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Após um balanço forte em 2024, montadora italiana anunciou planos para o primeiro modelo elétrico
A marca de carros de luxo mais conhecida do mundo vai ter o próprio automóvel elétrico ainda este ano.
Junto à divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2024, o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, anunciou hoje (4) que o novo modelo será revelado no dia 9 de outubro, na sede da empresa, em Maranello, na Itália.
Vigna disse que a fabricante italiana apresentará um modelo totalmente elétrico que será "único" em estilo, desempenho e experiência de condução.
"Não me perguntem nada sobre o carro elétrico. O modelo da Ferrari, nós anunciaremos de uma forma única e inovadora", disse o executivo na apresentação de resultados.
O carro elétrico será um dos seis modelos que a montadora italiana pretende lançar neste ano.
Em ocasiões anteriores, a empresa havia comunicado que utilizaria tecnologia da equipe de corrida da Ferrari para resolver a questão de economia de energia no motor movido a bateria.
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"Certamente é uma adição importante para nosso portfólio de produtos, pois, pela primeira vez em nossa história, teremos três tipos de tração: o ICE [motor de combustão interna], híbrido e elétrico", declarou Vigna.
No ano passado, os modelos híbridos representaram 51% das remessas totais da companhia, superando as expectativas do mercado.
A montadora teve um ano bem positivo, com alta expressiva dos lucros, impulsionados pelo aumento de recursos personalizados.
Esses artifícios são itens decorativos extras pelos quais os clientes pagam dezenas de milhares de euros além do preço do carro, para torná-lo ainda mais exclusivo e diferenciado.
O lançamento do supercarro F80, no valor de 3,6 milhões de euros, em outubro do ano passado, foi um sucesso considerável. Todas as unidades foram pré-reservadas por colecionadores.
Este foi o primeiro supercarro lançado pela montadora em 11 anos e é um dos modelos mais caros da história da marca.
Para 2025, a Ferrari espera que a receita líquida aumente cerca de 5%, para mais de 7 bilhões de euros.
O CEO não demonstrou preocupação sobre a possível tarifação de produtos da União Europeia, discutida por Donald Trump.
"Estamos tentando entender qual será a porcentagem e quando será a data de início... Vamos esperar [até que] isso se torne um fato”, declarou.
Vale lembrar que os carros da marca são produzidos exclusivamente na Itália.
As remessas para a China, Hong Kong e Taiwan caíram 21% em relação ao 4T23, mas as remessas globais aumentaram 2% devido à forte demanda nos Estados Unidos.
O mercado de luxo como um todo foi afetado pela desaceleração da demanda na China. Acontece que este é um mercado relativamente pequeno para a Ferrari, já que a companhia estabelece um limite de 10% dos carros para as entregas ao país.
O CEO sinalizou que o grupo pode revisar sua estratégia na China, tendo em vista a forte demanda por veículos elétricos de luxo no país.
* Com informações do Financial Times e da CNBC.
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