🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

CEO CONFERENCE 2025

O calcanhar de Aquiles que pode derrubar Trump e a maior economia do mundo

Kevin Warsh, antigo membro do conselho de governadores do Fed, fala dos pontos fortes e fracos do novo governo norte-americano em uma conversa com André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual

Carolina Gama
26 de fevereiro de 2025
16:50 - atualizado às 17:04
donald trump djt ações lockup
Imagem: Shutterstock

Durante a Guerra de Troia, Aquiles foi atingido por uma flecha envenenada no calcanhar — seu único ponto fraco — em uma lesão fatal. Donald Trump está longe de ser como o herói grego, mas nem por isso deixa de ter seu “calcanhar de Aquiles”. E quem conta qual é ele é Kevin Warsh, antigo membro do conselho de governadores do Federal Reserve (Fed). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Warsh esteve no Fed entre 2006 e 2011 e foi o principal elo do banco central norte-americano com Wall Street no auge da crise financeira de 2008. Ele conversou com André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, nesta quarta-feira (26) durante o segundo dia da CEO Conference Brasil 2025. 

Ele começou a participação no evento com uma polêmica: defendeu o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), comandado pelo bilionário Elon Musk — que, segundo ele, pode ajudar a combater o calcanhar de Aquiles de Trump. 

O Doge não tem caráter oficial ou eletivo. É um departamento consultivo criado pelo presidente norte-americano para auxiliar na eficiência do governo, com foco no corte de gastos federais — a missão inicial do órgão era cortar US$ 6 bilhões do orçamento

O problema para muitos cientistas políticos e legisladores norte-americanos é que o Doge é comandado por Musk, que alcançou um poder dentro do governo que nenhum cidadão comum jamais teve antes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Muitos dizem que a incursão do dono da Tesla, do X e da SpaceX no governo não apenas representa um conflito de interesse como também levanta questões jurídicas sérias, que esbarram na Constituição dos EUA. 

Leia Também

Warsh, no entanto, vê o copo do Doge meio cheio. “Não subestimemos o que o Doge pode fazer. Se o Doge conseguir um corte de US$ 1 bilhão em gastos públicos, um valor realmente ambicioso, colocaria os EUA muito mais próximo da estabilidade econômica”, disse Warsh. 

Ainda durante a campanha de Trump, Musk afirmou que poderia cortar pelo menos US$ 2 trilhões em despesas federais — uma meta elogiada por aliados, mas amplamente considerada irrealista, especialmente dada a oposição repetida dos legisladores republicanos ao corte da Previdência Social e do Medicare, o programa de saúde norte-americano. 

Só que quando assumiu o Doge, Musk precisou recalcular a rota e passou a dizer que havia uma "boa chance" de alcançar US$ 1 trilhão em cortes no orçamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Warsh, mais do que o que efetivamente Musk vai conseguir cortar em despesas do governo, é o sinal que o Doge manda que mais importa neste momento. 

“O Doge é importante como uma demonstração de compromisso do governo com a questão fiscal. O Doge é uma necessidade fiscal”, disse.

O ex-Fed não está preocupado com a questão fiscal dos EUA à toa. O déficit das contas públicas nos EUA bateu um novo recorde no último trimestre de 2024: US$ 711 bilhões de (R$ 4,45 trilhões, na cotação atual), um aumento de 39% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Também houve recorde de gastos: cerca de US$ 1,8 trilhão (R$ 11 trilhões) em três meses, 11% a mais que no mesmo período do ano anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Estou alarmado com a dívida e os gastos do governo. Manter o nível de déficit atual é promover um encontro com um choque econômico no futuro. Estamos muito próximos de um ponto em que não há retorno”, disse Warsh. 

Sobre a chance de a economia norte-americana entrar em recessão com a redução dos gastos do governo, ele foi categórico: “Não estou preocupado com o que pode acontecer se cortarmos os gastos federais em demasia. Há uma inflação gerada por gastos do governo e se cortamos esses gastos, essa inflação desacelera significativamente”. 

NINGUÉM HOJE é capaz de ALCANÇAR a ECONOMIA dos EUA. O que INVESTIDOR BRASILEIRO deve fazer?

O isolacionismo de Trump

Se, para Warsh, a questão fiscal é o calcanhar de Aquiles de Trump, para o mundo, o problema é outro: a tendência do republicano de isolar os EUA. 

