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Empresa mostrou os planos para o futuro no JBS Day na última quarta-feira (25), e BTG gostou do que viu
“Não tem nada que você não possa ser em Nova York”. A música de Alicia Keys parece ser a trilha sonora que encoraja a JBS (JBSS32) depois da mudança para Wall Street.
A empresa está otimista com as perspectivas para suas ações e, durante o evento JBS Day, realizado na última quarta-feira (25) em Nova York, compartilhou seus principais planos para o futuro.
A companhia pretende se consolidar como uma ação focada em dividendos, além de realizar investimentos significativos para expandir suas operações. Isso inclui tanto a melhoria interna das operações quanto a realização de fusões e aquisições estratégicas.
A empresa dos irmãos Batista também falou sobre as expectativas de as ações passarem a ser negociadas a múltiplos maiores com a mudança para os EUA, dado que agora estão no mesmo ringue que outros gigantes do setor.
Isso amplia o acesso a uma base maior de investidores e aumenta a visibilidade da JBS entre players globais — o que facilita comparações com pares internacionais —, além de melhorar a flexibilidade para utilizar ações como fonte de financiamento, inclusive por meio de eventuais emissões de capital.
A companhia planeja manter uma distribuição mínima de dividendos de cerca de US$ 1 bilhão por ano — desde que sua relação de alavancagem líquida permaneça dentro de uma "zona de segurança" entre duas e três vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação). Atualmente esse indicador está em duas vezes.
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Segundo analistas do BTG presentes no evento, isso implica um rendimento anual de 6% em dividendos, com base no valor atual das ações.
Esse movimento faz parte da estratégia da empresa de se consolidar como uma "ação de dividendos", como destacou o CFO, Guilherme Cavalcanti, durante o encontro de ontem.
Além disso, a JBS também falou que planeja intensificar ainda mais seu capex (investimentos): com a previsão de investir entre US$ 1 bilhão e US$ 1,2 bilhão por ano em despesas de capital orgânicas. Ou seja, investimentos feitos pela empresa em sua própria expansão ou melhoria das operações existentes, sem envolver aquisições de outras empresas.
Adicionalmente, outros US$ 1 bilhão a US$ 1,2 bilhão serão destinados para fusões e aquisições nos próximos cinco anos. A expectativa é crescer de 4% a 6% ao ano nos próximos seis anos.
A companhia também vislumbra um aumento no Ebitda, especialmente devido ao foco em segmentos de maior margem — como alimentos preparados, além de frango, salmão e ovos.
Para o futuro próximo, a empresa espera continuar sua trajetória de crescimento com base tanto em estratégias orgânicas quanto inorgânicas, com a expectativa de um retorno sobre capital investido (ROIC) de até 20%. Essa métrica indica a rentabilidade de uma empresa em relação ao capital investido nela.
Outra estimativa da companhia mostra que, em cinco anos, o valor de mercado da JBS poderá atingir entre US$ 75 bilhões a US$ 80 bilhões, em relação ao valor estimado atualmente, que é de US$ 31,5 bilhões.
As ações estão atualmente sendo negociadas a um múltiplo de 4,8 vezes EV/Ebitda, uma métrica financeira que avalia o valor de uma empresa em relação ao seu lucro operacional. Segundo a companhia, esse múltiplo pode alcançar até 8,4 vezes.
Esse aumento seria impulsionado pela reclassificação de ativos e estratégias de crescimento, como aquisições e expansão da operação.
Isso porque um dos grandes focos da empresa ao mudar o endereço das ações para NY foi reduzir o desconto de valuation em relação às gigantes do setor e conquistar maior visibilidade entre investidores internacionais.
Agora, a empresa dos irmãos Batista entrou no mesmo ringue que nomes de peso do mercado global. Entre eles estão a Tyson Foods, referência norte-americana em proteínas e alimentos processados, e a PPC (Pilgrim’s Pride Corporation) — que, apesar de competir diretamente, é controlada pela própria JBS.
Em outras palavras, a JBS é negociada com desconto em relação aos seus pares internacionais. Com a mudança, a expectativa é que as ações se valorizem, em um movimento chamado tecnicamente de re-rating ou reprecificação.
Na visão dos analistas do BTG Pactual, é hora de comprar os papéis, que agora se apoiam na tese de reprecificação, como explicado acima. Essa reavaliação de mercado é vista como um processo de médio prazo, mas com grande potencial de valorização no setor de proteínas.
“Para os investidores, isso significa uma oportunidade única de investir na maior e mais diversificada empresa de alimentos do mundo, com uma trajetória de crescimento sólido e estratégias claras de expansão para os próximos anos”, dizem os analistas em relatório.
Na visão deles, a JBS, construída com base em uma estratégia de fusões e aquisições agressiva, sempre combinando dívida e capital próprio, agora caminha para um novo patamar.
Com a entrada nos Estados Unidos, a JBS não só planeja aumentar seu número de aquisições, mas também expandir suas operações a uma escala global ainda maior.
A introdução de diferentes classes de ações e uma estrutura de capital mais flexível proporcionarão à empresa recursos sem precedentes para atingir esses objetivos.
“Se o futuro de JBS nas bolsas de valores for tão promissor quanto seu passado, o mercado pode esperar grandes conquistas da gigante do setor alimentício nos próximos anos”, afirma o relatório.
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