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Companhia aérea avança no processo do Chapter 11 com apoio financeiro e mira retomada das operações com menos dívidas; ações avançam na bolsa brasileira
A Gol Linhas Aéreas (GOLL4) anunciou nesta quinta-feira (1) que fechou um acordo preliminar com um grupo de credores, que se comprometeu a investir US$ 125 milhões em notas de financiamento de saída da empresa.
Esse é um passo importante para sua saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) ainda em 2025.
Esses títulos fazem parte de um pacote total de US$ 1,9 bilhão previsto para financiar a reestruturação da companhia, que entrou com pedido de proteção judicial no início do ano passado para reorganizar suas finanças.
A ação da Gol está entre os maiores ganhos do Ibovespa nesta sexta-feira (2). Por volta das 10h40 (horário de Brasília), os papéis estavam sendo negociados a R$ 1,32, com uma alta de 7,32%.
Na prática, esse avanço significa que a Gol está mais próxima de encerrar o Chapter 11, processo típico nos EUA que permite que empresas reorganizem suas finanças com proteção judicial. No caso da Gol, o processo foi iniciado após um período difícil de caixa, agravado pela alta do dólar e pelo custo dos combustíveis.
O acordo prevê, entre outros pontos:
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O novo acordo envolve o Grupo Ad Hoc, que detém 8% das Senior Secured Notes 2026 - títulos emitidos pela Gol Finance em Luxemburgo. Para viabilizar o avanço, os grupos Castlelake e Elliott Investment Management aceitaram ajustar os termos do compromisso de subscrição já existente no valor de US$ 1,25 bilhão.
Com isso, a Gol já assegura, até agora, pelo menos US$ 1,375 bilhão em compromissos de financiamento de saída. Segundo a aérea, a parceria com os credores demonstra confiança na recuperação da empresa e reforça o compromisso de manter voos, empregos e investimentos no Brasil.
Com o acordo em mãos, a Gol deve apresentar, nas próximas semanas, uma versão revisada do plano de reestruturação à Justiça dos EUA. Se aprovado, esse plano permitirá à companhia sair oficialmente da recuperação judicial — o que pode acontecer ainda no primeiro semestre de 2025.
De acordo com os termos do plano, está prevista uma redução significativa da dívida da companhia, com a conversão ou extinção de até US$ 1,7 bilhão em dívidas financeiras pré-Chapter 11 e cerca de US$ 850 milhões em outras obrigações.
A expectativa agora é que a empresa consiga não só equilibrar suas contas, mas também se fortalecer no competitivo mercado aéreo latino-americano.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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