Segundo ex-Fed, o que o presidente norte-americano pratica não é uma política isolacionista e sim bilateral. E há motivos para isso: o fracasso das instituições internacionais e multilaterais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A abordagem de Trump de negociar individualmente com cada país não me parece um fechamento da economia dos EUA e sim um novo jeito de negociar. Se olharmos para o FMI [Fundo Monetário Internacional] e para a OMC [Organização Mundial do Comércio] notamos que não têm o mesmo papel que há 25 anos”, disse. 

“Ou essas instituições são reformadas ou os EUA encontrarão novas maneiras de obter resultados para si. E essa será uma transição desconfortável para muita gente que alega que o governo norte-americano está destruindo instituições criadas no pós-guerra, mas esquecem que Trump herdou um mundo com guerras e no qual as instituições não funcionam”, acrescentou. 

Juros, dólar e criptomoedas

Warsh não comentou sobre a atual política monetária do Fed, mas, segundo Esteves, arrancou sorrisos dos economistas presentes no evento quando falou que a política monetária deveria estar mais apertada nos EUA

Vale lembrar que durante sua passagem pelo banco central norte-americano, Warsh foi conhecido por sua visão hawkish — ou seja, mais favorável ao aperto monetário. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O preço dos ativos mostram que a política monetária ficou meio frouxa”, disse. “Não importa o que os bancos centrais estão fazendo; precisamos apertar um pouco mais [a política monetária] para evitar problemas no futuro. 

Depois de colocar os juros no maior patamar em 23 anos, o Fed começou a cortar as taxas — atualmente na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano — conforme a inflação foi cedendo na direção da meta de 2% do BC norte-americano. 

Agora, com a reaceleração dos preços, a autoridade monetária sinaliza uma pausa no ciclo de afrouxamento ao indicar que não está com pressa para promover novos ajustes na taxa referencial. 

Além dos juros, Warsh também falou do dólar. Questionado por Esteves sobre o câmbio, ele disse que a moeda norte-americana deve continuar sendo a moeda do mundo e não vê uma ameaça vinda das criptomoedas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não concordo com moedas [digitais] grandes demais e que forcem um resgate pelo banco central; elas precisam ser lastreadas em dólar. O dólar, por sua vez, precisa continuar sendo uma fonte de valor para o mundo, como defende Trump — e isso é bom não só para os EUA, mas para os mercados em geral”, disse. 

Ele se mostrou aberto ao dólar digital e disse que vê as stablecoins criptomoedas criadas para ter um valor estável em relação a um ativo real, como o dólar, o euro ou o ouro, por exemplo — com bons olhos. 

“Temos que olhar para as stablecoins como uma forma de diversificar pagamentos; não estamos criando uma moeda nova. Defendo um sistema que possa transportar dólares para diversos países, de modo bom, que tenha valor, e que use o Fed”, afirmou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CLAUDE NOS INVESTIMENTOS

IA da Anthropic que derrubou ações mundo afora vira sentinela de riscos em carteira global de US$ 2 trilhões

26 de fevereiro de 2026 - 18:35

O Norges Bank Investment Management, responsável por gerir o fundo soberano da Noruega, revelou nesta quinta-feira (26) que está utilizando o Claude para realizar a triagem ética e reputacional de seus investimentos

QUEM TEM RAZÃO?

Nvidia contra os profetas da catástrofe da IA: para Jensen Huang, há “erro de cálculo”; UBS vê fantasma de volta aos mercados 

26 de fevereiro de 2026 - 14:39

Apesar do otimismo do executivo, o setor de software e serviços (SaaS) do S&P 500 amargava uma queda de quase 23% até quarta-feira (26)

PODE ISSO?

Governo confisca prêmio da Mega por causa de dívida, mas ganhador briga e recupera o dinheiro

25 de fevereiro de 2026 - 12:13

Apostador tinha direito ao equivalente a pouco mais de R$ 4 mil, mas governo cruzou dados, descobriu uma dívida tributária e dificultou o saque

NEM PRECISA DE BOLA DE CRISTAL

O pior da IA nas bolsas ainda está por vir: o alerta de Nassim Taleb e da Citrini Research que derrubou ações mercado afora

24 de fevereiro de 2026 - 15:01

A casa de análise pouco conhecida destacou os riscos para vários segmentos da economia global; visão risco é compartilhada pelo papa do mercado financeiro

I WANT TO BELIEVE

Como um comentário de Obama sobre ETs e a resposta de Trump deixaram a comunidade ufológica em polvorosa

