Fortuna de Musk encolhe US$ 12 bilhões com queda das ações da Tesla (TSLA34) após balanço
Fim dos incentivos fiscais para compra de veículos elétricos tira valor da montadora, afasta investidores e acende alerta para o futuro da companhia

O corte de impostos chegou com tudo e atingiu Elon Musk em cheio.
Antes mesmo da abertura dos mercados nesta quinta-feira (24), o homem mais rico do mundo viu sua fortuna encolher US$ 12 bilhões (R$ 66,2 bilhões) com a queda de 8% das ações da Tesla (TSLA34), negociadas a US$ 303,00.
O tombo aconteceu após a divulgação dos resultados do segundo trimestre e da fala do próprio Musk, que admitiu que a montadora deve enfrentar “alguns trimestres difíceis” pela frente.
O motivo? Donald Trump.
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O novo obstáculo da Tesla
O principal baque veio de Washington, através do pacote de políticas do presidente norte-americano, chamado de “One Big Beautiful Bill”, que prevê o fim dos créditos fiscais de US$ 7.500 (cerca de (R$ 41,4 mil) para a compra ou leasing de veículos elétricos a partir de 30 de setembro.
A medida afeta diretamente a Tesla e seus concorrentes.
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Para a empresa de Musk, a conta chegou rápido. Além da maior queda de receita trimestral em mais de dez anos, a Tesla também perdeu US$ 600 milhões em créditos regulatórios automotivos.
Como consequência, a participação de 12% de Musk na companhia foi de US$ 136,3 bilhões para US$ 124,1 bilhões — uma perda de US$ 12,2 bilhões (R$ 67,4 bilhões) em um único pregão.
Apesar do recuo, o bilionário tentou acalmar os investidores, afirmando que “ficaria surpreso se os números da Tesla não forem muito atraentes até o fim do ano que vem”.
O futuro ainda é promissor?
A Tesla segue com planos ambiciosos e aposta no transporte autônomo como a próxima virada de chave.
No entanto, a retirada dos incentivos fiscais muda a lógica de crescimento acelerado que sustentou parte da valorização da empresa nos últimos anos.
Segundo Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, a empresa ainda carrega um grande potencial, especialmente com os avanços em robotáxis, IA e automação, mas o momento pede cautela.
“Apesar das apostas de Musk no futuro, boa parte do financiamento dessas iniciativas ainda depende do desempenho do negócio tradicional, e ele está sob pressão. Com margens, fluxo de caixa e vendas em queda, fica difícil justificar a ação negociando acima de 100 vezes os lucros projetados”, afirmou Pacheco.
Por enquanto, Elon Musk segue no topo do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 414,9 bilhões (R$ 2,3 trilhões), segundo levantamento da Forbes.
Mas como o próprio bilionário disse, alguns trimestres difíceis estão no caminho. E o mercado, desta vez, parece estar levando a sério.
*Com informações da Forbes
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