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HISTÓRIA

Restos de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ressurgem do mar após 1.600 anos

O Farol de Alexandria é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, mas foi destruído há séculos em meio a uma sucessão de terremotos.

Farol de Alexandria
Projeção de como seria o Farol de Alexandria (iStock.com/MR1805) -

Depois de cerca de 1.600 anos submersos, blocos do Farol de Alexandria foram retirados do fundo do mar por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS).

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Considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, o farol foi destruído entre os anos de 956 e 1323 por uma série de terremotos. A estrutura, que segundo estimativas tinha entre 120 e 137 metros de altura, só era menor que as pirâmides do Egito e servia para orientar navios e marcar a entrada do porto da cidade. O monumento ficava na Ilha de Faros, em Alexandria.

As 22 equipes envolvidas na operação, lideradas pela direção científica da arqueóloga e arquiteta Isabelle Hairy, encontraram blocos de granito e calcário que chegam a pesar até 77 toneladas cada. A análise indica que as peças recuperadas pertenciam à entrada principal do farol.

O estudo dos blocos aponta para uma combinação de tradições egípcias com técnicas de construção gregas, o que ajuda a revelar mais detalhes sobre as influências arquitetônicas presentes na obra.

A reconstrução digital do Farol de Alexandria

Após serem retirados do mar, os blocos foram fotografados de diversos ângulos. Com o uso da fotogrametria — técnica que cria modelos tridimensionais a partir de fotografias — os pesquisadores utilizaram um software para determinar a forma exata das pedras.

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Com os dados do escaneamento, engenheiros criaram uma réplica digital em 3D do farol, que poderá ser continuamente atualizada conforme novas descobertas forem feitas.

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A simulação permite aos pesquisadores testar hipóteses sobre como os blocos eram montados e como a torre era sustentada. O modelo também ajuda a comparar diferentes cenários para entender como terremotos podem ter levado à destruição da estrutura.

Ainda assim, a reconstrução completa do farol depende da descoberta de novas peças — algumas das quais talvez nunca sejam encontradas — o que deixa dúvidas permanentes sobre partes do monumento.

Um modelo digital completo do Farol de Alexandria poderia permitir que o público visualize a escala real da construção sem expor os blocos originais a danos. A tecnologia também pode viabilizar experiências virtuais, nas quais visitantes caminham pelo farol e aprendem sobre a engenharia utilizada em sua construção.

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Para isso, no entanto, serão necessários novos mergulhos em busca de mais fragmentos, além da continuidade do trabalho de conservação realizado pelos pesquisadores.

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