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Cinco endereços ao redor do mundo onde a arte e a vida de grandes mestres permanecem vivas

Na Calle Londres, Cidade do México, ainda estão telas, tinta e itens pessoais de Frida Kahlo. No Museu Casa de Cândido Portinari, no Brasil, é possível ver originais, os pincéis e instrumentos de trabalho do mestre brasileiro.
Visitar as casas onde grandes artistas viveram e criaram suas obras é um convite para entrar em um universo à parte. Ao redor do mundo, muitas dessas moradas foram transformadas em museus. Neles não estão apenas o ambiente íntimo, mas também os objetos pessoais e materiais de trabalho desses mestres.
Para quem admira nomes consagrados, trata-se de uma oportunidade rara de conhecer os lugares onde nasceram e viveram. Mas também a chance de ver a origem das ideias, esboços e pinceladas que mudaram a história da arte.
Nessa seara entram desde detalhes, como a janela ou o trono instalados por Salvador Dalí em sua casa para sua amada Gala, por exemplo. Ou ainda o espelho que Frida posicionou sobre a cama, para que pudesse pintar mesmo prostrada.
Aqui, reunimos cinco dessas casas abertas ao público. Nelas é possível mergulhar nas inspirações, na criatividade e na vida daqueles que deram rosto e alma à arte como a conhecemos.
A casa onde Frida Kahlo nasceu, cresceu e viveu com Diego Rivera destaca-se pelas paredes azul-cobalto. É o que justifica seu nome La Casa Azul e também a torna um dos museus mais icônicos da Cidade do México.
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Transformada em museu em 1958, pouco após a morte da artista, mantém praticamente intactos os cômodos da década de 1950. Obras de Frida e Rivera também estão lá, assim como objetos pessoais, mas também fotografias, arte popular mexicana e artefatos pré-hispânicos.

A visita permite conhecer o ambiente íntimo que marcou a trajetória da pintora mexicana. Por lá estão também autorretratos intensos, onde expressava sua dor, identidade e questões de gênero. Além disso, o local permite entender como Coyoacán se consolidou como um polo cultural e intelectual desde os anos 1920.
Endereço: C. Londres 247, Col. Del Carmen, Coyoacán, Cidade do México, México.
Horários: Segunda-feira: fechado. Terça-feira e de Quinta a Domingo: 10h – 18h. Quarta-feira: 11h – 18h.
Ingressos: Entrada geral: 320 pesos mexicanos. Estudantes e professores com credencial: 60 pesos mexicanos. Adultos maiores e crianças de 6 a 12 anos: 30 pesos mexicanos. Não há venda de ingressos na bilheteria, a compra deve ser feita online no site oficial: museofridakahlo.org.mx
À beira da baía de Portlligat, na Catalunha, a casa onde Salvador Dalí viveu convida o visitante a entrar no universo singular do artista. Ali ele morou, mas também trabalhou por 40 anos até o falecimento de Gala, sua companheira.
O que começou como uma cabana de pescadores foi sendo transformado ao longo de quatro décadas em um verdadeiro labirinto surrealista. Há corredores estreitos, mudanças de nível e salas cheias de objetos inusitados. Além disso o local é conhecido pelas janelas que emolduram paisagem inspiradora de tantas de suas obras.

Do ateliê, ainda repleto de pincéis, cavaletes, obras inacabadas e instrumentos de trabalho, tudo parece congelado no tempo em que Dalí e Gala viviam ali.
Transformada em museu em 1997, porém, a casa revela a fusão entre arte, vida e imaginação que fez de Dalí um dos maiores expoentes do surrealismo. Nos cômodos estão o DNA de obras icônicas, mas também pistas da personalidade excêntrica que o tornou um dos nomes mais provocativos do século 20.
Endereço: Platja de Portlligat, s/n, 17488 Cadaqués, Girona, Espanha.
Horários: Alta temporada (16/06 a 14/09): aberto todos os dias, 9h30–20h. Outras datas: aberto todos os dias ou de terça a domingo, 10h30–18h.
Fechado: 7/01 a 10/02.
Ingressos: Entrada geral: 15 euros / Estudantes, Menores de 17 anos e Maiores de 65: 12 euros.
*Recomenda-se reserva antecipada.
www.salvador-dali.org/ca/
Na charmosa vila de Giverny fica a casa onde Claude Monet, o pai do expressionismo, viveu por 43 anos. O local mantém não apenas a residência original, mas também os jardins que inspiraram algumas de suas telas mais icônicas.
Declarada monumento histórico, a casa foi reconhecida como Jardin Remarquable. O selo oficial, criado pelo Ministério da Cultura da França, reconhece jardins de excepcional interesse estético, histórico ou botânico. A propriedade permite ao visitante caminhar pelos mesmos cenários que deram vida ao impressionismo. De quebra, preserva a atmosfera intimista onde arte e natureza se encontravam no dia a dia do artista.
Aberta ao público desde 1980, a casa é, aliás, um dos destinos culturais mais visitados da Normandia, atrás apenas do Mont Saint-Michel.
Endereço: 84 rue Claude Monet, 27620 Giverny, França.
Horários: de 1º de abril a 1º de novembro, das 9h30 às 18h (Última entrada: 17h30).
Ingressos: Adultos: 12 euros. Crianças (7–17 anos) e Estudantes: 6,50 euros. Crianças (-7 anos): gratuito.
Reserva online fortemente recomendada.
claudemonetgiverny.fr
No interior de São Paulo, encontra-se a casa de Candido Portinari. Um dos mais importantes pintores brasileiros do século 20, ele ficou conhecido por obras monumentais como Guerra e Paz, painéis do Palácio da ONU, mas também por retratar em cores fortes o cotidiano, as festas e as injustiças sociais do Brasil.
Foi ali que o artista cresceu e passou temporadas já adulto. O imóvel mantém viva até hoje, porém, sua memória por meio dos murais que ele mesmo pintou nas paredes da casa. Além disso, há uma pequena capela construída na década de 40.

Tombado no final dos anos 1960 e adaptado para museu em 1970, o espaço conserva a simplicidade original. Ele ajuda, porém, a entender o impacto permanente das raízes do interior paulista sobre a obra de Portinari.
Endereço: Praça Candido Portinari, 298 Brodowski/SP.
Horário: terça a domingo das 9h às 18h.
Ingresso: A entrada é livre e ao final da visita o público é convidado a contribuir para a instituição com o valor que quiser.
www.museucasadeportinari.org.br
Em Springs, East Hampton, fica a casa onde Jackson Pollock viveu e trabalhou ao lado de Lee Krasner, também artista e sua esposa. Foi ali que Pollock, considerado um dos maiores nomes do expressionismo abstrato criou algumas de suas obras mais emblemáticas. Na pequena residência, estão algumas raízes das revoluções que promoveu na pintura com técnicas como o drip painting, por exemplo. Um detalhe é o estúdio, um espaço experimental que rompia, aliás, com a tradição da pintura de cavalete.

Hoje, a casa mantém o piso original do ateliê, ainda marcado pelas camadas de tinta, além de objetos pessoais, biblioteca e arquivos do casal, permitindo ao visitante acessar a intimidade e o processo criativo que marcaram a história da arte moderna.
Endereço: 830 Springs Fireplace Rd, East Hampton, NY 11937.
Horário: Aberto de Maio a outubro, de quinta a domingo. Horários definidos ao reservar.
Ingresso: Adultos US$ 15; crianças até 10 anos US$ 5.
Reservas antecipadas obrigatórias.
www.pkhouse.org
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