Lucro da Tenda (TEND3) decola mais de 4.500% e ações tombam mais de 7% na B3; veja o que está por trás do movimento
O desempenho ficou aquém das expectativas do Itaú BBA, BTG Pactual e Santander, sem consenso entre os pontos positivos e negativos dos resultados da construtora

A Tenda (TEND3) entregou um resultado impressionante no segundo trimestre deste ano (2T25): o lucro líquido da construtora cresceu 4.533% em relação ao mesmo período do ano anterior e 238% na comparação trimestral.
Apesar disso, na B3, os números não causaram entusiasmo. As ações da construtora fecharam o pregão desta sexta-feira (8) com queda de 7,45%, a R$ 21,50.
O resultado foi impulsionado por um ganho de R$ 127 milhões em contratos de Total Return Swap (TRS), o que levou o lucro líquido ajustado a R$ 77,1 milhões.
- VEJA MAIS: Onde investir em Agosto? O Seu Dinheiro conversou com analistas renomados para saber quais ações, FIIs e BDRs valem a pena agora
Na comparação anual, o lucro ainda foi expressivo, com um crescimento de 1.711%, mas, em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve uma queda de 10%.
O desempenho ficou aquém das expectativas dos analistas, e não houve consenso entre Itaú BBA, BTG Pactual e Santander sobre os pontos positivos e negativos do balanço, com o lucro líquido variando entre o esperado e bem abaixo das projeções.
O que os números da Tenda revelam
A receita líquida consolidada da Tenda também teve crescimento de 27,6% no 2T25, alcançando R$ 991,5 milhões.
Leia Também
No entanto, a margem bruta foi de 29,8%, o que representou uma queda de 158 pontos-base em relação ao trimestre anterior, impactada negativamente pela operação Alea e, em menor grau, pelo programa “Pode Entrar” na divisão Tenda.
O Ebitda ajustado foi de R$ 151,4 milhões, com um crescimento de 22% em comparação com o 1T25. No entanto, a margem Ebitda caiu 8 pontos percentuais, para 15,3%.
As vendas líquidas e os lançamentos também apresentaram crescimento no trimestre: vendas de R$ 1,2 bilhão (alta de 17,4% ano a ano) e lançamentos de R$ 1,1 bilhão (aumento de 18,1%).
No entanto, o fluxo de caixa apresentou uma queima de R$ 179,8 milhões, impactado negativamente por um efeito pontual de R$ 115,3 milhões relacionado à liquidação de um swap de ações, mas parcialmente compensado por um ganho em caixa na mesma operação.
Previsões e ajustes para 2025
A Tenda aproveitou o balanço para revisar suas projeções para 2025.
Para sua marca homônima, a construtora elevou a previsão de margem bruta ajustada para entre 36% e 37% (anteriormente entre 34% e 36%), e a expectativa de vendas líquidas foi ajustada para entre R$ 4,1 bilhões e R$ 4,3 bilhões (antes de R$ 3,8 bilhões a R$ 4 bilhões).
Por outro lado, a divisão Alea viu sua projeção de margem bruta ajustada reduzida para entre 6% e 10% (antes entre 20% e 24%). As projeções de vendas líquidas para a Alea foram mantidas.
Apesar das mudanças segmentadas, a Tenda optou por unificar sua previsão de lucro líquido consolidado para um intervalo entre R$ 360 milhões e R$ 400 milhões, mantendo a expectativa de “efeito líquido zero” para 2025, segundo o BTG Pactual.
O veredito dos bancos
O consenso entre Itaú BBA, Santander e BTG Pactual é que houve impacto da operação Alea nas margens brutas da construtora, além de aumento das despesas gerais e administrativas (G&A).
A partir disso, os bancos apresentaram perspectivas divergentes sobre o desempenho geral da construtora no 2T25 e as implicações da nova projeção para o lucro líquido e as margens.
O Itaú BBA considerou os resultados "ligeiramente negativos", com o lucro líquido 23% abaixo das suas expectativas. A revisão já era "antecipada" pelo mercado, segundo o banco, e investidores otimistas deveriam focar nos resultados da operação Tenda.
Já o Santander classificou os resultados como "mais fracos que o esperado", com o lucro líquido 15% abaixo das suas estimativas. Apesar de reconhecer a revisão positiva para a marca Tenda, o banco apontou que suas estimativas ainda estão acima do novo guidance para o lucro líquido consolidado.
- E MAIS: Calendário de resultados da próxima semana inclui Itaúsa (ITSA4), JBS (JBSS3), BRF (BRFS3) e outras empresas; acompanhe a cobertura completa de balanços
Por fim, o BTG viu os "resultados do 2T25 em linha" com suas projeções, mas destacou riscos de alta para suas estimativas de lucro por ação (EPS) em 2026, devido à revisão das projeções de vendas e margens para Tenda em 2025.
Mesmo com esse cenário, o Santander manteve a recomendação “outperform”, equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 27 para dezembro, o que representa um upside de 25% em relação ao fechamento de hoje.
O BTG também reiterou a recomendação de compra, fixando o preço-alvo de R$ 22 para 12 meses, o que representa uma valorização estimada de 2%.
RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO