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Nova função do Banco Central traz comodidade, mas demanda cuidado com autorizações falsas e sites fraudulentos

Você mal terminou de configurar o Pix Automático e já começou a imaginar o alívio: adeus boletos esquecidos, adeus multas por atraso. Parece perfeito.
A nova função do sistema de pagamentos mais usado no Brasil permite que o dinheiro saia da sua conta automaticamente, como no bom e velho débito automático. Basta uma única autorização e pronto: as cobranças recorrentes ficam por conta do banco.
O problema? Os golpistas também devem ter achado a ideia genial.
Segundo o Relatório de Identidade e Fraude 2025 da Serasa Experian, o Pix já é o meio de pagamento mais utilizado em compras online por 59,6% dos consumidores, o que o torna também um dos mais visados pelos criminosos.
Entre as fraudes já vividas pelos brasileiros, a mais comum é o pagamento de boletos falsos ou transferências indevidas via Pix, mencionada por 32,8% dos entrevistados no levantamento.
E quando o assunto é medo, a preocupação com golpes no Pix só perde para o receio de vazamento de dados pessoais e uso indevido do cartão de crédito.
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O Pix Automático exige apenas uma autorização inicial, feita diretamente no aplicativo bancário, para que pagamentos recorrentes aconteçam sem interferência do usuário.
Essa facilidade, no entanto, também abre espaço para riscos. Entre os principais estão as autorizações falsas induzidas por engenharia social, o vazamento de dados pessoais, o uso de sites ou aplicativos fraudulentos que imitam canais oficiais e a dificuldade do usuário em perceber cobranças indevidas.
Marcelo Queiroz, head de inovação e projetos de prevenção a fraude na Serasa Experian, alerta que a responsabilidade pela segurança não é só do usuário. Segundo ele, as empresas também devem assumir um compromisso constante com a inovação em segurança digital.
“A cada nova tecnologia, se faz necessária uma nova maneira de educar a população”, afirmou Queiroz, em nota à imprensa.
Para utilizar o Pix Automático com segurança, a Serasa recomenda:
- Só autorizar cobranças se tiver certeza da origem e da finalidade;
- Nunca clicar em links recebidos por SMS, e-mail ou redes sociais;
- Usar apenas o app oficial do banco para aprovar transações;
- Ativar notificações em tempo real e revisar autorizações regularmente;
- Utilizar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Banco Central, caso ocorra uma cobrança indevida.
As companhias que oferecem o Pix Automático também devem fazer sua parte, seguindo as seguintes medidas de segurança:
- Implementar autenticação em múltiplos fatores;
- Educar os clientes sobre o uso seguro da ferramenta;
- Monitorar padrões de uso e identificar mudanças suspeitas;
- Utilizar inteligência artificial para detectar tentativas de fraude desde o início da jornada digital;
- Adotar verificação biométrica ou documental no momento da adesão;
- Enviar alertas e notificações sobre autorizações e cobranças;
- Promover campanhas de conscientização e revisar constantemente os limites operacionais.
Com a chegada do Pix Automático, consumidores ganham agilidade — e criminosos, novas brechas. Por isso, fique atento: a segurança digital não é opcional, é condição básica para usar a ferramenta sem sustos.
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