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Em evento na noite da última quinta-feira (29), a KEO World estreou a plataforma Workeo, com o objetivo de facilitar o crédito para empresas, especialmente de pequeno e médio porte
O crédito para empreendedores no Brasil acaba de ganhar mais uma alternativa fora do circuito tradicional dos bancos. A KEO World, fintech norte-americana que já movimentou mais de US$ 1 bilhão em faturamento global, estreia no país com a Workeo, uma plataforma digital que usa blockchain para agilizar pagamentos e financiamentos entre empresas.
A solução chega ao mercado em parceria com o BTG Pactual Empresas. Em um evento para marcar o lançamento da plataforma, o CEO internacional da companhia, Paolo Fidanza, diz que a ideia é democratizar o acesso ao crédito e digitalizar um setor que ainda opera de forma arcaica.
A proposta é ambiciosa: tornar o fluxo de caixa mais eficiente para fornecedores e compradores, permitindo desde o financiamento de estoque até a antecipação de recebíveis por meio de contratos inteligentes (smart contracts) — programas de computador que rodam em blockchain e executam automaticamente termos de um acordo assim que certas condições são cumpridas.
A flexibilidade também chama a atenção: a plataforma oferece crédito personalizado e adaptado ao perfil de cada cliente.
“Não é um produto de prateleira com taxa fixa para todo mundo. Cada transação é tratada de forma individualizada, conforme a dor de quem vende ou compra”, explica Tomás Guzman, responsável pelas operações no Brasil, ao Seu Dinheiro.
A plataforma promete cobrir todas as etapas dos pagamentos entre empresas — da concessão de crédito à liquidação da fatura.
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A solução permite financiamentos de até 90 dias por nota e aposta na agilidade e transparência das transações como forma de aliviar o fluxo de caixa e aumentar a eficiência operacional das companhias.
Com operações em países como México, Colômbia e EUA, a KEO já processou mais de US$ 1 bilhão em faturamento desde 2020. A escolha do Brasil como próximo passo estratégico não é por acaso.
Dados do Sebrae mostram que o acesso ao crédito sempre foi um desafio para os pequenos e médios empresários. Em 2020, no auge da pandemia, seis em cada dez empreendedores tiveram pedidos negados.
Três anos depois, mesmo com o fim da crise sanitária, o cenário não mudou muito: o dado mais recente, de julho de 2023, mostra que apenas 30% dos donos de pequenos negócios conseguiram aprovação ao solicitar crédito.
“Nossa plataforma aproxima compradores e fornecedores dentro de um ambiente seguro, automatizado e com menos atrito. É uma evolução necessária no mercado B2B”, afirma Fidanza em fala no evento.
Sobre as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que mudou as regras para operações de antecipação de recebíveis com fornecedores (conhecidas como forfait ou reverse factoring) — antes isentas — o executivo destaca em entrevista ao Seu Dinheiro:
“As empresas vão precisar de crédito com ou sem imposto e nós estamos aqui para isso”.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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