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No segundo trimestre, a petroquímica amargou um prejuízo líquido de R$ 267 milhões, revertendo o lucro de R$ 698 milhões do 1T25. Qual a visão dos analistas sobre o balanço?
O céu escureceu ainda mais para a Braskem (BRKM5). Na madrugada desta quinta-feira (7), a petroquímica entregou mais um resultado trimestral abaixo das expectativas, que já eram baixas, com direito à piora na alavancagem, queima de caixa e prejuízo.
No segundo trimestre, a companhia amargou um prejuízo líquido de R$ 267 milhões, revertendo o lucro de R$ 698 milhões do trimestre anterior. No entanto, se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma melhora de 93%.
A Braskem atribui as perdas ao menor resultado com derivativos e variações cambiais líquidas, além do impacto da demanda global, que foi prejudicada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e pela incerteza sobre tarifas.
“Essas condições impactaram os fluxos comerciais globais e afetaram as referências de preço no mercado internacional”, escreveu a companhia, em nota no balanço.
Outro ponto que pesou foi o aumento nos custos dos produtos vendidos, especialmente com matérias-primas compradas a preços mais elevados, o que causou um descompasso entre custo e preço de venda, prejudicando a rentabilidade da empresa no trimestre.
No geral, o cenário para os spreads petroquímicos — diferença entre o preço da matéria-prima e o preço dos produtos derivados — foi misto, mas acabou por contribuir negativamente para os resultados da Braskem.
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A expectativa dos analistas é que as ações sofram o peso do balanço fraco na B3 nesta sessão, adicionando ainda mais pressão aos investidores.
Logo na abertura da sessão, os papéis BRKM5 chegaram a entrar em leilão, ocupando a liderança da ponta negativa do Ibovespa. Por volta das 10h35, os ativos marcavam queda de 3,29%, cotados a R$ 8,24.
Os papéis já perderam quase metade do valor na bolsa brasileira em um ano, com uma desvalorização acumulada de 49% nos últimos 12 meses.
Se comparadas às máximas históricas, as ações da petroquímica, que já chegaram a negociar na casa dos R$ 67 em setembro de 2021, hoje operam abaixo do patamar de R$ 9 — uma desvalorização de cerca de 87%.
A receita líquida de vendas da Braskem (BRKM5) caiu 8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e 6% na comparação anual, a R$ 17,8 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente, indicador usado para mensurar a capacidade de geração de caixa operacional, desabou 68% na base trimestral e 74% frente ao 2T24, para R$ 427 milhões.
A companhia atribui o desempenho negativo à piora dos spreads nos segmentos Brasil, América do Sul e México, além dos efeitos da parada programada de manutenção no México e do efeito estoque nos segmentos.
O aumento da alavancagem também foi um ponto de preocupação no trimestre. A relação entre a dívida líquida ajustada sobre o Ebitda recorrente subiu para 10,6 vezes no 2T25, um aumento de 33% em relação ao 1T25 e de 56% em relação ao 2T24.
Segundo a Braskem, a piora na alavancagem foi reflexo do aumento da dívida líquida, que cresceu 29% ano contra ano, devido à queima de caixa recorrente no período.
Falando em caixa, a Braskem consumiu cerca de R$ 1,4 bilhão no trimestre, contra uma cifra negativa de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre e de R$ 74 milhões no mesmo intervalo de 2024.
Apesar da nova rodada de queima de dinheiro no trimestre, a petroquímica afirma que o patamar de caixa, de cerca de US$ 1,7 bilhão em junho, é suficiente para cobrir os vencimentos de dívida nos próximos 30 meses.
No geral, a leitura dos analistas sobre o balanço da Braskem (BRKM5) no segundo trimestre foi negativa.
O Citi, por exemplo, afirmou que, apesar de já esperarem um desempenho inferior, o resultado foi ainda mais fraco do que o esperado.
Segundo os analistas, a performance foi impactada pelo "cenário difícil do mercado petroquímico, principalmente devido à alta concorrência com produtos importados no mercado brasileiro, e pela paralisação da Braskem Idesa”.
“Já esperávamos um resultado inferior, mas o número mais baixo nos surpreendeu e levou o índice de alavancagem para cerca de 10 vezes, o que gera preocupações entre os investidores”, afirmaram os analistas.
Apesar disso, o Citi manteve recomendação de compra, com avaliação de alto risco, argumentando que o baixo valuation da Braskem e as expectativas de melhorias operacionais nos próximos trimestres sustentam a tese de investimento.
A XP Investimentos também reconheceu que os resultados ficaram abaixo das expectativas — que já eram baixas —, com destaque para a alavancagem indo “de mal a pior” e para o tombo no Ebitda.
“Por que tão fraco? É difícil dizer”, escreveu a corretora, em relatório.
Embora esteja mais conservadora após os resultados mais fracos do segundo trimestre, a XP destaca um lado positivo para a Braskem.
“Apesar das perdas de estoque representarem um efeito negativo no resultado, elas não são necessariamente tão ruins do ponto de vista do fluxo de caixa, dado o efeito positivo da redução das necessidades de capital de giro.”
Além disso, a XP acredita que o terceiro trimestre pode mostrar uma recuperação significativa, caso a redução do estoque se confirme.
Para os analistas, a possível aprovação do projeto de lei Presiq (Programa Especial para a Sustentabilidade da Indústria Química) seria uma “importante tábua de salvação” para a Braskem e para o setor petroquímico como um todo.
Para o BTG Pactual, o balanço do 2T25 não trouxe margem para alívio para a Braskem (BRKM5).
“Este trimestre reflete o estado atual da empresa, dependente de spreads que não mostram sinais de melhora, pelo menos não na intensidade que a Braskem precisa”, afirmou o banco.
Os analistas destacam também os ruídos em torno da petroquímica, tanto sob a ótica das responsabilidades frente ao ocorrido em Alagoas como também de uma possível mudança de controle.
“Embora desenvolvimentos regulatórios, como a renovação do REIQ ou tarifas antidumping, possam oferecer uma possível valorização, nenhum deles tem um caminho claro para aprovação. Na ausência de catalisadores de curto prazo e com as responsabilidades em Alagoas ainda não resolvidas, mantemos nossa recomendação neutra”, avaliou o BTG.
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