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O ministro da Fazenda também opinou sobre a justificativa política para a taxa de 50% contra os produtos brasileiros importados pelos EUA

Até a última sexta-feira (18), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, parecia otimista em relação às negociações sobre a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros por Donald Trump. “Nem trabalho com a hipótese de não resolver o tarifaço”, chegou a afirmar o ministro.
Mas parece que a esperança começou a minguar. Nesta segunda-feira (21), Haddad declarou, em entrevista à Rádio CBN, que “é possível, sim, chegarmos em agosto sem resposta dos EUA”.
Apesar disso, ressaltou que está buscando medidas para fazer frente ao impacto da taxa, que está prevista para entrar em vigor no prazo de 10 dias. “O Brasil não vai sair da mesa de negociação, é determinação de Lula”, afirmou Haddad.
O ministro também declarou que o Executivo tem estudado diferentes cenários e que mandou outra carta ao governo norte-americano sobre as negociações.
Segundo Haddad, o Brasil vai continuar insistindo porque “não há razão para as tarifas”.
Apesar de, inicialmente, Trump ter usado déficit comercial como justificativa para as tarifas impostas aos parceiros globais, a taxa de 50% para o Brasil parece ter tido outra motivação.
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O presidente dos EUA indicou, em carta enviada a Jair Bolsonaro, que o imposto foi motivado por questões políticas, principalmente pelo julgamento do ex-presidente do Brasil por tentativa de golpe de Estado, em 2022.
Em entrevista, o ministro da Fazenda indicou que parte da extrema-direita nacional está “se colocando contra os interesses nacionais”, um argumento reforçado pelo governo.
“Tem uma família específica no Brasil que está concorrendo contra os interesses nacionais”, afirmou.
Haddad também defendeu o argumento da “unidade e do interesse nacional” no enfrentamento da crise e reforçou que o Brasil havia feito mais de dez reuniões com autoridades norte-americanas neste ano.
O ministro afirmou ainda que, antes da tarifa de 50%, os EUA estavam “abertos ao diálogo”. Ele também lembrou que há “penalidades extremamente graves” para diversos países, incluindo o Canadá, parceiro histórico dos EUA.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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