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O espaço é um dos clássicos da cena artística de Paris e tem um acervo extenso de arte moderna e contemporânea

Um dos ícones arquitetônicos e culturais de Paris, especialmente se tratando de arte moderna e contemporânea, o Centre Pompidou deve fazer falta na cena artística da cidade nos próximos anos.
O museu ficará fechado até 2030, devido a uma reforma gigantesca que envolve a retirada de amianto da construção. Desde março, o espaço só tem recebido pequenas exposições temporárias. O fechamento total está marcado para setembro.
Mas enquanto algumas portas se fecham na Cidade Luz, outras se abrem aqui no Brasil.
O Centre Pompidou vai abrir uma unidade em Foz do Iguaçu, com inauguração prevista para novembro de 2027.
Em negociação desde 2022, o anúncio do projeto vem em um ano fértil para as relações diplomáticas entre os presidentes Lula e Emmanuel Macron. 2025 é, afinal, o Ano Cultural Brasil-França — uma iniciativa que propõe a “invasão” da cultura brasileira no país europeu, através de eventos, mostras e programações especiais.
Esta não será a primeira incursão do museu em terras estrangeiras.
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O Pompidou se expandiu também para Málaga (Espanha), Xangai (China), Bruxelas (Bélgica), Al-Ula (Arábia Saudita) e já anunciou também uma unidade em Seul (Coreia do Sul).
A princípio, o museu ficará durante cinco anos em Foz, na região da tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai.
Tomando como base essa questão geográfica, a proposta é que o espaço “honre a criação artística do continente sulamericano mas também as dinâmicas específicas desta zona da tríplice fronteira”, afirmou a instituição, em comunicado à imprensa.
O projeto do museu será feito pelo arquiteto paraguaio Solano Benitez, que tem como assinatura o uso de materiais sustentáveis e foi premiado na Bienal de Veneza em 2016.
Inspirando-se na unidade parisiense, o edifício terá uma praça aberta ao público, assim como um restaurante e uma loja. Dentro da instalação, o Pompidou de Foz vai contemplar não só exposições, mas também salas de espetáculos, uma biblioteca e laboratórios artísticos.
Ainda não há previsão sobre o preço dos ingressos, se é que haverá cobrança. Em Paris, o valor é de 4,50 euros (R$ 29) para acessar as mostras, mas as outras partes do museu têm visitação gratuita.
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