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Como programas de residência por investimento evoluem em meio a restrições migratórias e à competição global por talentos e capital
Para quem está pensando em fazer as malas de vez, existe um caminho pelo qual o que depende mesmo é a conta bancária: o Golden Visa. Diferente dos programas de cidadania, que exigem laços familiares, vínculos matrimoniais ou o longo processo de naturalização, o visto de investidor dá direito à residência nos países participantes, cada qual com suas regras. O objetivo é impulsionar a economia local, criar postos de trabalho e movimentar os setores imobiliário e financeiro.
Eduardo Rigazzo, co-founder da Alpha Cidadania Europeia, explica que diferentes classes de ativos estão entre as modalidades, como títulos do governo, fundos de investimento, injeção de capital na economia local, compra de imóveis e até doações. Em contrapartida, o investidor e seus familiares obtêm o direito de residência, que pode incluir benefícios como acesso a serviços públicos, saúde, educação e, em alguns casos, a possibilidade de solicitar a cidadania.
O Golden Visa, porém, não está imune à atual onda de restrições migratórias. Espanha e Austrália, por exemplo, são países que encerraram de vez seus programas de residência por investimento. Já Portugal vetou a compra de imóveis como forma de obtenção do visto de investidor.
“A Europa enfrenta uma onda nacionalista muito forte. Em Portugal, por exemplo, veem-se outdoors de políticos dizendo que a culpa da crise é dos imigrantes. Um dos argumentos é que os estrangeiros tomam vagas de trabalho dos nativos ou inflacionam o mercado imobiliário”, reflete o advogado migratório Leonardo Leão.
Mas, enquanto parte do mundo fecha (ou tenta fechar) as portas, outros destinos procuram justamente ampliar a entrada de capital estrangeiro. “Hoje, há uma disputa mundial por atração de talentos e capitais, o que chamo de mentes brilhantes e bolsos brilhantes”, afirma Leão, citando os Emirados Árabes como um dos países mais em alta para investidores atualmente.
O benefício do Golden Visa, conta o co-founder da Alpha Cidadania, não é só a facilidade de circulação, mas também a proteção jurídica. Além disso, há maior acesso a mercados internacionais e novas oportunidades de negócio. Portanto, é fundamental entender a diferença entre residência e cidadania.
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“Cidadania é um direito vitalício e não depende de residência física; você pode ter a cidadania sem morar no país”, explica Leão, esclarecendo que o status concede passaporte, nacionalidade e direito ao voto.
A residência permanente, por outro lado, exige presença no país para ser mantida. “O Green Card, por exemplo, exige que você passe 183 dias por ano nos Estados Unidos, senão você o perde. Com a cidadania americana, você pode morar no Japão a vida inteira e continuará sendo cidadão americano”, completa o advogado.
Entre os países que oferecem o Golden Visa, estão Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Portugal e Itália. Guiados por especialistas, contamos um pouco mais do processo de cada um deles.
Os EUA seguem na liderança entre os destinos mais procurados por investidores. Em 2025, convivem o tradicional visto de investidor, o EB-5, e novas propostas discutidas no governo Trump. Para obter o Green Card via EB-5, é preciso aplicar recursos em um projeto sujeito a risco e gerar empregos.
“O processo mais viável do EB-5 hoje é investir em um centro regional”, explica Leão. “É uma relação de três entes: a imigração americana, o projeto e o investidor.”
O aporte usual é de US$ 1,5 milhão, com redução para US$ 800 mil em áreas de menor desenvolvimento. É preciso gerar dez empregos, sendo que, nos centros regionais, entram na contagem empregos indiretos.
De acordo com o advogado, o modelo também é vantajoso para os empreendedores locais. “O dono do projeto prefere pegar esse dinheiro com o investidor imigrante porque é barato e retorna cerca de 0,5% a 4% ao ano, em comparação com o banco.”
O programa é especialmente atraente para famílias que pensam no futuro acadêmico dos filhos. “O público do EB-5 é quem quer algo certo, e não quer se submeter à subjetividade de um oficial de imigração analisando currículo”, diz Leão. “Muitos fazem pensando nos filhos, para que eles façam faculdade nos EUA pagando in-state tuition, que custa um terço do valor.”
Já a proposta do Gold Card, apresentada pelo governo Trump, busca substituir o investimento empresarial por uma contribuição direta de US$ 1 milhão ao Tesouro americano. Para Leão, a medida ainda depende de discussão jurídica e pode enfrentar resistência. Isso porque a legislação atual dá peso ao mérito profissional além do patrimônio.
Ao contrário da Europa, os Emirados Árabes se destacam pela agilidade. “Minha residência lá eu fiz em cinco dias. Para comparar, um Green Card nos EUA leva pelo menos dois anos e meio”, relata Leão.
O Golden Visa dos EAU dá direito a dez anos de residência e exige um investimento imobiliário de 2 milhões de dirhams (cerca de US$ 545 mil), com possibilidade de pagamento parcelado em imóveis na planta. “Se for um imóvel na planta, você paga, por exemplo, 50% durante a obra; mas, ao assinar a compra e pagar a entrada, você já faz jus ao Golden Visa.”
A ausência de imposto de renda para pessoa física atrai muitos investidores, mas Leão ressalta que isso não torna o país um paraíso fiscal. “Os Emirados Árabes foram excluídos da lista da Receita Federal em maio deste ano, e adotaram regras rígidas de compliance. Não se consegue colocar dinheiro sem procedência lá.
Historicamente um dos destinos favoritos dos brasileiros, o Canadá seguiu a tendência global de restrição e reformulou sua porta de entrada para o capital estrangeiro. O antigo programa de Quebec, que aceitava investimento passivo garantido pelo governo, está suspenso para novas candidaturas nos moldes tradicionais. O protagonista agora é o Start-up Visa Program (SUV).
Diferente do EB-5 americano, o SUV não exige um valor fixo de aporte pessoal mínimo estipulado em lei. A regra principal é que o empreendedor consiga uma carta de apoio de uma organização designada pelo governo canadense, que pode ser um fundo de venture capital, um grupo de investidores-anjo ou uma incubadora de negócios.

