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Seu Dinheiro conversou com Luiz Mauricio Garcia, CFO da Tenda, sobre Minha Casa Minha Vida, cenário macro, avenidas de crescimento para a empresa, Alea e mais; confira
Se você é de São Paulo, provavelmente já se pegou pensando: “caramba, essa cidade virou um canteiro de obras”. E é bem capaz de ouvir o mesmo comentário em outros grandes centros urbanos do país.
Não é exagero. Mas enquanto o barulho do martelete irrita alguns, soa como música aos ouvidos das construtoras — que festejam na bolsa, com recomendações de compra por parte de analistas. O Índice Imobiliário da B3 (IMOB) já sobe mais de 42% este ano, versus um avanço de 14% do Ibovespa.
E uma das empresas que mais tem curtido o momento é a Tenda (TEND3), cujas ações disparam mais de 90% desde janeiro, negociadas a R$ 23,58 no fechamento da última terça-feira (3).
Embora distantes do pico histórico — de R$ 40,33, alcançado em fevereiro de 2020 —, as ações estão ainda mais longe do menor valor já registrado, de R$ 3,60, em junho de 2022, quando a empresa enfrentou uma crise severa.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Luiz Mauricio Garcia, CFO da companhia, celebra o bom momento para o setor e destaca os resultados fortes da construtora diante desse cenário.
Ele reconhece a criação da faixa 4 como um avanço para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mas ressalta que, enquanto essa expansão é o grande destaque para outras construtoras expostas ao programa, a “novidade” para a Tenda — conhecida por atuar nas faixas 1 e 2 — é a faixa 3.
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Na conversa, Garcia também falou sobre a Alea, braço da empresa especializado em construção de casas pré-fabricadas. Além disso, comentou sobre a concorrência pesada em grandes centros urbanos, o funding para o MCMV, as principais avenidas de crescimento para a companhia hoje e mais.
Veja a seguir os principais pontos da conversa do Seu Dinheiro com o executivo.
Garcia destaca que, após anos focada apenas nas faixas de menor renda do programa habitacional, a Tenda vem ampliando sua atuação para ganhar competitividade. A estratégia é ganhar espaço na faixa 3, que abrange rendas entre R$ 4,7 mil e R$ 8,6 mil, para poder ajustar o foco da companhia em diferentes momentos de mercado.
“Até um ano atrás, a faixa 3 representava apenas 10% das nossas vendas. Hoje, essa participação já chegou a 17% — um crescimento de 70% em apenas 12 meses. A tendência é que esse número se aproxime de um terço do total. Nosso grande objetivo é ter flexibilidade para navegar entre as faixas”, afirma.
Até porque a questão do funding (financiamento) do programa é sempre algo no radar da empresa, tendo em vista que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) — principal fonte para o MCMV — está sempre na mira dos governos em busca de popularidade.
No caso do governo Lula, a medida em questão é o Crédito do Trabalhador, que permite a profissionais do setor privado acessarem empréstimos mais baratos com garantia do fundo. Já na administração de Jair Bolsonaro foi implementado o saque-aniversário. O governo de Michel Temer também já teve iniciativas nesse sentido, quando liberou saques das contas inativas.
O CFO ainda acredita que o FGTS continuará sendo uma fonte sustentável de recursos nos próximos anos, mas ressalta que não há funding suficiente para expandir ainda mais. É preciso explorar alternativas, como foi o caso do Fundo Social, que utiliza os recursos do pré-sal para o MCMV.
Para Garcia, é justamente essa a importância de ter flexibilidade de atuação entre as faixas.
“Nossa expectativa é que, em um cenário de possível escassez de recursos — e não estou falando deste ano, nem do próximo, mas a longo prazo —, é natural que o governo priorize o direcionamento do FGTS para as famílias de menor renda. Com isso, a principal dúvida será a sustentabilidade da faixa 4 do programa, especialmente no longo prazo”, ressalta.
Quando questionado sobre o principal desafio no cenário macroeconômico brasileiro atual, o executivo não menciona a inflação nem a trajetória dos juros, mas sim a mão de obra.
Cabe lembrar que, diferente da lógica de outros setores, na construção civil as empresas ligadas ao MCMV — ou seja, mais expostas à população de baixa renda — são as mais resilientes em momentos de juros elevados, visto que o programa ‘trava’ as taxas.
Garcia explica que a construção civil costumava ter uma grande capacidade de atrair colaboradores, mas as coisas mudaram de uns anos para cá: hoje, com maior acesso à qualificação e diversas opções para quem não tem ensino superior, é cada vez mais difícil angariar novos funcionários.
“Fora que o país tem o fator demográfico: a população jovem está encolhendo. Por isso, a Tenda tem focado cada vez mais em uma abordagem industrial. A Alea nasceu dessa ideia”, diz. A empresa foi criada em 2021.
O braço de construção de casas tem foco em residências pré-fabricadas, com mais da metade da produção sendo realizada diretamente na fábrica. A empresa atua em cidades menores e é particularmente afetada pela questão da mão de obra.
No primeiro trimestre de 2025, esse problema apareceu nos resultados da Alea, que apresentaram margem bruta mais fraca, de acordo com o Santander, impactadas pela falta de experiência da mão de obra com wood frame — método de construção empregado pela empresa que utiliza a madeira como principal material estrutural.
“Operar em cidades pequenas é mais difícil do que a gente imaginava. É complicado trazer mão de obra. Tem poucas pessoas, nem todos aceitam se deslocar ou ficar em alojamentos, por exemplo. Como solução, o que nós fizemos foi restringir a dispersão”, explica.
O objetivo é trabalhar em áreas que facilitem a mudança de uma cidade para outra, com distâncias menores. Isso permite que o trabalhador possa se deslocar diariamente ou, caso precise ficar alojado, ainda esteja perto de sua cidade de residência principal.
“Assim, o trabalhador conclui um projeto na cidade X e segue para a cidade Y, com distâncias menores que viabilizam o deslocamento diário, por exemplo”.
Garcia também diz que a companhia determinou um tamanho mínimo para cidades em que atua: “Hoje, dificilmente a gente consegue atuar em uma cidade com menos de 50 mil habitantes”.
Apesar dos desafios, a Alea superou sua principal preocupação até o último trimestre de 2024, que era a performance e as vendas. Com o aumento das vendas mensais de 146 para 315 unidades no primeiro trimestre de 2025, o foco agora é na eficiência e no ganho de escala.
De cidades menores para a maior do Brasil, São Paulo. A Tenda enfrenta um desafio: reduzir a distância em relação a concorrentes como Cury (CURY3) e Plano&Plano (PLPL3), que têm registrado um crescimento mais acelerado na capital paulista.
Isso porque a construção em alvenaria se provou vencedora por aqui, uma forma diferente de operar em relação à Tenda, que utiliza o concreto em fôrmas de alumínio como principal método construtivo em seus empreendimentos.
Por isso, o CFO destaca que o foco da companhia agora são regiões onde a competição não é tão forte: “Temos crescido muito no Nordeste, por exemplo”. Ele ainda acrescenta que a companhia está presente em 10 regiões metropolitanas com a mesma régua de aprovação de projetos.
“Ou seja, a nossa viabilidade financeira é igual nas 10 regiões. Essa uniformidade na aprovação de projetos é crucial para a estratégia da construtora, pois ela permite um crescimento equilibrado nas diferentes localidades. A gente não tem nenhuma região encolhendo, mas naturalmente algumas regiões crescem mais que outras”.
Garcia salienta que não dá para ter viabilidade no país inteiro, então a empresa prefere focar onde há um bom potencial com menores obstáculos. “Isso é reflexo da viabilidade e do custo, que variam conforme a disponibilidade de mão de obra e outros fatores locais".
Sobre as avenidas de crescimento para o futuro, o CFO da Tenda fala sobre duas frentes: “É crescer mais onde o ambiente competitivo é mais favorável e seguir crescendo no segmento de casas com a Alea”.
Sobre os dividendos, o executivo destaca que a intenção é pagar proventos extraordinários até o final do ano à medida em que a empresa caminha para uma posição de dívida líquida zerada.
Após anos sem distribuições de dividendos, a Tenda anunciou, em dezembro de 2024, o pagamento de dividendos intercalares no montante de R$ 21 milhões, equivalente a 0,170623296 para cada ação ordinária. Os acionistas com base acionária em 6 de dezembro de 2024 receberão o valor na conta no dia 2 de julho de 2025.
Para o acionista, Garcia manda um recado: “É hora de aproveitar esse momento favorável para o segmento de habitação popular no Brasil”. A ação da Tenda tem recomendação de compra de Santander, BTG Pactual, JP Morgan, Safra, Itaú BBA, Citi e XP.
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