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Representantes das redes brasileiras de cinema chegaram a criticar a venda da Warner para gigantes do streaming
Ainda não se sabe se a Warner será vendida à Netflix ou à Paramount. Mas é certo que, se a produtora de filmes e séries acabar nas mãos de um grupo de streaming, vai colocar ainda mais pressão sobre o modelo de negócio já combalido das redes de cinema ao redor do mundo, incluindo no Brasil.
Há chance até mesmo de a venda resvalar na indústria de shopping centers por aqui, uma vez que os cinemas ainda cumprem um papel relevante na atração das pessoas para os 'rolezinhos' nos centros de compras.
A Netflix comunicou na sexta-feira, 5, a proposta de compra da Warner, abrangendo os estúdios de produção audiovisual, a HBO e o serviço de streaming HBO Max, deixando de fora os canais de TV pagos. Por sua vez, a Paramount surpreendeu na segunda-feira, 8, colocando na mesa uma proposta não solicitada para levar a Warner inteira.
Ainda na sexta, os representantes das redes brasileiras de cinema criticaram a transação que parecia ter a Netflix como vencedora. A manifestação foi feita pela Associação das Empresas Operadoras de Multiplex (Abraplex) e pela Federação das Empresas Cinematográficas (Feneec).
"A possível aquisição da Warner (...) é mais um passo em um processo acelerado de consolidação global que concentra poder de decisão em poucas plataformas", afirmaram, em nota. "Quando empresas desse porte passam a controlar diferentes etapas da cadeia, elas passam também a definir sozinhas o ritmo de lançamento e a duração comercial das obras".
Os donos de cinemas temem perda de bilheteira, prevendo que a junção das gigantes de mídia dos EUA vai direcionar cada vez mais a produção de obras audiovisuais para o streaming, enfraquecendo a safra de filmes nas salas, abrindo 'buracos' na programação.
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Outro ponto sensível é o tempo de exibição dos filmes nas salas. Com a Warner nas mãos de Netflix ou Paramount, há boa chance de se diminuir ainda mais o intervalo para as obras migrarem das telonas para as plataformas online, enfraquecendo o apelo dos cinemas.
Segundo as associações, 60% do público no Brasil não frequenta as salas e dizem preferir esperar pelos filmes no streaming, o que evidencia a pressão sobre o modelo de negócios do cinema convencional.
A Abraplex e Feneec defendem uma regulamentação que estabeleça janela mínima de nove semanas (63 dias) como intervalo entre a estreia de um filme nas salas e a sua chegada às plataformas.
Hoje, o intervalo médio é de 45 dias. Já na época de ouro do vídeo analógico, chegou a ser de 120 dias.
Procuradas para mais explicações, as associações não concederam entrevista.
Em 2023, o lançamento de Barbie, pela Warner, gerou a maior bilheteria da história para o estúdio e atraiu multidões para os cinemas. O filme ajudou, inclusive, a mexer no ponteiro de visitas e vendas nos shoppings, conforme relataram na época Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTI11).
O sócio-diretor da consultoria Gouvêa Malls, Luiz Alberto Marinho, acredita que a venda da Warner para um serviço de streaming é prejudicial para o setor de shoppings porque tende a espremer ainda mais as exibições nos cinemas.
"O impacto do fluxo nos cinemas afeta diretamente o fluxo nos shoppings, e o grande desafio dos shoppings é justamente atrair as pessoas com frequência", observou. "O shopping precisa de recorrência e tende a perder se o público for ao cinema com menos frequência".
As visitas aos shoppings estão 22% abaixo do visto em 2019, antes da pandemia, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Por sua vez, a bilheteria dos cinemas está 37% menor nessa mesma base de comparação.
Esses dados carregam uma correlação, segundo Marinho. "Os cinemas perdem frequência ano após ano. Antes, as pessoas iam assistir qualquer comédia romântica. Hoje vão só nos blockbusters", afirmou.
"Para uma empresa de streaming, é mais vantajoso produzir série que filmes, porque prendem a audiência por mais tempo no sofá e diluem os custos de produção. Na ponta, os shoppings também perdem essa audiência".
Por outro lado, a importância dos cinemas para os shoppings foi "diluída" nos últimos anos, uma vez que os empreendimentos passaram a diversificar o seu mix de atrações, com mais opções de lojas, gastronomia, serviços e lazer, pondera Cláudio Sallum, sócio da Lumine, administradora e consultoria de shoppings.
Caso haja algum impacto daqui para frente, ele será limitado, na sua visão. "O cinema responde por cerca de 8% do movimento de pessoas nos shoppings, na média do ano", aponta Sallum. Então, se o shopping perder 10% ou 20% desse público (de 8%), o impacto seria de aproximadamente 0,8% a 1,6% da visitação total, calcula.
"É verdade que a redução do intervalo de exibição dos filmes reduz o apetite pelos cinemas. Mas a experiência de combinar filme com um passeio no shopping, jantar e compras, por exemplo, é um hábito bastante consolidado entre os brasileiros", afirma Sallum.
Na mesma linha, o fundador da Varese Retail, Alberto Serrentino, acredita que os shoppings têm condições de superar eventuais mudanças no comportamento dos consumidores.
"O shopping adapta o seu mix à análise de comportamento de demanda, ou seja, como vai evoluindo o gosto cliente. Não vejo um risco sistêmico", ressalta. "O shopping é um organismo vivo, um equipamento extremamente conveniente".
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