23 de fevereiro de 2026 - 10:35

Donald Trump ordena divulgação de documentos oficiais sobre extraterrestres e OVNIs depois de Barack Obama afirmar que aliens existem

CORRIDA TECNOLÓGICA

A nova rota da seda é de silício: Índia caça status de superpotência da IA entre os aportes colossais das big techs 

21 de fevereiro de 2026 - 16:45

Com US$ 18 bilhões em chips e parcerias com Nvidia e Microsoft, a Índia acelera para planos para liderar a corrida da inteligência artificial

RISCO SISTÊMICO

As baratas começaram a aparecer: a próxima bolha que pode estourar nos EUA — e não é a da IA

21 de fevereiro de 2026 - 12:08

Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria já no final do ano passado

A FARMÁCIA E O CELEIRO

O contra-ataque de Lula: terras raras brasileiras viraram arma em acordo bilionário com a Índia

21 de fevereiro de 2026 - 10:45

Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados

QUEM É O REI DO JOGO?

Mirou no que viu e acertou no que não viu: como as tarifas podem embolar o meio de campo de Trump nas eleições

21 de fevereiro de 2026 - 9:23

Enquanto prepara novas tarifas, o republicano também precisa lidar com outro efeito colateral da decisão da Suprema Corte: a renovação da Câmara e do Senado norte-americano

QUEM PODE MAIS?

Trump truca a justiça com mais tarifas: como as empresas brasileiras ficam no meio do cabo de guerra

20 de fevereiro de 2026 - 17:30

Na esteira da anulação das tarifas do Dia da Libertação pela justiça norte-americana, o republicano disse que pode refazer acordos comerciais e impor novas taxas nos próximos dias

SINAL DE FUMAÇA

Mercado corre pelos juros: PIB mais fraco e inflação mais forte nos EUA podem mexer com o seu dinheiro

20 de fevereiro de 2026 - 12:11

A maior economia do mundo cresceu abaixo das projeções no quarto trimestre de 2025, enquanto o índice de preços para gastos pessoais, a medida preferida do Fed para a inflação, ficou acima do esperado em dezembro

A BÚSSOLA DO INVESTIDOR

O dólar a R$ 5,20 veio para ficar? No novo mapa do câmbio, real ganha fôlego e moedas na Ásia podem ser o novo norte

19 de fevereiro de 2026 - 19:30

Citi faz projeções para as principais moedas globais e indica qual deve ser a cotação do dólar em relação ao real no horizonte de 12 meses

PRESENTÃO

Herdeiro mais incompetente de todos os tempos é irmão do rei Charles III, perdeu título de príncipe e foi parar na cadeia no dia do próprio aniversário

19 de fevereiro de 2026 - 11:42

Ex-príncipe Andrew foi preso hoje por “má conduta” em caso envolvendo suas relações com Jeffrey Epstein; se condenado, ele corre o risco de cumprir pena de prisão perpétua.

FICOU CARO DEMAIS?

Na bolsa brasileira, chove capital. Nos EUA, o mercado enfrenta a pior seca de retornos desde 1995

19 de fevereiro de 2026 - 7:11

Enquanto o S&P 500 caiu 1% desde o início do ano, o índice que acompanha o restante da economia global (ACWX) rendeu 8% no período

O MAPA DO TESOURO

Brasil está a apenas dois passos de recuperar grau de investimento — e agência de rating diz o que falta para chegarmos lá

18 de fevereiro de 2026 - 19:15

Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista

BALDE DE ÁGUA FRIA?

Desvendando a ata do Fed: como o novo sinal sobre os juros nos EUA pode mexer com a bolsa brasileira

18 de fevereiro de 2026 - 17:31

O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente

LENDA DE WALL STREET

O mago das finanças ataca de novo: Stanley Druckenmiller troca a Argentina pelo Brasil e embolsa uma bolada

18 de fevereiro de 2026 - 16:05

O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne

O PREÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Amazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado e encara prova de fogo com gastos bilionários em IA

18 de fevereiro de 2026 - 11:55

As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos

CONTRA O FLUXO

Dólar e inflação na Argentina: o que pensa Juan Carlos De Pablo, o economista que Javier Milei ouve antes de tomar decisões

17 de fevereiro de 2026 - 17:45

Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso

PARA ANOTAR NO CADERNO

A hora da qualidade: JP Morgan ensina a maior lição para quem quer investir em ações

17 de fevereiro de 2026 - 16:15

Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar