcançar a linha de chegada do Oscar, a trajetória da corrida já mostra o potencial do cinema brasileiro, agora pelo segundo ano consecutivo em evidência no circuito internacional.
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