“O Start-Up Visa exige que o candidato apresente um negócio inovador, receba apoio de uma organização designada e comprove nível mínimo de inglês ou francês”, diz Marilene Quintana, co-fundadora e consultora sênior de imigração da e-Visa Immigration.
Embora não exija experiência prévia de gestão, o processo tem seus desafios: os custos com organizações de suporte variam de 35 mil a 200 mil dólares canadenses e o tempo de processamento pode levar de três a dez anos.
Para investidores com experiência de direção ou como donos de empresa, as opções ficam por conta dos programas provinciais de empreendedorismo. Destaques incluem British Columbia, Alberta e New Brunswick. Nesses casos, o aporte varia entre 150 mil e 600 mil dólares canadenses e exige envolvimento direto na operação.
“A ideia é mostrar que o business vai somar à economia, criando empregos. O candidato precisa estar preparado para cumprir metas de desempenho”, afirma a consultora.
A única exceção que se assemelha ao modelo clássico de investimento passivo está justamente na província de Quebec. O programa local exige um aporte alto, de 1,2 milhão de dólares canadenses, mas com uma vantagem financeira: o governo devolve o valor integral, sem juros, após cinco anos.
“O Canadá não concede residência automática apenas por aporte financeiro; exige engajamento real e um processo rigoroso”, conclui Marilene.
Diante da pressão causada pela crise habitacional, Portugal retirou o investimento imobiliário do escopo de seu Golden Visa. “Portugal encerrou a opção de compra de imóvel para o Golden Visa recentemente, devido à crise habitacional e à inflação dos preços”, afirma Leão.

Apesar disso, o programa continua ativo, agora centrado em aportes de 500 mil euros em fundos de investimento qualificados, sem vínculo com o mercado imobiliário. A exigência de presença física é mínima, limitada a poucos dias por ano. Após cinco anos mantendo o investimento, é possível solicitar a cidadania portuguesa e, com ela, o passaporte europeu.
Leão também lembra de um contexto mais rígido. “Vale dizer que Portugal está fechando o cerco. Suspenderam recentemente o visto de procura de trabalho, inclusive para brasileiros.”
Enquanto outros destinos da região endurecem regras ligadas ao mercado imobiliário, a Itália segue outro caminho e aposta em iniciativas voltadas para a economia real e para o ambiente de inovação. O resultado é um conjunto variado de portas de entrada para quem deseja investir no país. Segundo Leonardo Leão, o processo para solicitar o visto de investidor italiano, valido por dois anos e renovável, exige cuidado com cada etapa, já que o aporte precisa seguir formatos bem definidos pela legislação local.

Ele explica que o interessado pode seguir uma rota mais tradicional, com pelo menos 2 milhões de euros aplicados em títulos do Estado, ou investir no mínimo 500 mil euros em uma empresa italiana já estabelecida. Há ainda uma alternativa que costuma chamar atenção justamente por exigir um aporte menor: o setor de tecnologia, onde é possível direcionar a partir de 250 mil euros para uma startup inovadora reconhecida pelo Decreto-Lei 179/2012.
A Itália oferece inclusive um regime fiscal interessante. Conhecido como Flat Tax, o modelo permite o pagamento de um valor anual fixo sobre rendimentos obtidos fora do território italiano, independentemente do total. A estratégia, porém, pede planejamento, sobretudo para quem considera solicitar a cidadania, já que, ao contrário de Portugal, o caminho para a naturalização na Itália costuma exigir dez anos de residência.
Seja na estabilidade dos EUA ou na tributação mais simples dos Emirados, o planejamento migratório também exige seus cuidados. “O risco é fazer com quem não tem prática ou má índole”, alerta Leão, lembrando que as consequências podem ser graves. “No EB-5, por exemplo, se o advogado te colocar em um projeto ruim que não gere os empregos, você perde o dinheiro e o Green Card. O segredo é pesquisar os antecedentes do profissional e fugir do mais barato. Exija provas sociais e casos de sucesso.”
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