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Sinergia entre o TikTok Shop e o Mercado Livre pode ser benéfica do ponto de vista estratégico, mas tem desafios e riscos para a plataforma de e-commerce argentina, segundo o banco
O Mercado Livre (Nasdaq: MELI | B3: MELI34) entrou para o centro de uma discussão estratégica após a chegada do TikTok Shop na América Latina.
A plataforma de e-commerce do TikTok desembarcou no México na última quinta-feira (6) e a grande questão para analistas e investidores é se ela representa uma ameaça significativa para o Meli, já consolidado na região, ou se há espaço para colaboração e crescimento mútuo.
O TikTok Shop chegou trazendo condições altamente competitivas, oferecendo isenção de taxas por 90 dias (com limite de 100.000 pesos ou US$ 5.000) e frete gratuito temporário.
Após a fase promocional, será aplicada uma taxa de 6% sobre as vendas, já incluindo impostos – um percentual abaixo das taxas tradicionais de marketplace do país.
Grandes marcas, como a Pink Up Cosmetics, já aderiram à plataforma, sinalizando uma adoção inicial promissora. Além disso, a integração direta com o Mercado Pago e a Oxxo no checkout mostra que o TikTok está buscando parcerias locais para facilitar sua entrada.
Na visão do Santander, essa novidade pode ser um desafio para o Mercado Livre, mas também uma oportunidade.
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Em um relatório recente, o time de analistas do banco apontou que, embora a chegada do TikTok possa roubar parte do volume bruto de mercadorias (GMV, do inglês, Gross Merchandise Volume), o Meli pode transformar essa concorrência em um novo canal de monetização, aproveitando a infraestrutura de logística e pagamentos.
Os investidores já enxergam a entrada do TikTok Shop na América Latina como uma ameaça aos players consolidados do e-commerce – e, de fato, esse é um risco considerável. No entanto, a situação é mais complexa do que parece e, em alguns casos, a chegada do novo concorrente pode ser até benéfica.
No caso do Mercado Livre, os analistas do Santander enxergam que o TikTok Shop pode representar uma oportunidade estratégica.
“A infraestrutura robusta do Meli, que inclui logística, pagamentos e serviços para vendedores, o posiciona como um parceiro natural do TikTok Shop na região”, pontuam.
Nesse sentido, a grande vantagem para o Mercado Livre pode estar na logística. Isso porque o modelo de negócios do TikTok Shop depende de entregas rápidas e confiáveis para os produtos descobertos via vídeo.
Assim, ao invés de construir do zero centros de distribuição e frotas para entregas, é provável que a plataforma opte por terceirizar esses serviços, seja por meio de parcerias com operadores logísticos, ou com gigantes do comércio já estabelecidos, como o Meli.
A solução de fulfillment do Mercado Livre já oferece benefícios significativos para seus vendedores, e a extensão desse serviço para os lojistas do TikTok Shop pode criar uma nova fonte de receita para a gigante do e-commerce.
Na prática, vendedores da TikTok Shop poderiam armazenar seus produtos nos centros de distribuição do Mercado Livre e utilizar o Mercado Envios para garantir entregas ágeis aos compradores.
Esse modelo é similar ao Multi-Channel Fulfillment (MCF) da Amazon, no qual vendedores utilizam a infraestrutura logística da varejista para pedidos de diferentes marketplaces. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Amazon já oferece um serviço dedicado a lojistas da TikTok Shop.
Já no setor de pagamentos, existe uma parceria em curso. A inclusão do Mercado Pago no checkout do TikTok Shop no México vem para facilitar as transações para os consumidores locais, mas também permite ao Meli ganhar taxas sobre essas operações.
No Brasil, espera-se que o Pix também se torne uma opção, tornando a integração ainda mais atrativa.
Embora a parceria entre o Mercado Livre e o TikTok Shop faça sentido do ponto de vista estratégico, a implementação dessas sinergias tem desafios.
Um deles é que, até o momento, o Meli não oferece um serviço logístico “white-label” (sem identificação de marca) em nenhum de seus mercados, o que pode dificultar a adaptação do modelo para atender a um concorrente direto.
Além disso, a integração operacional poderia ser um ponto crítico, segundo o Santander.
“Para garantir que os pedidos da TikTok Shop fluam sem problemas pelos armazéns do Mercado Livre, seria essencial alinhar sistemas de rastreamento, gestão de devoluções e coordenação logística. Sem uma execução impecável, a parceria pode gerar mais obstáculos do que benefícios”, explicam os analistas do banco.
Outro fator estratégico que o Mercado Livre precisaria avaliar é o dilema competitivo. Ao fornecer uma solução logística para o TikTok Shop, a empresa pode estar impulsionando um concorrente emergente.
No entanto, se a ascensão da TikTok Shop em categorias como moda e beleza for inevitável, o Meli pode optar por fortalecer sua posição logística, mesmo que isso signifique perder parte do volume bruto de vendas (GMV) em seu próprio marketplace.
“Essa estratégia funcionaria como uma proteção contra a perda de participação de mercado, garantindo que, independentemente do crescimento da TikTok Shop, o Mercado Livre continue capturando valor ao fornecer serviços essenciais para o ecossistema de e-commerce”, pontua o Santander.
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